Jornal do Commercio
foto Verônica AlmeidaTudo sobre saúde pública de Pernambuco.
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Desassistência mata jovens mães

Publicado em 17/07/2014, Às 10:04

Existe uma preocupação dos gestores do SUS em Pernambuco e no Brasil de levar médicos a todas as comunidades. Mas a assistência à saúde não se mede apenas pela presença física de um profissional. É preciso que ele seja capaz de exercer seu ofício e que respeite regras sanitárias. Na semana passada, a morte de duas jovens mulheres, moradoras de Exu (Sertão do Araripe), em menos de 48 horas, após passaram por cesarianas em hospitais de Trindade e Ouricuri, denuncia desacertos imperdoáveis. Como uma adolescente grávida, com suspeita de infecção aguda, pode ser submetida a uma cesariana e ao voltar com um abscesso dias depois, receber tratamento ambulatorial porque não havia vaga para internar? Como após uma cesariana mal sucedida uma mulher com grave hemorragia interna pode esperar quase 12 horas para ser submetida a uma nova operação, em outra cidade, pelo mesmo médico que fez a primeira e indicou a transferência? Ele teria sido acionado antes, mas só chegaria após o jogo do Brasil.

Sandra/JC Imagem

Sandra/JC Imagem

Veja o que pensa Sandra Valongueiro, médica, feminista e estudiosa do Comitê de Mortalidade Materna de Pernambuco:

JC – Como vê os casos recentes de mortalidade materna?

SANDRA VALONGUEIRO – Não é fatalidade ou acaso. É descaso, despreparo das equipes, falta de respeito e de cuidado com as mulheres mais pobres, usuárias de um sistema de saúde perverso. Mais de 100 mulheres morrem por ano no Estado por complicações da gravidez, parto pós parto. Tem que mudar o modelo de assistência obstétrica, que se inicia na prevenção da gravidez indesejada, passa pelo pré-natal e se prolonga nas demais fases.

 

Postado por Verônica Almeida

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Contando os soropositivos

Publicado em 03/07/2014, Às 6:40

A publicação da Portaria 1.271 do Ministério da Saúde, em junho, tornou obrigatório o registro de todos os casos de infecção pelo HIV, mesmo aqueles assintomáticos, descobertos num teste rápido. Até então, só era preciso comunicar ao sistema nacional de notificação o diagnóstico de pessoa com aids. Na prática, isso significa que as Secretarias e o Ministério da Saúde vão saber o número real de infectados, com nomes e endereços guardados em sigilo. Resta saber se o SUS será estruturado rapidamente para absorver a nova demanda reconhecida. Um remédio com três drogas, para facilitar o tratamento, será oferecido. No Estado, a Secretaria de Saúde estenderá incentivo a 14 municípios, para que implantem serviços voltados ao crescente número de soropositivos. Nas últimas semanas, na Fan Fest Recife (foto), de quase 600 torcedores testados, oito tinham o vírus. Nenhum deles estrangeiro.

François Figueiroa, coordenador de DST/Aids de Pernambuco, explica:

JC – Por que registrar obrigatoriamente todo caso de infecção pelo HIV?

 FRANÇOIS FIGUEIROAVai possibilitar uma fotografia mais fiel da circulação do vírus da aids no País. O diagnóstico da doença, a partir dos sintomas, em média ocorre oito anos depois. Podemos, então, antecipar o tratamento e ações educativas.

 

Postado por Verônica Almeida

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Bola fora no controle da diabete

Publicado em 26/06/2014, Às 11:15

No País do futebol, no momento sediando uma Copa do Mundo, o estímulo à atividade física tem que ser constante. Com ela, pernas e pés, tão fundamentais a quem entra em campo, podem ser poupados por muito tempo. Infelizmente não é assim que acontece, basta observar o crescimento da obesidade e de sua irmã diabete, que afeta de 13 a 14 milhões de brasileiros e, descontrolada, leva à amputação de membros inferiores. No mundo, a cada minuto, três pernas ou pés são perdidos por causa da doença que eleva as taxas de açúcar no sangue. Há quem dedique este 26 de junho ao controle da diabete, mas as principais campanhas são focadas no 14 de novembro, dia mundial dedicado à doença. Um ou dois dias representam muito pouco num País que precisa falar do problema diariamente. Assim como a dengue, prevenção da diabete requer campanhas de veiculação ampla e espaço diário na atenção básica do SUS. Quem tem glicose em jejum maior que 100 mg/dL, está acima do peso, é hipertenso ou já diagnosticou esteatose hepática precisa mudar seus hábitos físicos e alimentares para não se tornar diabético. Vivemos uma epidemia, alerta a presidência local da Sociedade Brasileira de Diabete. E meio silenciosa, com 50% das vítimas desconhecendo a condição. Descobre-se tardiamente, diante de uma doença renal, cegueira, infarto ou outro problema vascular. Ninguém merece essa prorrogação. “O número de diabéticos na América Latina poderá chegar a 40 milhões em 2025. A diabete tipo 2 é mais frequente em obesos e pessoas de menor renda, representando uma carga social importante”, avalia a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Veja o que diz a presidente local da Sociedade Brasileira de Diabetes:

Endocrinologista Geísa Macedo/Foto de Igor Bione/JC Imagem

Endocrinologista Geísa Macedo/Foto de Igor Bione/JC Imagem

JC – O que precisa ser feito, como política pública, para maior controle da diabete?

Geísa Macedo É preciso criar um programa de educação constante na mídia, estimulando a prevenção e o cuidado para barrar a evolução da doença. Como também, treinar as equipes de atenção básica para atuação permanente, oferecer exames e medicamentos regularmente.

Postado por Verônica Almeida

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Cremepe denunciou HC ao MPF há seis meses

Publicado em 19/06/2014, Às 11:24

Desde dezembro de 2013 o Conselho Regional de Medicina (Cremepe)  espera uma audiência solicitada ao Ministério Público Federal para discutir os problemas do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Na época, um relatório, feito a partir de uma fiscalização, apontou irregularidades nas instalações da unidade, que comprometiam o exercício profissional. A ideia é que a audiência reunisse todos os envolvidos. Agora, o conselho prepara uma nova visita ao HC, após ser acionado pelo Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais (Sintufepe), que divulgou um dossiê apontando a permanência de problemas que não teriam sido sanados pela administração da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) nos últimos seis meses. O Sintufepe quer a interdição das Clínicas. A direção do hospital alega que parte dos problemas denunciados já foi resolvida e que vem tomando providências para consertar o HC. Argumenta que a greve dos servidores, há cerca de três meses, além de prejudicar os pacientes, que estão sem cirurgias e consultas, reduz o faturamento da unidade. São menos R$ 1 milhão por mês do SUS, dinheiro, aliás, que estaria sendo usado na recuperação estrutural do prédio. Todos os lados têm suas razões, mas não é possível aceitar que soluções sejam retardadas no hospital que deveria ser de excelência. É hora de o controle externo agir para cobrar responsabilidades.

Confira o dossiê divulgado pelo sindicato dos trabalhadores:

http://sintufefessufpe.blogspot.com.br

Imagens divulgadas pelo Sintufepe mostram timbu em sala do serviço social, banheiros sem porta no 4º andar e entulhos em ala desativada :  

HC1

HC2

 

Hc3

Postado por Verônica Almeida

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Cuidado com os exageros no São João

Publicado em 19/06/2014, Às 10:55

A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia alerta torcedores da Copa do Mundo e brincantes das festas juninas para os perigos que rondam a audição nesse momento de festa dupla. É que o ouvido humano tolera bem os sons de até 85 decibéis, mas tem gente exposta a volumes mais altos (foto), capazes de causar zumbidos e perda auditiva definitivamente.
Embora a saúde pública tenha reforçado suas equipes, é melhor prevenir do que disputar o atendimento, cuidar para não se tornar um doente crônico. Além de problemas nos ouvidos, são comuns nesta época as queimaduras por fogos de artifício, que podem deixar sequelas graves, como mutilações.
Também é preciso maneirar no consumo de bebida alcoólica, para não provocar acidentes no trânsito e se envolver com violência. E não exagerar nos pratos típicos, que costumam ser muito calóricos.

Veja orientação sobre queimaduras : http://portal.saude.pe.gov.br/noticias/secretaria-executiva-de-atencao-saude/hospital-miguel-arraes-da-dicas-de-prevencao-de-queimaduras

Postado por Verônica Almeida

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Infectologista alerta visitantes

Publicado em 12/06/2014, Às 15:24

A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou alerta aos visitantes do Brasil para que se vacinassem contra sarampo e rubéola. Das 32 nações participantes da Copa do Mundo de 2014, 19 tiveram casos de sarampo. Quem está em Pernambuco deve tomar outros cuidados, principalmente com água e alimentos. O infectologista Demetrius Montenegro, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, orienta:

JC – Que cuidados os visitantes devem ter para não pegar doenças?

DEMETRIUS MONTENEGRO – Não tomar água de torneira, apenas mineral ou filtrada para evitar diarreias. Devem usar repelentes contra o mosquito da dengue e preferir restaurantes com selo da Vigilância Sanitária. Se viajarem ao Norte ou Centro-Oeste do Brasil, é necessário se vacinar 15 dias antes contra febre amarela.

 

Postado por Verônica Almeida

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Boa saúde aos turistas da Copa do Mundo !

Publicado em 12/06/2014, Às 15:15

A partir desta quinta-feira (12-06), início da Copa do Mundo no Brasil, o Sistema Único de Saúde também está disponível aos milhares de visitantes estrangeiros que passarão pelo território nacional. Em Pernambuco, as Secretarias de Saúde do Estado e do Recife montaram esquemas especiais para se comunicar com os estrangeiros, criaram serviços, como um centro de atendimento nos arredores da Arena Pernambuco e um Ambulatório do Viajante na Policlínica Lessa de Andrade, na Madalena. Além disso, reservaram leitos para situações emergenciais em caso de ataque terrorista. Até o final de semana será reaberto o isolamento de doenças infecciosas do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, que estava em reforma. Na unidade, 32 leitos (foto) também poderão ser usados em caso de surtos. Ontem, a Vigilância Ambiental do Recife aplicou inseticida nos Centros de Treinamento do Sport e do Náutico, para proteger jogadores estrangeiros da fúria do Aedes aegypti, transmissor de dengue e febre amarela. Nosso sistema público de saúde tem suas falhas, mas é universal e salva milhares de vidas todos os dias.

Pavilhão Ovídio Montenegro-Huoc

Pavilhão Ovídio Montenegro-Huoc

 

Confira a programação em português e inglês, organizada pela Secretaria Estadual de Saúde:

http://portal.saude.pe.gov.br/sites/portal.saude.pe.gov.br/files/web_unidades_emergencia_copa.pdf

img-unid-emergencia_0

 

Postado por Verônica Almeida

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Copa traz preocupação com cólera, gripe, ebola e coronavírus

Publicado em 22/05/2014, Às 12:16

A cólera é nossa conhecida, aterrorizou na década de 1990 e voltou há dez anos como surto em São Bento do Una. Num Estado com pouco tratamento de esgoto, faltando 21 dias para o início da Copa do Mundo, há motivo de sobra para encabeçar a lista de preocupação de infectologistas e sanitaristas. Receberemos jogadores e torcedores de países onde a doença é rotineira, caso do México. Ebola e coronavírus, presentes na África e no Oriente, respectivamente, também ameaçam, assim como a gripe aviária e o risco de ataque terrorista a norte-americanos. Não é hora de ter preconceito com os visitantes. Afinal, a lista de doenças endêmicas no Brasil é bem grande. O momento é de ajudar as autoridades sanitárias, que montam esquemas para detectar e barrar a entrada de novas doenças. A Secretaria de Saúde do Recife, por exemplo, tem centro de vigilância funcionando 24 horas e contratou intérprete para o Samu. Lavar as mãos, ter cuidado com os alimentos e se vacinar são importantes, lembra o infectologista Demetrius Montenegro, do Hospital Oswaldo Cruz. A imunização contra a gripe comum e a H1N1 termina nesta sexta-feira (23) e a meta não foi alcançada. O Huoc, referência para pandemias, como a de influenza AH1N1 ocorrida nesta década, está preparando leitos do isolamento para eventual necessidade. O setor está em reforma, mas até o início do campeonato, dia 12 de junho, a unidade espera reabrir o espaço. Precisa, no entanto, reforçar as escalas.

jailsoncorreia

JC – Recife está preparada para barrar novas doenças?

* JAILSON CORREIA – A cidade é acostumada a abrigar grandes eventos, como o Carnaval, e a receber o turismo internacional. Mesmo assim, vacinamos contra gripe e sarampo profissionais que terão maior contato com os visitantes, estaremos atentos 24 horas a surtos respiratórios e de diarreia, teremos um ambulatório do viajante na Policlínica Lessa de Andrade, reforço de equipes e intérpretes na Central do Samu Metropolitano.

Jailson é secretário de Saúde do Recife

Postado por Verônica Almeida

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Câncer de ovário mata mulheres

Publicado em 08/05/2014, Às 12:57

Hoje é o Dia Mundial dô Câncer de Ovário. O Instituto Oncoguia divulga campanha para alertar mulheres para o diagnóstico, que muitas vezes só ocorre tardiamente, sem chance para vencer a doença. Visite o site da campanha (http://www.oncoguia.org.br/conteudo/dia-mundial-do-cancer-de-ovario/3189/144/) e ajude a replicar a informação junto ao público feminino. Aproveite para reler entrevista feita há três anos, mais ainda atual, com um dos maiores especialistas no assunto no Brasil.

 

Ovário

 

 

“Preventivo detecta 98% dos casos iniciais”

Publicada em 25/09/2011

A entrevista a seguir, concedida a repórter Veronica Almeida, complementa as reportagens da série Câncer de Útero, publicada entre os dias 18 e 21. O doutor em ginecologia Jesus Paula Carvalho, professor da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do serviço de Ginecologia Oncológica do Instituto do Câncer daquele Estado, analisa o cenário, sugere mudanças e indica como as mulheres devem se proteger.

 

 

JC – Qual câncer ginecológico tem chamado a atenção?
JESUS CARVALHO – A coisa mais nova que chama a atenção é em relação ao câncer de ovário. A tendência é acreditar que não começa no ovário e, sim, nas tubas (trompas) uterinas. É coisa de dois anos para cá. Talvez, por esse motivo, todos os processos de prevenção e rastreamento tenham falhado. O câncer começa num sítio anatômico específico. É na ponta das tubas, as células são implantadas na ovulação. Cerca de dois terços dos casos são diagnosticados em mulheres com mais de 50 anos, embora o início deva ser aos 35. Mas há câncer em todas as idades. 

JC – Qual a causa do câncer de ovário?

JESUS – De 5% a 10% são de origem genética, a pessoa tem mais predisposição, em razão da mutação de dois genes. Mulheres com mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 têm 60% de chance de desenvolver câncer de ovário. Na população geral, a chance é de 1,7%. Nos casos em que há mutação, a orientação é retirar os ovários antes dos 35 anos. Foi estudando mulheres sem tumor, mas de alto risco, que descobriu-se a origem nas tubas. Não há como evitar câncer de ovário, só retirando os órgãos. A ciência mostra o caminho mas não mostra a solução. Podemos associar o câncer também a inflamações crônicas. Num animal, em laboratório, essa é a forma mais fácil de provocar um câncer. A endometriose e infecções pela bactéria Clamída tracomatis causam inflamações nas trompas. Mas é suposição causarem câncer.

 

JC – Cisto de ovário pode ser câncer?

JESUS – Quase todos os cânceres de ovário se manifestam com cisto, mas a recíproca não é verdadeira. Uma em cada três mulheres terá cisto uma vez na vida, mas só 1,7% terá câncer de ovário.

 

JC – A menopausa protege do câncer do ovário?

JESUS - Tudo que diminui a ovulação protege, a menopausa precoce, a pílula tomada por cinco anos, também. Mas não indicaria uma terapia preventiva nessa linha. A única coisa estabelecida é retirar tubas. Na laqueadura deveria-se retirar as trompas.

 

JC – Os ginecologistas têm conhecimento das descobertas sobre câncer de ovário?

JESUS – Não, mais de 90% dos profissionais não sabem que o câncer de ovário começa nas tubas. Robert Kurman, patologista americano, é o cientista que mais desenvolveu pesquisas nesse campo.

 

JC – A mulher em menopausa deve fazer reposição hormonal?

JESUS – Já foi mais propagada, havia uma pressão da indústria farmacêutica. Não sou contra, desde que seja bem orientada. Existe relação entre reposição, câncer de ovário e do endométrio.

 

JC – O modo de vida da mulher moderna contribui para o câncer ?

JESUS – Em jovens, o câncer está muito relacionado a mutação genética. As mulheres também estão mudando hábitos, tendo estresse, retardando a gravidez e a relação de poluentes com câncer é maior do que se imagina. Estudos mostram que a poluição causada pelos automóveis contribui para diminuir a fertilidade e a imunidade. Além disso, come-se exageradamente carne e gordura, onde se depositam os contaminantes. Quem come alface, come os contaminantes do pé de alface. Quem come carne, consome os contaminantes que o boi comeu a vida inteira.

 

JC – Que conselho o senhor dá a mulheres de meia idade?

JESUS – Você só viveu a metade da sua vida. Precisa viver a outra metade. Tenha hábitos saudáveis, estilo de vida saudável, engaje-se num programa de acompanhamento médico.

 

JC – E as mais jovens?

JESUS – Se você quiser mudar o perfil de saúde de uma população deve investir em educação. Infelizmente, estamos num País em que saúde e educação não têm a atenção que merecem.

Postado por Verônica Almeida

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Brasil não atingirá meta de redução da mortalidade materna

Publicado em 08/05/2014, Às 12:43

O Brasil está entre os 11 países da América Latina e Caribe que reduziram a mortalidade materna entre 1990 e 2013. Relatório divulgado esta semana pela Organização Pan-Americana de Saúde, às vésperas do Dia das Mães, aponta que a queda brasileira foi em torno de 43%. Essas mortes são aquelas relacionadas à gestação, parto e pós-parto. A notícia é mais ou menos boa, pois está longe do ideal. O informe das Nações Unidas alerta que nenhum dos países da região tem condições de alcançar a meta estabelecida para 2015, que seria a redução em torno de 75%.

A feminista Sílvia Camurça, do SoS Corpo fala sobre o assunto:

JC – Por que a mortalidade materna ainda é alta?

 SÍLVIA CAMURÇA – É alta porque falta legalizar o aborto e, enquanto isso não acontece, garantir o aborto já previsto em lei. É preciso melhorar a assistência ao parto, não resolve apenas garantir o pré-natal na atenção básica. Em muitas maternidades do SUS, só há UTI para os bebês. Quando as mães complicam precisam ser transferidas para outros serviços, correndo mais riscos.

 

Postado por Verônica Almeida

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Fotos do dia

Fiéis reverenciam Nossa Senhora do Carmo nas ruas centrais do Recife
Foto: Edmar Melo/JC Imagem

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