Jornal do Commercio
foto José TelesA música brasileira e mundial em destaque.
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Arquivo de setembro de 2011

Zé Renato lança disco autoral

Publicado em 26/09/2011, Às 15:35

Zé Renato, dos poucos cantores, não compositores da MPB, tornou-se cantor/ autor. Mês que vem, ainda sem data definida, ele lança, pelo selo MP,B (distribuído pela Universal Music), o álbum Breve minutos. Totalmente autoral, o disco traz 12 músicas inéditas: algumas delas: Imbora (com Pedro Luís), A cor do anel de Isabel (com Lula Queiroga), De onde é que vem a saudade? (com Joyce) e Água pra quê? (com Ivan Santos). A capa do disco tem projeto gráfico de Philippe Leon e foto de Dalton Valério.

Postado por José Teles

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De herói de Woodstock a mais um sem-teto

Publicado em 26/09/2011, Às 8:01

Sly Stone, nos bons tempos

Sylvester Stewart, ou Sly Stone, que fez uma das mais eletrizantes apresentações no festival de Woodstock, em 1969, foi matéria, ontem, 25 de setembro, no New York Post. Sly Stone agora é mais um sem-teto americano. Ele foi descoberto pelos repórteres do NYP, Willem Alkema e Reed Tucker, nos arredores de Los Angeles, morando numa van.

Sly Stone contou que perdeu tudo o que ganhou com drogas, empresários inescrupulosos, e más aplicações financeiras. Um casal de aposentados, que mora perto de onde está estacionado, fornece-lhe refeições, e deixa o cantor usar o chuveiro da casa deles.

È certo que muitos sem-tetos brasileiros queriam viver na, relativamente, confortável van, Camper, de Sly Stone, na qual ele faz ainda música em um laptop. Mas vale lembrar que o artista, no auge, morava numa mansão em Beverly Hills, decorada com objetos da Tiffany’s, tapetes persas, e dava festas homéricas, frequentadas por nomes como Jimi Hendrix, Miles Davis, Janis Joplin ou Etta James. Até quatro anos atrás, ele se deixava fotografar em carrões e motos incrementadas em outra mansão, em Napa, na Califórnia.

Sly Stone é uma das figuras seminais da soul music. Entre 1968 e 1973, ele lançou álbuns fundamentais para qualquer discografia básica: Dance to the music, Everyday people, Family affair, Thank you (falettinme be mice elf agin) e Stand!.

 

Postado por José Teles

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Tom Waits para (muito) poucos

Publicado em 23/09/2011, Às 17:31

Tom Waits em 78rpm

Olhai, Tom Waits completistas. O cantor está lançado um 78rpm, com duas antigas canções de origem indígena, do repertório do Mardi Gras, de New Orleans. As canções foram gravadas em 2009 com a veneranda Preservartion Hall Jazz Band, para um disco beneficente.

O bolachão, que será lançado em 19 de novembro, tem no lado A, Tootie Ma was a big fine thing, e no B, Corrine died on the battlefield. As duas canções foram gravadas originalmente em 1947, por um cantor chamado Dany Barker. Serão feitas apenas 504 cópias deste disco. As 100 primeiras cópias virão com um passadisco que toca em 78 rotações

Postado por José Teles

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Rock com jeito de circuito Barra/Ondina

Publicado em 23/09/2011, Às 16:20

Cláudia Leite: "Tira o pézinho do chão, headbanger!

Rock in Rio 2011, não fui. Ou melhor, “Fui”, com o significado que o verbo ir, no passado, tem nos chats, ou seja, “peguei o beco”. Basta dar uma olhada na programação, pra se entender que o Rock in Rio é pensado no modelo de um festival de verão ao estilo soteropolitano. O intuito é atrair um público que comparece a todos os grandes eventos. Independente da música. O Importante é estar onde a horda está.

Claro que na progamação tem nomes importante do rock e do pop gringos, Elton John, Stevie Wonder, Red Hot Chili Peppers, Metallica, e Coldplay. Só. A não ser que o Guns “n” Roses tenha alguma importância, que não seja os milhões de discos vendidos há duas décadas. Não tinha nem mesmo com a formação original. Estas, as atrações escaladas para o Palco Mundo, o principal. A melhor banda do Brasil, mais influente nos últimos 20 anos, a Nação Zumbi (pernambucanidade à parte), toca na matinê, no Palco Sunset, num encontro que mistura alho e bugalhos. O que tem a ver a sonoridade baixo teores de Tulipa Ruiz com o maracatu de 16 toneladas do Nação Zumbi? E por que não o Sepultura no Palco Mundo?

Rock in Rio ou carnaval fora de época? Não dá para chamar de festival de rock um evento que tem Cláudia Leite e Ivete Sangalo na programação. Imaginem a carioca/baiana Claúdia Leite batendo cabeça e gritando: “Aumenta, aí, que é rock and roll!”. Ou Ivete bradando o grito de guerra: “É na palminha da mão, roqueiro!”.

Em lugar do “Eu fui”, a frase que tem mais a ver com a realidade do Rock in Rio 2011: “Eu tirei o pé do chão”.

Postado por José Teles

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Tributo a Lula Côrtes em São Paulo

Publicado em 22/09/2011, Às 15:34

Daniel Belleza, e Os Corações em Fúria

No dia 3 de outubro, no bar Inferno, que Lula Côrtes costumava freqüentar, quando ia a São Paulo, rola um tributo ao guru do udigrudi pernambucano. Tocam por lá Jarbas Mariz, Alberto Marsicano, Kal Venturi, Lazzarini, Bocatto, mais Daniel Belleza que canta Sangue de barata, As máquinas e O clone, parcerias dele com Lula.

Flyer do tributo a Lula Côrtes

Em dezembro Belleza, que foi o derradeiro parceiro de Lula Côrtes (fizeram várias músicas exatamente no Inferno), lança o terceiro disco dele com a banda Corações em Fúria, com uma canção inédita da parceria com Lula. O nome da música? Sangue de barata. Segundo Belleza, o áudio do citado tributo sairá em CD no ano que vem.

 

Postado por José Teles

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R.E.M forever!

Publicado em 22/09/2011, Às 14:54

R.E.M, há 20 anos

“Eles inventaram a música alternativa e o rock indie”. Quem afirma isto é Charles Aaron, da revista Spin. Aaron se refere ao R.E.M, cujos integrantes anunciaram, ontem, o fim da banda, depois de 31 anos de carreira. Correto. A R.E.M começou quando o rock tornava-se flatulento, com ídolos autoindulgentes. Foram para a década de 80, o que foi o Sex Pistols para a década de 70. O primeiro álbum do grupo saiu por aqui, num pacote da Warner, que incluía Katrina and the Waves, Jason and the Scorchers, o último do The Clash. O álbum do R.E.M foi o Reconstruction of fable, o melhor daquele pacote, acho que intitulado de New Rock Collection.

O rock começava a mudar de cara, e a Warner testava algumas bandas com o consumidor brasileiro. Quem escutou o R.E.M correu atrás de seus, poucos, discos anteriores. O grupo fazia canções bonitas, com letras inteligentes, e mesmo com muita grana (o contrato inicial com a Warner rendeu-lhe 10 milhões de dólares), o quarteto, Michael Stipe, Peter Buck, Bill Berry e Mike Mills  mantinham-se longe dos excessos, pelo menos publicamente. Na época, bandas como Guns ‘n’ Roses costumavam barbarizar em quartos de hotéis.

O R.E.M foi a banda dos anos 90. Influenciou de Nirvana aos Decemberists. Emplacou hits que se tornaram standards pop, e foi o grupo mais tocado na Soparia, de Rogê, no Pina, no auge do manguebeat, sobretudo Losing my religion. Quase todos os álbuns da banda resistem ao teste do tempo. O último, Collapse into now, foi subestimado pela maioria dos críticos veteranos, e desdenhado pelos novos profissionais da área, que tem ouvidos voltados mais para sons circunstanciais.

Postado por José Teles

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Mallu, Velha e louca

Publicado em 22/09/2011, Às 14:39

Mallu, mulher

Bem mais crescidinha, Mallu Magalhães engatilha disco novo, com uma chamadinha bem joinha: “Uma filosofia, um universo, uma fruto, um gosto. Pitanga, o nome do CD, que teve single liberado para as rádios hoje. Velha e louca, o título.

Postado por José Teles

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O grande, e inusitado, encontro

Publicado em 21/09/2011, Às 18:15

O trompetista Wynton Marsalis nos anos 80 representava o neo-conservadorismo no jazz. Ou pelo menos foi esta a imagem que a imprensa captou e repassou para o público. Marsalis chegou a polemizar com o nada conservador Miles Davis que, em música, foi do mais puro jazz ao mais ensurdecedor rock and roll (no final da vida ensaiava uma incursão pelo rap). O irmão, Branford Marsalis, o saxofonista, também passava a impressão de bom comportamento, até que, no concerto da Anistia Internacional, em São Paulo, em 1989, foi flagrado dando cambalhotas no show de Sting, com quem tocou.

Hoje, perto dos 50 anos, Wynton Marsalis tem cada vez mais feito acenos para outros artistas e sonoridades. O mais recente, com o “deus” da guitarra da swinging London, dos anos 60, Eric Clapton. Os dois tocaram juntos, em abril no Rose Theater, palco do projeto de jazz do Lincoln Center.  Foram três concertos. Wynton Marsalis e sua banda, Chris Crenshaw (trombone), Victor Goines (clarinete), Ali Jackson (bateria), Dan Nimmer (piano) e Carlos Henriquez (baixo), mais o banjoísta Don Vappie, da Creole Jazz Serenaders, e Chris Stainton, veterano tecladista, que toca com Clapton há décadas. Taj Mahal, abriu a noitada, e faz intervenções durante o show, que saiu CD (por enquanto lá fora):  Eric Clapton and Wynton Marsalis Play the Blues.

Um encontro que, até os anos 90 parecia impossível. Eric Clapton sempre confessou admirar o jazz, porém, poucas vezes, se atreveu a incursionar por esta seara erudita. Já Wynton Marsalis é um dos mais jovens jazzmen a se tornar mito em seu tempo. Nesta apresentação histórica e ecumênica, foi o Marsalis que mais cedeu. O repertório quase inteiro é de blues, a seara de Clapton (como aliás o título do álbum indica). W.C. Handy, Howlin’ Wolf, Big Maceo Merriweather e Louis Armstrong, são alguns dos compositores cujas músicas são interpretadas, ao lado de canções de domínio público, Stagger Lee, Just a closer walking with thee (que fecha o concerto, com participação de Taj Mahal), Corrine Corrine, e a grande canção de Eric Clapton, Layla, em roupagem de jazz de New Orleans.

Postado por José Teles

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Super Heavy, à sombra de Mick Jagger

Publicado em 21/09/2011, Às 14:49

A expectativa em torno do grupo Super Heavy foi maior do que o disco merecia. Não que seja ruim a música feita por Mick Jagger, Dave Stewart, Joss Stone, AR Rahman, Damian ‘Jr Gong’ Marley. Pelo contrário. O problema é que a presença, e a sombra, de Mick Jagger é tão imensa que encobre o resto dos integrantes do grupo, por mais talentos que possuam. Não se sabe bem se pela presença de Damian ‘Jr Gong (um dos muitos filhos de Bob Marley), em Super Heavy predomina o reggae, em nuances modernas.

Mas o que predomina mesmo é a voz de Mick Jagger. E não é pra menos. O cara está aí há 50 anos, a voz dele já é patrimônio vivo da humanidade. A inglesinha Joss Stone não era nem sonho erótico quando Mick Jagger horrorizava a puritana classe média americana (e inglesa). Em algumas faixas de Super heavy tem-se impressão de que estamos ouvindo mais um disco solo de Jagger. E tal como os que ele gravou, com altos e baixos. É assim em Unbelievable, um reggae, com um grande arranjo, por mais esforço que façam os outros integrantes, eles soam como coadjuvantes num disco de de Mick.

A marca registrada de Jagger predomina até quando canta em sânscrito, em Satyameva Jayathe. Em outras faixas Mick, nitidametne compostas por ele,  parece parece que se resgatou sobras de Undercover, disco da fase mais obscura dos Rolling Stones. É tentar minimizar a presença dominadora de Mick Jagger, e curtir o Super heavy, disco.

Qualquer banda que lançasse um álbum com estas canções seria merecedora dos maiores encômios possíveis. Porém, com Mick jagger no grupo, é complicado. Dos mitos dos anos 60 sempre se exige não o melhor, mais o ótimo.

Postado por José Teles

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João Gilberto para poucos

Publicado em 21/09/2011, Às 13:19

Começam a ser vendidos, a partir da meia-noite de hoje, pelo site www.ingressorapido.com.br, os ingressos para a turnê comemorativa dos 80 anos de João Gilberto. Até agora só estão confirmados shows em São Paulo (Via Funchal, 05/11), Rio (Theatro Municipal,15/11), Brasília (Centro de Convenções Ulysses Guimarães,19/11) e Porto Alegre (Teatro do Sesi,25/11).

Os preços dos ingressos, como se podia esperar, são bem salgados, e bota sal nisso. Dependendo do local, o mais caro pode chegar a R$1400 (no Municipal, Rio, é o preço da frisa). Em Porto Alegre, o ingresso mais caro custa R$1000, o mais barato R$700. Estes valores referem-se a ingressos “inteira”. Para todos há também a meia-entrada. A mais cara custando R$700 (no Rio), e a mais barata R$350 (em Porto Alegre).

Postado por José Teles

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Fotos do dia

Trabalhadores rurais do MST realizam caminhada no Recife nesta terça-feira
Foto: Diego Nigro/JC Imagem

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