Jornal do Commercio
foto Verônica AlmeidaTudo sobre saúde pública de Pernambuco.
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Caps regionalizados para suprir a carência psicossocial

Publicado em 18/09/2014, Às 5:12

Começou nesta quarta-feira (17/09) no Recife e prossegue, nesta quinta (18/09), em Olinda (na Aeso), um seminário para discutir a rede de assistência psicossocial. É promovido pela Gerência Estadual de Saúde Mental e pelo Conselho dos Secretários Municipais de Saúde, que vêm sendo pressionados pelo Ministério Público a dar soluções nesse campo. São diárias as queixas da população, com tratamento limitado no SUS para neurose, psicose ou dependência química. Seguindo orientação do Ministério da Saúde, o Estado já desenhou uma rede regionalizada de Caps, para facilitar a implantação desses centros, onde o usuário recebe tratamento multidisciplinar e deve ser acolhido também nos surtos. A União concede incentivo financeiro para a construção do espaço, mas até o momento só atendeu 10% dos pedidos municipais. Além das limitações financeiras, é preciso superar as diferenças políticas entre as cidades, entrave que no passado atrapalhou a formação de consórcios para urgências gerais.

 

Tycanori

JC – Por que a rede de Caps é limitada?
* ROBERTO TYCANORI – Detectamos que os municípios precisam de apoio financeiro, além do que esperávamos, para implantar as unidades. Também faltam psiquiatras no mercado e o número de assistentes sociais e enfermeiros especializados é insuficiente. A regionalização, com serviços operados por fundações ou consórcios intermunicipais, é uma solução. Precisamos de mais vagas de residência em psiquiatria. 
* Tycanori é coordenador nacional de Saúde Mental e está em Pernambuco particiando do seminário

Postado por Verônica Almeida

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As novas regras do CFM para inibir a vaga zero e a desassistência

Publicado em 17/09/2014, Às 19:34

As novas regras definidas pelo Conselho Federal de Medicina (Resoluções 2077 e 2079) para serviços de urgência e emergência, visando fazer a fila andar e evitar que o paciente permaneça mais de 24 horas numa maca no corredor _ quando deveria ser transferido a uma enfermaria ou UTI de hospital _, vão além da limitação no tempo de atendimento e de transferência para outro serviço.   “A regra aprovada pelo CFM torna ainda obrigatória a passagem de plantão (médico a médico), na qual o profissional que está assumindo o plantão deve tomar conhecimento do quadro clínico dos pacientes que ficarão sob sua responsabilidade”, informa o conselho. Na ficha de cada paciente, deve ser detalhada a assistência prestada, com a identificação dos médicos envolvidos no atendimento, acrescenta. Exige-se, ainda, que plantonista dos Serviços Hospitalares de Urgência e Emergência  conversem pessoalmente ou por telefone com outros colegas envolvidos no atendimento sempre que for solicitado ou que o solicitar.  Lembra o CFM que, “enquanto o paciente internado estiver nas dependências da Urgência e Emergência, as intercorrências deverão ser atendidas pelos médicos plantonistas, caso o médico assistente esteja ausente”.

Divulgação/CFM

Divulgação/CFM

 

Confira as regras detalhadamente, acessando :

http://portal.cfm.org.br/images/PDF/resolucao2077.pdf

http://portal.cfm.org.br/images/PDF/resolucao2079.pdf

Postado por Verônica Almeida

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Fique atento às promessas de campanha

Publicado em 11/09/2014, Às 6:16

Atenção usuários do SUS ! Está no ar e na rede a temporada de promessas, nem sempre coerentes. A saúde, área mais criticada pelos eleitores, é carro-chefe de inúmeros discursos nesta corrida eleitoral. É hospital novo aqui e acolá, resultado de exame pela internet, médico que toca em paciente e por aí vai. Ninguém fala em fazer funcionar o que já existe de bom, integrar serviços, proteger hospitais universitários, garantir o controle social e de fato informatizar o SUS no nível da Justiça Eleitoral e da Receita Federal. Carreira única, investir o que deve e assegurar territórios mais saudáveis nem sempre têm lugar agora nem depois da posse. Cabe a você se informar antes de cair em qualquer conversa.

Sidney Farias/Fiocruz-PE

Sidney Farias/Fiocruz-PE

 

Veja o que pensa o pesquisador Sidney Farias:
JC – O que observar no programa dos candidatos ?
SIDNEY FARIAS -Primeiro, se a saúde é tratada como direito. Não basta aumentar o número de leitos, mas informar as pessoas e cuidar do ambiente para que vivam melhor. Não adianta criar hospitais que não se comunicam. A atenção básica vai além da assistência médica. <CF238>
* Sidney é diretor interino do Departamento de Saúde Coletiva da Fiocruz-PE

Postado por Verônica Almeida

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Getúlio desrespeitado

Publicado em 09/09/2014, Às 19:07

Nos 60 anos da morte de Getúlio Vargas, o hospital em sua homenagem é o retrato da sucessiva política pública que despreza o valor histórico dos bons serviços à comunidade. Quarta-feira (3/9) o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde e Previdência solicitou à Procuradoria do Trabalho a interdição do bloco G do hospital estadual, por causa de suas rachaduras. Problema, aliás, que fez o mesmo prédio fechar em 2004 e só reabrir em 2006, sem ter sido resolvido. A ampliação da emergência deveria ter sido concluída em maio último, mas também não ficou pronta. Só os problemas progridem, como a frequente suspensão de cirurgias (o hospital fazia 800 por mês) e a insensata construção de um terminal de ônibus em seu terreno, para piorar a saúde dos doentes e servidores.

hgv
JC – Como percebe o Hospital Getúlio Vargas depois de 30 anos de trabalho?
* ISABEL FABRÍCIO – A sensação é de que perderam o amor pelo hospital. Nunca vi situação tão difícil, de desprezo. Quando entrei no HGV ele era do antigo Inamps, com boa estrutura. Hoje trabalhamos nessa situação, com medo das rachaduras e rodeados de problemas.
* Isabel é auxiliar de enfermagem e sindicalista

Postado por Verônica Almeida

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Segunda dose para HPV disponível a partir do dia 1º de setembro

Publicado em 29/08/2014, Às 15:15

Começa na próxima segunda-feira, dia 1º de setembro, a nova etapa da vacinação contra HPV. O Ministério da Saúde acaba de convocar meninas de 11 a 13 anos para a  segunda dose da vacina que protege do papilomavírus humano. “A vacinação será disponibilizada nas unidades de saúde e escolas públicas e particulares de todo o Brasil”, informa o governo. Nos três primeiros meses de vacinação da campanha, iniciada em março de 2014, mais de 4,1 milhões de adolescentes foram imunizadas no País contra o vírus que causa câncer de colo do útero. Ao todo, no SUS, são três doses para a proteção completa. A segunda dose deve ser tomada seis meses após a primeira e, a terceira, após cinco anos.

Campanha/ Ministério da Saúde

Campanha/ Ministério da Saúde

Postado por Verônica Almeida

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Medicina esportiva em debate no Recife

Publicado em 28/08/2014, Às 12:20

O curso gratuito Principais Lesões no Atleta será ministrado nesta quinta-feira (28-08) no Recife. Quem promove é o laboratório A+Medicina Diagnóstica e as inscrições ainda podem ser feitas pelo 0800 777 5960.  Entre os temas estão Overtraining: causas e consequências e  Como interpretar a ressonância nas lesões. O evento será no Restaurante Spettus Boa Viagem, das 19h30 às 22h, será conduzido pelo especialista em medicina esportiva do Grupo Fleury Dimas Elias Democh Júnior e por Renata Cardoso Martins,radiologista dos setores de ressonância magnética do sistema musculoesquelético e ultrassonografia geral da a+ Medicina Diagnóstica.

 

Atletas como o goleiro Magrão (Sport) estão expostos a lesões musculares/ Foto de Rodrigo Lobo/JC Imagem

Atletas como o goleiro Magrão (Sport) estão expostos a lesões musculares/ Foto de Rodrigo Lobo/JC Imagem

 

Postado por Verônica Almeida

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Sexta, 29 de agosto, é o Dia Nacional de Combate ao Tabagismo

Publicado em 28/08/2014, Às 12:00

Faltam três meses para que a regulamentação da Lei Antifumo entre em vigor no Brasil. A partir de dezembro toda propaganda de cigarros estará proibida, inclusive a que vinha sendo permitida nos locais de venda. Fumódromos também não deverão mais existir, mesmo em áreas parcialmente abertas. Apesar dos avanços, é grande o número de ex-fumantes precisando de tratamento e há uma preocupação com novas vítimas: os adolescentes, alvo da indústria. Em junho um fabricante foi multado pelo Procon-SP por divulgar publicidade abusiva nos pontos de venda, que estaria induzindo jovens a fumar. Nesta sexta 29, Dia Nacional de Combate ao Tabagismo, ativistas e médicos alertam para os dois problemas. A ACT, uma frente de mobilização mundial, espera que o Ministério da Saúde regule o mais rápido possível a forma de exposição do fumo no comércio, para evitar novas estratégias de sedução, como portais luminosos. Outra luta é pelo aumento do preço do produto para o consumidor e a manutenção da Resolução 14/2012 da Anvisa, que proíbe o uso de aromas e sabores nos cigarros, hoje suspensa por liminar da Justiça. Confira o que pensa um especialista:

Blancard Torres/ Divulgação RHP

Blancard Torres/ Divulgação RHP

 

JC – O que está faltando no combate ao tabagismo?
Blancard Torres – O que vai controlar a epidemia é a educação. Só a legislação restritiva não resolve, atinge mais os adultos, com danos graves. No Brasil são 24 mortes por hora relacionadas ao fumo e os jovens continuam experimentando o cigarro, porta de entrada para outras drogas. Faltam campanhas nas escolas para mostrar as vantagens de não fumar.
*Pneumologista e coordenador do Grupo de Controle do Tabagismo do Hospital Português

Confira mais sobre o  tema: https://www.youtube.com/watch?v=WKPPuZAo4l8

 

 

ACTBr

 

 

 

 

 

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A importância do Huoc diante do risco do ebola

Publicado em 25/08/2014, Às 14:22

A globalização e o fluxo migratório não dão trégua ao risco permanente de trazer e levar doenças a novos territórios. O Nordeste brasileiro, pelo potencial turístico e outros negócios de interesse internacional, é alvo fácil. Por isso, a principal preocupação das autoridades locais com o vírus ebola, em disseminação na África, é com os portos e aeroportos. Mas não basta vigiar a entrada, é importante ter para onde mandar e tratar eventual paciente. E esse lugar, em Pernambuco, chama-se o velho e útil setor de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), conforme já anunciou a Secretaria Estadual de Saúde. Apesar da histórica competência técnica para salvar vidas nas epidemias, quase sempre tem que mendigar investimento e ampliação. Quando atendidos, são temporários, como a outrora enfermaria para a gripe A H1N1, desmontada ainda quando perdurava o recrudescimento da dengue. Tomara que na próxima ameaça (ela sempre vai existir) o DIP do mais experiente hospital da UPE tenha equipe e infraestrutura completas, como devem ser.

Hospital Oswaldo Cruz/Divulgação

Hospital Oswaldo Cruz/Divulgação

 

 

Postado por Verônica Almeida

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A importância do Huoc diante das ameaças do ebola

Publicado em 14/08/2014, Às 11:59

A globalização e o fluxo migratório não dão trégua ao risco permanente de trazer e levar doenças a novos territórios. O Nordeste brasileiro, pelo potencial turístico e outros negócios de interesse internacional, é alvo fácil. Por isso, a principal preocupação das autoridades locais com o vírus ebola, em disseminação na África, é com os portos e aeroportos. Mas não basta vigiar a entrada, é importante ter para onde mandar e tratar eventual paciente. E esse lugar, em Pernambuco, chama-se o velho e útil setor de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), conforme já anunciou a Secretaria Estadual de Saúde. Apesar da histórica competência técnica para salvar vidas nas epidemias, quase sempre tem que mendigar investimento e ampliação. Quando atendidos, são temporários, como a outrora enfermaria para a gripe A H1N1, desmontada ainda quando perdurava o recrudescimento da dengue. Tomara que na próxima ameaça (ela sempre vai existir) o DIP do mais experiente hospital da UPE tenha equipe e infraestrutura completas, como devem ser.

Hospital Oswaldo Cruz/Divulgação

Hospital Oswaldo Cruz/Divulgação

JC – A que sinais médicos devem estar atentos?
* ROSILENE HANS – O Ministério da Saúde definiu como casos suspeitos aqueles indivíduos procedentes nos últimos 21 dias da Libéria, Guiné e Serra Leoa, onde há transmissão, que apresentem febre súbita acompanhada de hemorragia (diarreia com sangue ou sangramento na gengiva, por exemplo). Viajantes que tiveram contato com doentes também devem ser observados.
*Diretora de Controle de Doenças da SES

Postado por Verônica Almeida

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Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

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