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foto Verônica AlmeidaTudo sobre saúde pública de Pernambuco.
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Arquivo de abril de 2013

Chovendo água, rato e risco de leptospirose

Publicado em 29/04/2013, Às 18:43

A manhã chuvosa desta segunda-feira (29/04) deixou transeuntes apavorados no bairro da Boa Vista, no centro do Recife. Enquanto jorrava água por todos os lados, na principal avenida do bairro e transversais, uma multidão de ratos desalojados passou  a disputar abrigo com o povo. Na Rua Sete de Setembro, o público que tentava se proteger numa loja foi afugentado pelos roedores que saiam às centenas dos bueiros sujos. Presença de rato é risco certo de transmissão da leptospirose. Aliás, não é preciso ver o bicho para saber o tamanho do problema. Onde há sujeira e água empoçada, pode haver transmissão. Nesses dias de chuva, lembre-se de proteger os pés. Use botas ou sacos plásticos. Se não houver alternativa, ao menos lave a pele atingida com água limpa e sabão amarelo para reduzir as chances de infecção pela leptospira. Se uma ou duas semanas depois aparecerem febre, olhos amarelados, dor na batata das pernas, dificuldade respiratória ou urinária, corra a uma urgência. Leptospirose, doença transmitida pela urina do rato, mata.


Foto de Bobby Fabisak/ JC Imagem

Foto de Bobby Fabisak/ JC Imagem

 

 

 

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Na área da esquistossomose, só 18% das pessoas têm água tratada

Publicado em 21/04/2013, Às 20:59

Só 18% das pessoas que vivem nas áreas mais críticas de transmissão da esquistossomose em Pernambuco são atendidas por água encanada e tratada. O restante consome água de rio, cacimba e outras fontes duvidosas, inclusive em focos de transmissão do xistossomo.  Esse mesmo público não tem direito à casa com rede de esgoto. Cerca de 50% não têm banheiro e só 2% têm sanitário ligado à fossa séptica. O mapa foi feito pelo Programa de Enfrentamento das Doenças Negligenciadas (SANAR), da Secretaria Estadual de Saúde, que pretende ajudar o próprio governo e prefeituras com o diagnóstico detalhado.  As informações  estão em série de três reportagens que o JC começou a publicar neste domingo (21/04).  Fomos aos endereços dessa perversa realidade. Confira os relatos e veja vídeo com as vítimas. Acesse http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/saude/noticia/2013/04/20/entregues-a-esquistossomose-80452.php

 

Foto de BobbY Fabisak/ Moradora de engenho em Timbaúba usa água de riacho pra tudo

Foto de BobbY Fabisak/ Moradora de engenho em Timbaúba usa água de riacho pra tudo

Confira depoimentos de quem já sofreu com o verme e continua exposto ao problema na Zona da Mata de Pernambuco, região que abriga a maioria dos 30 municípios que têm maior número de focos da doença.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=mg2vmZP3SfY

 

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Passa de 100 o número de pacientes esperando vaga de UTI em PE

Publicado em 19/04/2013, Às 19:29

Mais de 100 pessoas, entre crianças, adultos, jovens e idosos, aguardam vaga em unidades de terapia intensiva da rede SUS em Pernambuco. O número foi revelado pela Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (Aduseps), com base em lista da Central de Regulação de Leitos liberada nesta sexta-feira (19/04) em cumprimento a decisão anterior da Justiça . Os doentes estão em emergências de grandes hospitais estaduais, maternidades municipais, hospitais conveniados e até mesmo em Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), inclusive esperando há mais de um dia.

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Superlotação no Centro Obstétrico do Barão de Lucena

Publicado em 18/04/2013, Às 11:40

Profissionais de saúde e integrantes do movimento de mulheres denunciam mais uma superlotação do Centro Obstétrico do Hospital Barão de Lucena, uma das maternidades de alto risco da rede estadual que funciona na Zona Oeste do Recife. Há informações de que pelo menos nesta manhã de quinta-feira (18/04) 26 mulheres aguardam atendimento no espaço que tem capacidade menor. Enquanto isso, está acontecendo no Derby, o V Fórum Perinatal, organizado pelo Grupo Condutor da Rede Cegonha, programa do Ministério da Saúde, com participação do Estado e municípios. O evento vai até as 13h, no sala Aluísio Magalhães na FUNDAJ.
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Entraves na saúde indígena

Publicado em 18/04/2013, Às 11:30

Às vésperas do Dia do Índio, o diálogo entre o subsistema de saúde indígena e demais segmentos do SUS em Pernambuco não tem sido dos melhores. O Distrito Sanitário Indígena (DSEI-PE), ligado ao Ministério da Saúde, está recorrendo ao Ministério Público Federal para cobrar responsabilidades do Estado e município na contenção de surto de leishmaniose cutânea nas aldeias Xucuru do Ororubá, em Pesqueira (Agreste).
Esse desencontro começou há um ano, quando o DSEI-PE teve dificuldade de encaminhar doentes para iniciar tratamento em hospital municipal ou estadual. Agora se queixa de atraso em ações de controle do mosquito transmissor e de mudança de estratégia sem negociação prévia da Secretaria Estadual de Saúde. O caso revela um SUS distante da atenção integral a que se propõe e reforça a exclusão histórica dos indígenas, que acabam fora de políticas municipais e estaduais só porque têm um subsistema para cuidar de ações básicas.

A chefe da Divisão de Saúde do DSEI-PE expõe a situação:

JC – O que precisa mudar na relação do Estado e municípios com o DSEI?
CLÍCIA PADILHA – Assumir também suas responsabilidades. Acabar com a resistência nas parcerias e entender que somos um subsistema do SUS e não um sistema paralelo. Temos desviado nossas equipes para cumprir ações que não são nosso dever. Pedidos de apoio são respondidos com atraso e há ruído na comunicação, com decisões à revelia do Distrito Sanitário Indígena.

JC – Qual a situação da leishmaniose?
CLÍCIA – Foram 25 casos no ano passado em cinco aldeias xucurus (São José, Guarda, Cana Brava, Santana e Cajueiro) e dois novos em fevereiro deste ano em uma aldeia (Guarda). Deveríamos ter retomado a pesquisa e controle dos mosquitos em todas essas áreas em fevereiro, pois a última borrifação aconteceu em novembro. O Estado só recomeçou agora e desistiu do cronograma inicial sem consultar o DSEI. Houve um inquérito canino para saber da existência de animais com leishmaniose visceral e até hoje não recebemos o resultado oficial. Para garantir aos doentes o início do tratamento, que precisa ser em ambiente hospitalar, tivemos que deslocar nossa equipe médica para o hospital municipal. Também tivemos que disponibilizar pessoal e logística para as ações de campo no ano passado e este ano.

 

Índios

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Presidente da Abrasco fala das ameaças ao SUS

Publicado em 15/04/2013, Às 15:28

 O  presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Luís Eugênio Portela, ministra palestra às 14h desta terça-feira (16/04) na Fiocruz, em Pernambuco.  O evento tem entrada livre para o público geral e o sanitarista falará das perspectivas do SUS diante de interesses privados. A palestra é gratuita e aberta a toda sociedade. Mestre em saúde comunitária pela Universidade Federal da Bahia e doutor em Saúde Pública pela Universidade de Montreal, ele é professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e coordenador do Programa de Economia, Tecnologia e Inovação em Saúde do Instituto de Saúde Coletiva (ISC/UFBA). A Fiocruz fica na Cidade Universitária, junto ao Centro de Ciências Biológicas da UFPE, na Zona Oeste do Recife.

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Só poeira do antigo Alberto Maia

Publicado em 12/04/2013, Às 13:13

O prédio onde funcionou o Hospital Psiquiátrico  Alberto Maia, em Camaragibe, Grande Recife, virou pó. O leitor Alexandre Lopes flagrou esta semana o espaçoso terreno vazio, com os pavilhões demolidos e a área verde derrubada.

Vista de frente do imóvel onde funcionou o hospital/ Foto do leitor Alexandre Lopes

Vista de frente do imóvel onde funcionou o hospital/ Foto do leitor Alexandre Lopes

 

O que outrora abrigou doentes mentais agora deve servir ao mercado imobiliário. O fechamento do manicômio em 2010, depois de uma longa crise e intervenção de autoridades sanitárias, foi considerado um marco da reforma psiquiátrica, que prega a ressocialização de quem tem transtornos psíquicos.

Vista lateral do terreno do hospital/Foto do leitor Alexandre Lopes

Vista lateral do terreno do hospital/Foto do leitor Alexandre Lopes

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Praça de Santo Amaro em homenagem a Carlos Chagas

Publicado em 11/04/2013, Às 15:15

barbeiro

 

A Praça em frente ao Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape) foi adotada pelo hospital e pela Associação dos Portadores de Doenças de Chagas. Amanhã, a partir das 10h, no local, haverá café da manhã e ação educativa sobre a doença. Domingo é o Dia Mundial de Combate à Enfermidade de Chagas. Faz alusão ao dia em que o brasileiro Carlos Chagas, há 104 anos, anunciou a descoberta da doença, até hoje sem tratamento completo no Brasil. O governo dá o remédio contra o parasita, mas não fornece todos os medicamentos necessários para a insuficiência cardíaca, complicação mais frequente da doença crônica. São mais de dois milhões de chagásicos no País, a maioria pobre, sem assistência social e à saúde.

 

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Frente pelo direito à saúde condena 100 primeiros dias de Geraldo

Publicado em 11/04/2013, Às 14:54

Conheça o conteúdo que o Fórum Recifense pelo Direito à Saúde e Contra a Privatização vem divulgando nas redes sociais. Critica os 100 primeiros dias da gestão de Geraldo Júlio, prefeito do Recife, por não ter corrigido os déficits de pessoal, material e gerencial dos serviços, principalmente da atenção básica. E questiona as terceirizações que ocorrem na rede estadual de saúde. O grupo fará nova reunião dia 17, próxima quarta-feira, na sede do Movimento de Trabalhadores Cristãos, na Rua Gervásio Pires, na Boa Vista.

Na rede municipal do Recife faltam médicos, há equipes do Saúde da Família desabrigadas, como no Córrego do Jenipapo, na Zona Norte, onde profissionais entregaram cargos, e faltam medicamentos. O secretário municipal de Saúde, Jailson Correia, alega que está levantando todos os problemas para definir soluções nos diferentes campos. Ele está indo pessoalmente a cada posto de saúde.

Ato dos médicos no PSF do Córrego do Jenipapo este ano/Foto do Simepe/Divulgação

Ato dos médicos no PSF do Córrego do Jenipapo este ano/Foto do Simepe/Divulgação

 

Eis o conteúdo da mensagem da Frente pelo Direito à Saúde, na íntegra.

“Nada a comemorar na Saúde em Pernambuco

Vivenciamos nos últimos anos o verdadeiro desmonte da concepção de Saúde como Direito de Todos e Dever do Estado. São tempos difíceis. Em meio ao caos instalado na nossa Saúde Pública, assistimos ao atual secretário de saúde do estado entregar a gestão dos serviços de saúde à organização social da qual é dono. O IMIP, a despeito da aura de filantropia que resguarda diante da sociedade pernambucana, segue ampliando o seu poder sobre a Saúde de Pernambuco, gerenciando segundo a lógica da produtividade, cerceamento de direitos dos profissionais e do lucro.
Em menos de 6 anos do atual governo do estado, o IMIP se tornou gestão de 14 serviços de saúde entre UPAs, Hospitais (como Miguel Arraes, Pelópidas da Silveira (RMR), Dom Malan em Petrolina, Regional de Juazeiro da BA, Nair Alves de Souza, em Paulo Afonso BA) e Unidades de Hemodiálise e Tomografia. Temos assistido com perplexidade a expansão dos tentáculos do IMIP e de seu modelo gerencial, destituindo a gestão pública do SUS do exercício de suas atribuições.
Todos esses serviços, embora tenham sido construídos e sejam financiados através da verba pública, são administrados pelo IMIP, supostamente sem fins lucrativos e assim, regido pelo direito privado, realiza contratações como lhe convier, contratos ao arrepio da lei – temporários e sem concurso -, mantém funcionários sob a égide das metas impostas pela direção e segue a lógica privatista da saúde.
Além disso, é gritante a discrepância de financiamento entre serviços de gestão pública estatal e serviços entregues ao IMIP: enquanto o HUOC permanece sobrevivendo com ajuda de aparelhos sob um financiamento de R$48.192.106,49 por ano, o IMIP arrecada do Estado de Pernambuco R$ 214.618.185,37
No Recife, às vésperas dos 100 dias de gestão completadas pela nova Secretaria de Saúde, o que se vê é um total e completo descompromisso com a Atenção Primária e com sua rede própria. Faltam medicamentos básicos, insumos e profissionais de saúde. Contratos temporários terminando e profissionais do concurso ainda sem convocação! A rede de Saúde Mental e os NASFs são os mais afetados, pois não há concurso público decente para estes profissionais há alguns anos, e o fim dos contratos está deixando estes setores em funcionamento bastante precário, o que prejudica de forma contundente a população que depende destes serviços. Nas Unidades de Saúde da Família, além de medicamentos básicos (hidroclorotiazida, metformina, p.ex) falta até folha de receituário normal. Em algumas USFs, faltam receituários controlados há meses, e os profissionais vinham tirando cópias do próprio bolso para que não faltasse o medicamento ao paciente.

O que se pode concluir diante das palavras de ordem da gestão Geraldo Julio na Saúde (eficiência, eficácia, modernização), é que tudo não passa de pura falácia, ou no mínimo um plano concatenado para deslegitimar a Atenção Primária à Saúde e ajudar a emplacar seu projeto de Upinhas gerenciadas pelas organizações sociais.

Diante desse quadro terminal, não podemos nos calar! Convidamos tod@s a construir conosco a luta pela saúde! Não permitiremos que nossos direitos sejam entregues a iniciativa privada! O SUS está gritando por socorro! Não podemos permitir que o caos instalado na saúde seja permanente!

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O FÓRUM RECIFENSE PELO DIREITO A SAÚDE E CONTRA A PRIVATIZAÇÃO é um espaço de construção e convergência das lutas pelo direito a saúde na cidade do Recife, onde se reúnem lutadores e lutadoras – pessoas e organizações – que não se rendem diante de tal situação, no esforço de reunir as forças para luta e construir pautas unitárias. Consideramos que o povo recifense precisa tomar as rédeas da situação e não permitir que direitos conquistados sejam retirados.

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Surge o Ocupa SUS, novo movimento pela saúde pública

Publicado em 11/04/2013, Às 14:04

Está nascendo no Recife um novo movimento para denunciar o sucateamento do SUS e defendê-lo das terceirizações. Na noite de terça-feira, mais de 40 pessoas, entre jovens profissionais de saúde sem filiação a partido político, militantes do passado da saúde pública, gente de sindicatos e grupos de esquerda, reuniram-se na sede do Movimento de Trabalhadores Cristãos (antiga Ação Católica Operária), definindo a estratégia que vai ganhar espaços públicos nos próximos dias: o Ocupa SUS. Por ora o alvo são postos, Caps e maternidades do Recife, onde faltam (desde a gestão passada) servidores, remédios e até receituários.
Essa frente com diferentes forças começou a se formar em meados de 2012, com o Fórum Recifense pelo Direito à Saúde e Contra a Privatização. Em meio à fragilização dos Conselhos de Saúde, pode retomar vazios deixados pela desmobilização de segmentos que se contentaram com cargos na ascensão de governos de esquerda, esquecendo-se de vigiar o bem maior que é a saúde pública.

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O médico Thiago Henrique Silva, da direção do Sindicato dos Médicos e ex-presidente da Associação Pernambucana do Médicos Residentes, integra o Fórum Recifense pelo Direito à Saúde e Contra a Privatização. Ele dá detalhes do Ocupa SUS.

JC – Como será o Ocupa SUS?
THIAGO HENRIQUE - Faremos atos públicos em hospitais e postos, chamando a atenção para a degradação imposta pelos governos. A contra reforma sanitária que estão promovendo visa denegrir o serviço público para entregar a administração a organizações sociais (OS).
JC – Qual é o risco?
THIAGO HENRIQUE - O SUS é a fonte de renda para essas organizações, que recebem até mais verbas públicas que hospitais da administração direta. Há um desmonte, com prejuízos a usuários e trabalhadores.

Mais informações sobre o movimento no http://forumrecifense.blogspot.com.br/

 

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