Jornal do Commercio
foto José TelesA música brasileira e mundial em destaque.
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Publicado em 16/05/2012, Às 18:08

Norah Jones estourou há uma década com o pop light, condimentado com tempero jazzístico, mas derivativo. Parecia sua sina passar o resto da vida cantando a baladinha Come away with me. Quatro álbuns depois, a cantora faz parceria com Danger mouse e lança Little broken heart (EMI), que chega agora às lojas brasileiras.
Quem esperar suavidade, pop bem-acabado, mas de baixo teores, certamente vai estranhar o novo som de Norah Jones, que não chega a ser barulhento, nem pesado, mas está mais para o Fleetwood Mac do que para James Taylor. O álbum é na prática um trabalho em dupla. Outros múiscos participam, mas a base é  Norah Jones, que toca piano, teclados, baixo e guitarra, e Danger Mouse na bateria, no baixo, guitarra, teclados e arranjos de cordas.
Little broken heart não chega a ser inovador, não acrescenta nada ao rock, mas mostra que a Norah Jones, apesar do milhões de discos vendidos, mostra uma inquietude louvável.

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Janduhy Finizola em CD de clássicos e inéditas

Publicado em 16/05/2012, Às 16:18

Janduhy Finizola, potiguar e caruaruense, compositor, autor da trilha da Missa do vaqueiro, com várias canções gravadas por Luiz Gonzaga, está com CD recém,-saído do forno. Verso verdade -I. O álbum, independente, produzido pelo filho dele, o também músico Daniel Finizola. A rigor, um songbook, com composições consagradas e um  punhado de inéditas de Janduhy, interpretadas por alguns dos mais destacados nomes da música pernambucana (com alguns de fora, feito Xangai).

Um trabalho bem produzido, com trabalho gráfico refinado, uma exceção entre tantas disco de capinhas canhestras que infesta e enfeia o forró. Considerações à parte, abaixo o repertório e respectivos intérpretes da música de um do maiores autores vivos da música nordestina, em particular, e brasileira, em geral:

Pernambucano do século – Santanna
Vida viola – Adryana BB
Balanço geral – Almério
Cavalo criolo – Junior Black
Canto livre – Daniel Finizola
Pulo do caçote – Herbert Lucena
Raízes - Ortinho
Explicação  – Walmir Chagas
Pedro – Jorge de Altinho
Viva a parteira – Azulão
Pobre matuto – Ivan Gadelha
Irmãos – Silvério Pessoa
Balanço balancear – Climério
Nova Jerusalém – Benil
O caçador – Xangai

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O samba de João Nogueira revalorizado

Publicado em 16/05/2012, Às 15:03

João Nogueira, carioca do Meier, nascido há 71 anos (falecido há 2000), está tendo sua carreira e obra reavaliadas. Boa parte deste interesse deve-se ao sucesso que vem fazendo seu filho Diogo Nogueira. Sucesso mais de palco do que de execução em rádio. O pai também não chegou a ser tão tocado, mas deixou uma obra consistente, quase toda fora de catálogo.

A empresa Musickeria (leia-se Luiz Calainho, Sergio Baeta, Afonso Carvalho e Diogo Nogueira), lançou um samba book João Nogueira, em duas caixas , com CDs duplos, DVD, Blu-Ray, com seleção de repertório de Diogo Nogueira, e produção do músico Alceu Maia.
Uma constelação gente consagrada e emergente Castro repassa o cancioneiro do sambista carioca: Zeca Pagodinho, Djavan, Beth Carvalho, Marcelo D2, Lenine, Martinho da Vila, Mart´nália, Fundo de Quintal, Alcione, Ivan Lins, Jorge Aragão, Teresa Cristina e Arlindo Cruz, alguns dos nomes.


O Samba book, João Nogueira, é complementado por uma discobiografia, disco e livro, assinado por Luis Fernando Vianna, publicada pela Casa da Palavra. Seria o caso da Universal, EMI e BMG, por onde a discografia do compositor está dispersa, tirassem os álbuns da gaveta e colocasse João Nogueira de volta às lojas. Ele deixou 18 discos e mais de 300 composições.

Postado por José Teles

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Benedito Lacerda, a biografia de um dos pais da MPB

Publicado em 15/05/2012, Às 16:33

Benedito Lacerda (1903/1958) é um dos pais da música popular brasileira urbana. De 1928, quando entrou de cabeça na profissão, até os primeiros anos da década de 50, sozinho (foi um exímio flautista), ou com seu regional, Benedito Lacerda estava onde as  coisas aconteciam. Parceiro de Pixinguinha, Ary  Barroso, Mario lago, Herivelto Martins, seu maior sucesso foi a marchinha A Jardineira (com Humberto Porto), lançada em 1939, por Orlando Silva.
Esquecido pelos mais velhos, e desconhecido da nova geração, Benedito Lacerda recebe uma providencial biografia de Jadir Zanardi (editora Muiraquitã, R$44), Benedicto Lacerda – E  a saudade ficou. Vale aqui usar um clichê: esta é uma obra que preenche uma lacuna

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Ave Sangria lota Sesc Belenzinho em São Paulo

Publicado em 15/05/2012, Às 7:01

Ave Sagria em São Paulo (foto: Mônica Cosas)

Numa véspera de Dia das Mães, com uma São Paulo gelada, o auditório do Sesc Belenzinho, lotou para conferir os remanescentes do Ave Sangria (em foto de Mônica Cosas) repassando na íntegra o repertório do seu único disco, de 1974 (até hoje inédito em CD). Com Almir, Marco Polo e Paulo Rafael tocaram Ebel Perrelli (bateria), Nando Barreto (baixo) e Jerimum de Olinda (percussão).

O show fez parte do projeto Álbum, que vem acontecendo no Sesc Belenzinho, sempre com um disco marcante da música brasileira. É torcer para que o show, que foi ensaiado para esta apresentação isolada, seja mostrado no Recife onde, a cada dia, aumenta o fã-clube do Ave Sangria.

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Banda formada por ex-membros do Yes toca no Brasil

Publicado em 15/05/2012, Às 6:19

Ex-integrantes do Yes reunidos numa nova banda de rock progressivo, a Circa, aterrissa no Brasil em julho. Billy Sherwood (guitarra, baixo e voz), Tony Kaye (teclados), Scott Connor (bateria) e Ricky Tierney (baixo), tocaram em fases diferentes do Yes. Tony Kaye é o mais conhecido desta turma, foi o tecladista do que é considerado o melhor disco da banda, o Yes álbum, de 1969 (saiu para entrar Rick Wakeman),

A Circa já consideravelmente conhecida entre os amantes do gênero e já lançou quatro álbuns: Circa(2007), Circa HQ (2009), Overflow (2009) e And so on (2011).

O quarteto toca dia 12 de julho, no Bourbon Street, em São Paulo, e no dia 17 no Teatro Rival Petrobrás, no Rio de Janeiro.

 

Postado por José Teles

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A face religiosa de Johnny Cash

Publicado em 14/05/2012, Às 17:47

Os 80 anos de Johnny Cash foram o gancho para a Sony Music lançar Bootleg Vol.IV The soul of truth, do cantor falecido em 2003. O álbum, duplo, reúne canções religiosas gravadas por Cash no final dos anos 70 e começo dos 80, dos discos  A believer sings the truth e Johnny Cash — Gospel Singer. E ainda 14 canções de um álbum gravado em 1975, sem título,  que permanecia na gaveta até agora.

Antes de mais nada é preciso que se contextualize a música religiosa nos EUA. Nem de longe tem parentesco com que aqui se convencionou chamar gospel. Que não passa de ritmos de música comercial com letras cristãs, sem separar pop de rock, nem sertanejo de axé. Nos EUA a música religiosa é a que é cantada nos cultos, com um fervor de oração. Gente como Johnny Cash nascida nos anos 30, na área rural do Sul dos EUA, cresceu ouvindo mais gospel, spirituals do que o pop da época.

Cash chegou na Sum Records, de Sam Phillips, sem a menor intenção de ajudar a criar o rock-a-billy, como logo faria com Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e Roy Orbinson. Assim como Elvis, que supostamente veio à gravadora a fim de  gravar um disco para a mãe dele, Jonny Cash queria apenas cantar música de igreja. Depois de famoso, como cantor de música leiga, ele sempre voltava à religiosa.

Este Bootleg Vol.IV não é o melhor de Johnny Cash no gênero, talvez porque, com exceção do álbum inédito, os ourtos dois álbuns foram feitos nuam época em que ele estava longe de drogas (foi viciado em anfetaminas), de bem com a vida. Metade do repertório faz parte do cancioneiro tradicional, várias são assinadas por ele. Em algumas faixas estão no álbum a filha Rosanne e a mulher June Carter, esta por sua vez vinda de uma das instituições da música americana, a Carter Family.
O álbum é longo, tem 51 faixas. Deve ser consumido aos poucos para se degustar a voz que marcou a música americana, com uma banda sempre impecável, e canções que podem ser curtidas independente da fé que se professe.

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Com Donald “Duck ” Dunn morre o som do soul de Memphis

Publicado em 13/05/2012, Às 19:18

O título da matéria da Rolling Stone, americana, foi muito seco para a importância da notícia: “Donald “Duck” Dunn, baixista do Booker T and the MG’s, morto aos 70 anos”.  Donald Dunn foi um dos músicos que definiram o som da Stax, ou seja, da música de Otis Redding, Aretha Franklin, Staple Singers, Sam and Dave, e o próprio Booker T and the MGs (MG de Memphis Group). Um som formado por tensões, silêncios entre frases, que davm liberdade para que cantores excepcionais exercitassem seu talento.

Com o fim do grupo, do qual ele e o guitarrista Steve Cropper eram peças fundamentais), tocou com Bob Dylan e Eric Clapton, porém ficou mais conhecido por participar da comédia Blues Brothers, a banda que acompanha os Irmãos Caras-de-pau (John Belushi e Don Aykroyd). Mas a influência da banda perdura. O som do Memphis Group está por exemplo na banda da vez, com amplo merecimento: Alabama Shakes.

Dunn morreu, enquanto dormia, em Tóquio, no Japão. Participava de uma turnê com o amigo Steve Cropper, que informou a morte do baixista em sua página no Facebook.

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Fuleiragem, axé e sertanejo, a música do São João nordestino

Publicado em 13/05/2012, Às 14:12

Aviões do Forró na Globo em em Caruaru

Em Caruaru, o prefeito anunciou a programação junina de 2012, ano em que se celebra o centenário de Luiz Gonzaga. As estrelas do autoproclamado “Maior São João do Mundo” são Michel Teló, Aviões do Forró, Chiclete com Banana, Margareth Menezes, Calypso e Magníficos.  Claro que na lista há as inevitáveis presenças de Elba e Zé Ramalho, e alguns medalhões do pé-de-serra.

Por sua vez, as chamadas, na TV, do São João da Capitá, pela primeira, vez cita só nomes de fuleiragem music, axé music e sertanejos. A festa acontece dias 8 e 9 de junho, na área externa do Chevrolet Hall.

As  atrações anunciadas são Aviões do Forró, Banda Magníficos, Cavaleiros do Forró, Bruno e Marrone, Forró da Curtição, dia 8.  No dia seguinte: Banda Calypso, Garota Safada, Calcinha Preta, Geraldinho Lins e Chiclete com Banana. Claro,  foram contratados artistas do pé-de-serra. A maioria para tocar na Sala de Reboco, o espaço “cultural”, os mais famosos com direito ao palco principal.

 

A mudança de comportamento tem uma explicação. Todas estas atrações popularescas, que pouco, ou nada, tem a ver com música junina, muito menos com Luiz Gonzaga, hoje tem o aval da TV Globo. A Som Livre, a gravadora da Rede Globo abriga em seu elenco os grandes nomes da  fuleiragem, do sertanejo universitário (além de padres cantores e cantores evangélicos). Estes, por sua vez,  são divulgados em sua programação, o que legitimiza estes artistas perante a classe média.

Ou seja, se o forró-pé-de-serra já enfrentava uma concorrência desleal sem a Globo, agora, com bandas de fuleiragem no horário nobre, é covardia. Vivo fosse, Luis Gonzaga teria que se contentar com os palcos “culturais”, ou se apresentar espremendo-se  entre um astro da fuleiragem e um brega paraense.

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Projetos sobre Gonzagão premiados pela Funarte

Publicado em 12/05/2012, Às 23:37

Antonio Nóbrega, com o espetáculo Lua, foi um dos selecionados no prêmio Centenário de Luiz Gonzaga 2012, da Funarte (Fundação Nacional de Artes) . Nóbrega foi premiado num módulo que libera R$100 mil para a realização do projeto. A faixa mais alta, que teve outros dois projetos selecionados: Dominguinhos canta e conta Gonzaga, da M3 Filmes (São Paulo), e O imaginário do rei – visões do universo de Luiz Gonzaga, de José Benedito Fonteles (DF).

Cinco projetos foram selecionados no módulo com valor de R$50 mil, e 12 no módulo de R$35 mil. Do total de 20 projetos selecionados, oito são do Nordeste: dois de Pernambuco, dois de Sergipe. Paraíba, Bahia, Alagoas e maranhão, cada um destes estados teve um projeto aprovado. O maior número de selecionados é do Rio (cinco projetos) e São Paulo (quatro projetos).

Informações mais detalhadas no site da Funarte www.funarte.gov.br

 

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