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foto Verônica AlmeidaTudo sobre saúde pública de Pernambuco.
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Casos suspeitos de dengue no Recife chegam a 4.063

Publicado em 31/03/2015, Às 0:04

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As pessoas que tiveram sintomas de dengue no Recife nas 12 primeiras semanas deste ano de 2015  já somam 4.063. O número foi atualizado ainda nesta segunda-feira (30/03) pela Secretaria Municipal de Saúde. Desses, 863 (21,2%) estão confirmados. “Em 2014, no mesmo período, foram notificados 490 casos e confirmados 157″, informa boletim divulgado pela prefeitura. O aumento é de 729,2% em relação aos casos suspeitos e de  449,7% quando comparados os comprovados dos dois anos.

Conforme diagrama de controle feito pela Epidemiologia do município, houve semanas de janeiro a março em que as notificações ultrapassaram 400. Mesmo assim, a Secretaria de Vigilância à Saúde acredita que grande parte não esteja sendo registrada. “Há uma certa banalização. Doentes não procuraram os serviços de saúde e há pessoas com dengue recebendo, equivocadamente, diagnóstico clínico de febre chicungunha e até mesmo de rubéola. Equipes dos postos de saúde são as que mais têm comunicado os adoecimentos por dengue”, avalia Denise Oliveira, secretária-executiva de Vigilância à Saúde do Recife.

Febre baixa, manchas vermelhas no corpo, inchaço nas juntas de mãos e pés, acompanhados  por fraqueza, são os sintomas mais frequentes nessa epidemia. Os vírus 1 e 3 já foram isolados na cidade. Ir ao serviço de saúde, manter repouso em casa e ingerir bastante líquido é a recomendação.

Na nova lista de bairros com maior número absoluto de casos a liderança passou a ser da Cohab, morro da Zona Sul. Campo Grande e Água Fria também passaram a compor o grupo crítico. Não deixe água parada. Evite a proliferação do mosquito.

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Recife descarta nova morte por dengue

Publicado em 30/03/2015, Às 17:07

 

A Secretaria de Saúde do Recife descartou a segunda morte por dengue neste primeiro trimestre de 2015. O óbito suspeito, de morador da Mangueira, falecido no dia 7 de março, não foi causado pelo Aedes aegypti, conforme exames laboratoriais. A epidemia, no entanto, prossegue crescente. Já são 801 doentes confirmados de um total de 3.834 suspeitas, o que representa um aumento de 410% em relação ao mesmo período de 2014. A primeira suposta morte, de um habitante do Vasco da Gama, também foi descartada.

Denise Oliveira/ Foto de Fernando da Hora/ JC Imagem

Denise Oliveira/ Foto de Fernando da Hora/ JC Imagem

Denise Oliveira, secretária-executiva de Vigilância à Saúde do município, considera positivo não haver ainda mortes por dengue este ano, mas pede que profissionais de saúde e a população não descuidem e informem o adoecimento o mais rápido possível, para ajudar no controle da epidemia.

O aumento de casos chega a 682,4% quando contabilizadas todas as suspeitas. De acordo com o boletim, 43% dos casos estão concentrados em 10 bairros: Vasco da Gama (216), (Cohab (253), Casa Amarela (178), Nova Descoberta (112), Imbiribeira (145), Santo Amaro (173), Água Fria (133), Dois Unidos (163), Campo Grande (112) e Ibura (150).
Além do Recife outros sete municípios pernambucanos vivem epidemia de dengue.

A doença tem se manifestado de forma mais branda, com antecipação de sintomas. A febre tem sido baixa, menor de 38ºC, com manchas vermelhas aparecendo logo no segundo ou terceiro dia. Doentes também têm apresentado inchaço nas juntas das mãos e pés.


Infectologistas pedem atenção, pois mesmo branda a dengue pode se agravar com o passar dos dias. “É preciso hidratar bem o paciente. Se ele não ingerir líquidos terá que receber soro injetável”, afirma o médico Demétrio Montenegro, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz. Ele diz que é fundamental o retorno do paciente a um serviço de saúde no quarto dia da doença para avaliar hidratação e medir plaquetas, que controlam a coagulação do sangue.

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Dengue se dissemina mais fácil na periferia das cidades

Publicado em 28/03/2015, Às 17:39

Morro da Conceição/ Sérgio Bernardo/ Jc Imagem

Morro da Conceição/ Sérgio Bernardo/ Jc Imagem

A agente de saúde Jane Diva da Silva, 50 anos, passa o dia ensinando sua comunidade, no Morro da Conceição, Norte do Recife, a evitar focos do mosquito da dengue. Mas ela sabe que é muito difícil se livrar do indesejável  Aedes aegypti. No seu lar adoeceram de uma só vez, no mês passado, onze pessoas, inclusive a própria, vítima pela terceira vez. O Morro é um dos dez bairros da cidade que mais têm moradores com dengue na atual epidemia.
A eterna falta d’água, a alta densidade populacional e problemas com o lixo tornam o lugar propício à ação do Aedes, ontem e hoje. Estudo feito por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, no Recife, já provou, por exemplo, que morar em bairros populares, numa residência térrea e dormir com muitas pessoas no mesmo quarto aumenta o risco de ter a doença. Reforça a exposição da periferia ao problema e como os de menor renda acabam sendo mais prejudicados.

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Jane teve dengue três vezes/ Foto de Sérgio bernardo/ JC Imagem

 

“Água encanada sempre foi um problema no Morro. Como agente de saúde vivo cobrando a vigilância do morador com a água parada nos baldes, mas como dona de casa na mesma comunidade, entendo a dificuldade em manter um reservatório tampado, quando a todo o momento é preciso recorrer a essa fonte para as tarefas básicas: cozinhar, tomar banho, lavar roupa, limpar a casa, cuidar das crianças”, conta Jane. Nascida no bairro, quando pequena costumava descer a ladeira em busca de água em outra freguesia. Viveu o tempo do chafariz, da jarrra de barro, do tonel de ferro, da caixa Brasilit (quadrada e redonda) e dos dias atuais de reservatório plástico. Na adolescência, por alguns momentos, viu a chegada da água encananda na sua casa. Mas, aos poucos, foi voltando ao passado outra vez. Agora, só recorre à torneira duas vezes na semana, quando a companhia de saneamento (Compesa) abre o registro. O bairro vive crescendo com a multiplicação das famílias e quando alguém adoce facilmente os outros pegam.

Racionamento d'água e lixo favorecem criadouros de mosquito/ Sérgio Bernardo/ Jc Imagem

Racionamento d’água e lixo favorecem criadouros de mosquito/ Sérgio Bernardo/ Jc Imagem

Na casa de Jane, tiveram dengue a mãe dela, a irmã, o irmão, a cunhada e os sobrinhos, que moram em quatro casas conjugadas.Assim como o Morro, Vasco da Gama, Macaxeixa, Dois Unidos e Ibura se mantêm na dianteira dos casos de dengue desde o anúncio da epidemia em curso. E têm problemas muito semelhantes.

Ernesto Marques/ Alexandre Gondim / JC Imagem

Ernesto Marques/ Alexandre Gondim / JC Imagem

“Nosso estudo mostrou que o fornecimento de água intermitente, número de pessoas dormindo no mesmo quarto, coleta de lixo deficiente, lixo na rua, além das condições climáticas, intereferem no adoecimento”, explica o pesquisador Ernesto Marques, do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães. Para chegar a essas conclusões o grupo avaliou três áreas com perfil sócio-econômico distinto, e 2.833 pessoas, de crianças a idosos. Brasília Teimosa, na Zona Sul (bairro popular), Engenho do Meio (classe média), na Zona Oeste, e Casa Forte e Parnamirim (de mais alto padrão, com predominância de altos edifícios), na Zona Norte. A dengue se mostrou trës vezes mais forte nas famílias de menor renda. Além de não sofrerem com o racionamento d’água (usam poços artesianos), moradores dos prédios altos, nas áreas mais valorizadas, estão mais distantes do moquito. Intenso controle do mosquito, vigilância e educação na comunidade podem proteger melhor a população mais vulnerável, sugere o estudo, feito entre 2005 e 2006. Para Ernesto Marques, a dengue é portanto uma doença previsível e exige um interesse constante dos gestores.

Tereza Lyra/ Divulgação/ Fiocruz-PE

Tereza Lyra/ Divulgação/ Fiocruz-PE

A médica sanitarista Tereza Lyra, que comandou o combate à dengue na maior epidemia do Recife, a de 2002, sabe como é importante avaliar a realidade sócio-ambiental de cada território da cidade para definir as ações de saúde. Assim que assumiu a vigilância à saúde do município fez um mapa ambiental e das doenças, definindo a partir dele o exército de agentes ambientais e a expansão da atenção básica, levando postos de saúde para as áreas mais vulneráveis. Para ela, a visão da multiplicidade de fatores deve estar no gestor e nos profissionais na ponta. “Não adiantava ter um agente para cuidar da dengue e outro para os escorpiões. O mesmo profissional tem que cuidar dos dois problemas, observando o abastecimento d’água, o acondicionamento do lixo, o problema social”. Eliminar a dengue será muito difícil, arrisca, mas o fim do racionamento d’água poderia.
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Só 13,5% das meninas de Pernambuco tomaram vacina contra HPV

Publicado em 27/03/2015, Às 15:49

A campanha de vacinação contra HPV 2015, iniciada no início de março, está longe de atingir a meta, que é imunizar 80% das garotas de 9 a 11 anos. A Secretaria de Saúde de Pernambuco informa que até o momento, apenas 32.923 meninas (13,55%)  tomaram a primeira dose da vacina.

Ao todo foram convocadas  242.890 garotas no Estado. “A vacina quadrivalente protege contra os subtipos HPV 6, 11, 16 e 18, sendo os dois últimos responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo mundo”, alerta a secretaria. A imunização só é completa após a terceira dose.

O insucesso nessa segunda campanha pode ter relação com a estratégia usada pelos municípios. Ao contrário do ano passado, muitos não adotaram a vacinação nas escolas. Além disso, há uma polêmica em torno dos efeitos adversos da vacina, considerados mínimos e sem importância pelas equipes de imunização.

Campanha do Ministério da Saúde

Campanha do Ministério da Saúde

 

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Se faltam dinheiro e médicos, consórcios intermunicipais podem expandir Caps

Publicado em 27/03/2015, Às 6:16

Emergência do Hospital Ulysses Pernambucano/ Ricardo Labastier/ JC Imagem

Emergência do Hospital Ulysses Pernambucano/ Ricardo Labastier/ JC Imagem

Consórcios entre municípios para garantir CAPS 24 horas (transtorno e álcool-drogas) e infantojuvenil, assim como leitos psiquiátricos em hospitais gerais. A proposta foi debatida em audiência no último dia 23, na Promotoria de Defesa da Saúde do Ministério Público Estadual (MPPE), no Recife. Envolve 17 municípios da primeira regional de saúde: a capital, Jaboatão, Ipojuca, Moreno, Olinda, São Lourenço, Araçoiaba, Cabo, Itamaracá, Chã de Alegria, Vitória, Camaragibe, Chã Grande, Itapissuma, Igarassu, Glória do Goitá e Pombos. Até 30 de abril as prefeituras terão que informar à promotoria se aceitam aderir ao modelo. Sugerido pela Secretaria Estadual de Saúde, foi acatado de imediato pela promotoria que há mais de um ano tenta resolver o déficit de atenção psicossocial. O Hospital Ulysses Pernambucano vive superlotado e famílias não têm para onde mandar o parente em surto. Diante de orçamento curto, é hora de racionalizar e trocar ajuda. Resta saber se os prefeitos vão abrir mão do poder político em favor do bem comum, que é manter pessoas com transtorno longe dos manicômios, em casa, mas com assistência completa.

Promotora Helena Capela/ Foto de Bobby Fabisak/JC Imagem

Promotora Helena Capela/ Foto de Bobby Fabisak/JC Imagem

A promotora de Defesa da Saúde no Recife, Helena Capela, dá sua opinião

JC-  Como está a expansão da rede de saúde mental ?
* HELENA CAPELA- O avanço foi muito pequeno, alguma coisa está errada. As Secretarias Municipais de Saúde continuam alegando falta de recursos, dificuldades para alugar imóveis e contratar psiquiatras, como no ano passado. Mas temos que encontrar solução. Quem não aderir ao consórcio terá que implantar os serviços. Não pode é mandar doente ao Recife. A cidade amplia sua rede e vive sobrecarregada.

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Livro inédito aborda oncologia para profissionais de saúde

Publicado em 26/03/2015, Às 6:35

O Centro de Oncologia do Huoc recebe estudantes desde os primeiro períodos/ Foto de Guga Matos/JC Imagem

O Centro de Oncologia do Huoc recebe estudantes desde os primeiro períodos/ Foto de Guga Matos/JC Imagem

Às 19h desta quinta-feira (26/03) será lançado no Recife o livro Oncologia, uma abordagem multidisciplinar,  obra com quase 900 páginas, escrita por mais de 120 autores, a maioria médicos e professores da Universidade de Pernambuco e do Hospital Oswaldo Cruze. A proposta nasceu de estudantes de medicina e vai ajudar colegas e profissionais de todas as  áreas da saúde.  O objetivo é facilitar o pré-diagnóstico do câncer e mostrar que o portador da doença precisa não só de um oncologista, mas também de outras especialidades médicas e de trabalhadores de diversas áreas da saúde. O lançamento será no auditório da Associação de Medicina de Pernambuco, na Praça Oswaldo Cruz, na Boa Vista.

Além de ser inédito na região como publicação técnica voltada a profissionais e estudantes de todas as áreas de saúde (o primeiro do gênero foi lançado há cinco anos em São Paulo), é resultado de um projeto mais amplo, de aproximação dos estudantes da graduação da clínica de tratamento do câncer, segunda causa de morte da população acima dos 45 anos. “Quanto mais cedo o estudante conhecer e acompanhar a dinâmica de um serviço de oncologia, mais estará sensibilizado para ajudar portadores de câncer em qualquer momento da doença, mesmo que ele se decida por atuar em outra área”, explica a médica Cristiana Tavares, do Centro de Oncologia (Ceon) do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife, e uma das organizadoras do livro. “Precisamos antecipar o diagnóstico do câncer para vencer a doença”, completa Vera Morais, do serviço de oncologia pediátrica do mesmo hospital. As duas, a médica Carla Limeira e o estudante de medicina da Faculdade de Ciências Médicas Nildevande Firmino Lima Júnior são os organizadores da obra. A publicação foi ideia de um grupo de estudantes de medicina.

“Com o livro, estudantes de áreas da saúde vão encontrar um conjunto de informações, da fisiologia do câncer aos cuidados paliativos”, lembra Cristiana. Em um ano médicos do Ceon, professores da Faculdade de Ciências Médicas da UPE, residentes e estudantes de medicina, além de professores de outras faculdades de saúde da universidade se dedicaram ao projeto. A Liga de Oncologia de Pernambuco também participa da proposta. O resultado são quase 900 páginas distribuídas em 108 capítulos. Cerca de 120 profissionais assinam o conteúdo. O livro trata de biologia da célula neoplásica, métodos de diagnóstico, tumores sólidos, tratamento do câncer infantil e multidisciplinar, envolvendo a cardiologia, hepatologia, geriatria, fisioterapia, nutrição, cuidados paliativos, controle e alívio da dor entre outros temas.

http://www.youtube.com/watch?v=4dQAOKACIHI

A renda com a venda dos exemplares será aplicada na melhoria das acomodações do Ceon, que recebe por semana cerca de mil pacientes adultos de diferentes municípios do Estado e do Nordeste. “Tratamos diversos tipos de câncer. Muitas pessoas vêm do interior para as sessões de quimioterapia. Precisam de um banheiro mais confortável no ambulatório, para que possam tomar um banho antes do tratamento”, explica Cristiana. Outro objetivo é colocar aparelho de TV em todas as 17 enfermarias da unidade.

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Prefeitura do Recife ficará roxa pela epilepsia

Publicado em 25/03/2015, Às 19:26

O edifício sede da Prefeitura do Recife e mais de dez  monumentos brasileiros  devem ser iluminados com a cor roxa na noite desta quinta-feira (26/03), Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia. São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e o Distrito Federal também apoiam a campanha.

Fiesp aderiu em 2014/Divulgação Fiesp

Fiesp aderiu em 2014/Divulgação Fiesp

“Há 15 anos essa campanha ganhou o mundo, primeiro com o slogan “Epilepsia saindo das sombras”, explica a médica pernambucana Adélia Henriques Souza, presidente da Liga Brasileira de Epilepsia. O objetivo da conscientização é mostrar que o portador do trastorno pode levar uma vida normal, que inclui estudar, trabalhar, formar família e se relacionar socialmente como qualquer outro. Quem deseja participar da mobilização deve vestir roxo nesta quinta.

Cerca de 2% da população brasileira seria portadora da epilepsia, caractarizada pela predisposição contínua a crises epilépticas, convulsões. O Sistema Único de Saúde oferece tratamento. Em Pernambuco são quatro centros de referência: Hospitais da Restauração, Oswaldo Cruz, Imip e das Clínicas da UFPE.

Adélia explica que o transtorno é de fácil tratamento na atenção primária, prestada pelos médicos nos postos de saúde. Só os casos mais graves devem ser levados aos ambulatórios especializados dos grandes hospitais. O problema é que  pacientes muitas vezes chegam tarde a esse tipo de assistência em razão da grande demanda para os poucos especialistas disponíveis.

Em São Paulo serão iluminados o prédio-sede da Fiesp e do Sesi na Av. Paulista, além da Câmara dos Vereadores, Viaduto do Chá, Biblioteca Mário de Andrade, Ponte das Bandeiras, Monumentos às Bandeiras e Estátua do Borba Gato. O Cristo Redentor no Rio de Janeiro, o Jardim Botânico em Curitiba e monumentos de Brasília como Senado do Distrito Federal, Palácio do Buriti e Câmara Legislativa do Distrito Federal também participam.
Uma caminhada, gratuita, no Parque Villa Lobos em São Paulo, no sábado ( 28/03),  às 9h, completa o movimento no Brasil.

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Rotulagem dos alimentos transgênicos está ameaçada

Publicado em 24/03/2015, Às 8:41

Pode ir à votação nesta terça-feira, dia 24 de março, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 4.148, que libera da rotulagem os alimentos com ingredientes transgênicos. A proposta do deputado Luiz Carlos Heinze pode liberar  óleos, bolachas, margarinas, enlatados e papinhas de bebê  sem identificação sobre a presença dos produtos modificados.

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“Liberar o projeto significa, entre outras coisas, autorizar que tanto o mercado como a cadeia produtiva de alimentos no Brasil seja exposta à contaminação transgênica sem conhecimento do consumidor final. A informação presente hoje na rotulagem de alimentos, e que possibilita o direito do consumidor escolher o que consumir, pode ficar totalmente comprometida pela manobra que visa diluir a percepção dos consumidores sobre a presença de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) que está comprando”, informa o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Conheça a campanha liderada pelo instituto e outras entidades das áreas de direito, saúde e alimentação saudável: http://www.idec.org.br/mobilize-se/campanhas/fim-da-rotulagem-dos-alimentos-transgenicos-diga-no#3

 

 

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Itamaracá tem a maior incidência de tuberculose do Estado

Publicado em 24/03/2015, Às 7:42

A ilha de Itamaracá, no Norte do Grande Recife, com apenas 24,4 mil habitantes conforme projeção do IBGE, tem a maior incidência de tuberculose de Pernambuco. Lá são o equivalente a 385 doentes por cada 100 mil habitantes, revelam dados da Secretaria Estadual de Saúde. Na mesma lista, só um pouco abaixo, estão Canhotinho, com taxa de 104,5 doentes por 100 mil e Recife, com 98,7/100 mil. O que há em comum entre elas que justifique a posição tão cruel: todas têm presídios. A população carcerária é sem dúvida a grande afetada pela tuberculose no Brasil. A superlotação (veja foto de Edmar Melo/ JC Imagem), as condições insalubres e a assistência à saúde ainda limitada nos presídios e penitenciárias favorecem a permanência devastadora do bacilo.

Nesta terça-feira (24 de Março), Dia Mundial de Combate à Tuberculose, vale refletir o que os governos federal e estadual têm feito para mudar essa realidade. Sem uma mudança radical e estruturadora no sistema penitenciário dificilmente será possível conter a doença e as mortes. Já se passaram 133 anos desde que Robert Koch anunciou ao mundo a descoberta do bacilo causador da doença. No Brasil, o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS, mas sem melhoria das condições de vida e de um real acompanhamento do doente, a cura não é fácil.

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De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, Recife lidera a lista de mortes no Estado (números absolutos), com 104 em 2013. Em seguida vêm  Jaboatão dos Guararapes (39), Olinda(25),  Igarassu(10), Paulista (10), Caruaru (7) e Belo Jardim (6).

Para saber mais sobre a situação da tuberculose no Brasil, acesse apresentação feita na segunda-feira (23/03) pelo Ministério da Saúde: http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2015/marco/23/final-tb.pdf

. O governo federal quer reduzir 95% das mortes até 2035, ou seja, em vinte anos. Será que consegue? Nos últimos dez anos só reduziu a taxa de mortalidade em 20%, considerando números ainda provisórios de 2014.

Confira vídeo de campanha lançada em 2008 pelo Fundo Global, que mobilizava contra a doença:

https://www.youtube.com/watch?v=tk5luavW6Zg

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Você tem tosse por três semanas? Pode ser tuberculose

Publicado em 23/03/2015, Às 14:00

O desenvolvimento econômico de Pernambuco não conseguiu tirar o Estado da situação desconfortável em matéria de tuberculose. Recife é a capital com mais mortes do País e o Estado, o segundo. Por ano morrem 350 pernambucanos,  três por 100 mil habitantes. No Recife, de cada 100 mil moradores, 104 adoecem.

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Nesta terça (24/03) será o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (23/03) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), que lidera com prefeituras  uma campanha em torno do diagnóstico precoce.

“Por ano são registrados, em média, 4,5 mil novos casos no Estado”, informa a SES. “É importante que a população fique atenta aos sintomas clássicos da tuberculose, como tosse persistente, febre vespertina, sudorese noturna, falta de apetite e emagrecimento. Pessoas que apresentem tosse por três semanas ou mais são suspeitas de ter a doença e deverão procurar um serviço de saúde mais próximo para a avaliação clínica e realização de exames. Todo o tratamento, que dura em média, seis meses, é gratuito”, afirma a Coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose, Cândida Ribeiro, em material divulgado pela secretaria.

Presidiários, alcoolistas, portadores do vírus da aids e usuários de crack são o público mais acometido pela doença. Nesta terça, a Secretaria de Saúde do Recife fará ação junto a moradores de rua, no Centro de Assistência Social da Boa Vista, conhecido como CREAS Pop, na Rua da Glória.

No Estado está em baixa o estoque da vacina BCG para recém-nascidos, a que protege das formas graves da tuberculose. Há um desabastecimento nacional. Leia o resto desse post »

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Fotos do dia

Casa-Museu Magdalena e Gilberto Freyre é alvo de bandidos
Foto: Polícia Federal/Divulgação

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Casa-Museu Magdalena e Gilberto Freyre é alvo de bandidosEspaço foi roubado duas vezes em menos de um mêsSegundo a PF, é pouco provável que os itens tenham sido levados pelo valor históricoO trabalho de investigação já coletou fragmentos de duas impressões digitaisO trabalho de investigação já coletou fragmentos de duas impressões digitais

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