Jornal do Commercio
foto Jorge CavalcantiUm olhar com opinião sobre o Grande Recife
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Pacto pela Vida embicou

Publicado em 01/08/2014, Às 9:47

Um dos principais legados do ex-governador Eduardo Campos, talvez o maior, a redução de homicídios sofreu revés pelo quinto mês consecutivo. Embora a estatística ainda não tenha sido concluída, Julho registrou ao menos 25 assassinatos a mais do que o mesmo período de 2013, consolidando a tendência negativa e a situação atípica.

A primeira e única vez que ocorreu algo parecido foi em 2008, entre agosto e novembro. À época, o Pacto pela Vida acabara de ser lançado e ainda não era visto como política pública na área de segurança pública.

Os mesmos números que, ano após ano, serviram para sustentar o êxito do programa hoje apontam que há alguma coisa fora do lugar. Ou mais de uma.

A substituição de Eduardo por João Lyra Neto como governador pode até ter gerado um certo “afrouxamento” nos envolvidos diretamente com o Pacto, reflexo da diminuição da cobrança. Mas ainda é pouco para explicar um recuo nas estatísticas após seis anos seguidos de êxito.

Ao que parece, a Secretaria de Defesa Social (SDS) perdeu o hábito de convocar coletiva para apresentar à imprensa o balanço do Pacto. Pernambuco fechou o primeiro semestre do ano no vermelho, na comparação com o mesmo período de 2013. Mas, por ter sido negativa, a estatística não foi nem divulgada.

Em ocasiões anteriores, quando o governo estava empenhado na consolidação do programa e de sua imagem, a SDS preparava apresentação detalhada até de balanço mensal. Setembro de 2013, um dos melhores da série histórica, foi tornado público com entusiasmo pelo então secretário Wilson Damázio, por exemplo. Agora, não se fala mais no assunto.

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A revolta contra os cavaletes

Publicado em 01/08/2014, Às 9:45

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Ninguém sabe quem, nem exatamente o porquê. Mas cavaletes de vários candidatos da Frente Popular fixados no Cabanga, área central do Recife, amanheceram ontem rasgados. O repórter Felipe Vieira e o fotógrafo Edmar Melo, ambos deste JC, perceberam a cicatriz produzida em série. A estampa de todas as peças estava cortada no sentido diagonal, de uma ponta a outra. Eduardo Campos, Paulo Câmara, Fernando Bezerra Coelho, Fernando Filho e Miguel Coelho não foram poupados. A coluna acredita que a rejeição não é aos candidatos, mas à forma antiga de se fazer campanha: enchendo a calçada de obstáculos e a paciência dos pedestres. A reclamação saiu das redes sociais e ganhou as ruas.

Postado por Jorge Cavalcanti

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Emendas: ruins e obscuras

Publicado em 31/07/2014, Às 8:00

Além do mau uso, a verba destinada ao financiamento das emendas parlamentares sofre de outra enfermidade: a falta de transparência. Cada um dos 49 deputados tem o direito de dizer onde e como vai gastar R$ 1,3 milhão por ano. Ao final do mandato, em 2018, a bancada eleita este ano para a Assembleia Legislativa terá controlado R$ 254,8 milhões.

Deputados deveriam ser os mais interessados na defesa da transparência nas emendas. Ganhariam, inclusive, um instrumento para a divulgação das ações. Os eleitores que neles votaram teriam na prestação de contas um balizador para avaliar se a escolha foi ou não acertada. E os que optaram por outro candidato ganhariam uma chance de reavaliar o voto. Todos nós lucraríamos.

Mas, pelas regras atuais, deputado autor da emenda e prefeito da cidade escolhida para o show faturam distantes da população que representam. Parlamentares não gostam de prestar contas do que fazem. E buscam abrigo no discurso de que, dos três Poderes, o Legislativo é o mais fiscalizado pela população. A tese é uma meia verdade. Até pode ser mais suscetível do que o Judiciário e o Executivo, mas o Legislativo ainda não está enquadrado no grau de transparência que os tempos atuais exigem.

Por dois domingos consecutivos, o JC mostrou que deputados usam dinheiro público para pagar shows de bandas em redutos eleitorais. Pouco importa se a cidade que vai receber o “entretenimento”, como definiu o deputado Isaltino Nascimento, o maior financiador de festas da Assembleia, está sob os efeitos da pior seca das últimas quatro décadas. Pelas emendas apresentadas este ano, 38 cidades em estado de emergência por causa da estiagem, carentes de uma série de itens em educação, saúde e infraestrutura, receberão ou receberam shows. Algo que, de tão absurdo, é também indefensável.

Postado por Jorge Cavalcanti

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Compromisso empacado

Publicado em 30/07/2014, Às 9:45

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O prefeito Geraldo Julio vestiu a camisa de principal cabo eleitoral do PSB no Recife sem ter viabilizado um importante compromisso de governo: o fim da circulação dos veículos de tração animal. Como eleições gerais sempre desaceleram o ritmo da máquina administrativa, o prefeito caminha para terminar 2014 em débito com animais e carroceiros. É improvável que consiga implementar as medidas necessárias nos últimos quatro meses do ano, prorrogando a fatura para 2015.

O fim das carroças foi apresentado à população como um grande avanço para o bem-estar animal, com efeitos positivos sobre o trânsito pesado do Recife. De quebra, os carroceiros ganhariam capacitação e trabalho digno. Seria a maior contribuição que a Secretaria Executiva de Defesa dos Animais daria aos recifenses. Até agora, porém, a PCR não convenceu com resultados que a criação da pasta, mesmo em caráter executivo, era uma necessidade, e não arranjo político para acomodar aliados. As atribuições poderiam ser incorporadas numa coordenadoria ou gerência.

O projeto decretando o fim das carroças foi aprovado pela Câmara dos Vereadores e a lei, sancionada. A reação, porém, mostrou que a proposta carregava como único mérito a boa intenção. Pensaram no burro, mas esqueceram dos homens. Resultado: sentindo-se ameaçados, em duas ocasiões diferentes, os carroceiros pararam o Centro do Recife com a “carroceata”, manifestação até então inédita.

Do grupo de trabalho encarregado de desatar o nó e apresentar soluções para regulamentação da lei, coordenado pelo secretário Sileno Guedes (Governo e Participação Social), nada se ouviu até agora. E o Recife segue assistindo à circulação de carroças puxadas por animais de quatro patas e até de duas pernas.

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Foco na adoção

Vereador eleito com a bandeira animal e pouco conhecido na política, Rodrigo Vidal virou secretário. No início, ganhou visibilidade nas TVs resgatando cães de guarda vítimas de maus tratos. De lá para cá, passou a atuar mais nas redes sociais (tem três perfis no Face) e a procurar novos lares para animais. Já realizou 14 feiras de adoção.

Jogada política

É algo difícil de ser dito publicamente por algum membro da gestão, mas a criação da Secretaria de Defesa dos Animais atendeu a uma jogada política. Num só gesto, o prefeito Geraldo Julio contemplou os simpatizantes da causa e abriu espaço na Câmara para Jayme Asfora, tirando-o da suplência.

 

Postado por Jorge Cavalcanti

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Geraldo socorre Eduardo

Publicado em 25/07/2014, Às 11:18

Depois da promessa do Passe Livre numa sabatina de veículos de comunicação de abragência nacional, mesmo após sete anos e três meses como governador sem que o benefício tenha sido implantado em Pernambuco, o presidenciável Eduardo Campos abriu um flanco. A um segmento importante do eleitorado que pretende atingir, passou a imagem de incoerente ou franco atirador. Agora, precisa levantar a guarda e apresentar melhor a proposta quando o guia eleitoral começar.

Por isso, Eduardo carece da ajuda do prefeito Geraldo Julio. O Passe Livre no Recife, se não elimina por completo a crítica ao presidenciável, a torna mais frágil. Afinal, trata-se da capital do Estado, administrada por um aliado próximo.

O Diário Oficial do Recife publicou ontem a lei que institui a gratuidade. E um vídeo institucional já está sendo veiculado nas TVs, gerando expectativa em torno do Passe Livre. Ontem, após ver o Diário Oficial, o JC tentou obter mais detalhes da iniciativa, mas esbarrou na alegação de que haverá, nos próximos dias, um novo ato formal. Embora ninguém admita, o objetivo é um só: captalizar o máximo de dividendos políticos da iniciativa.

Mestre Ariano

A Assembleia Legislativa concedeu incontáveis títulos de cidadão pernambucano. Entre os homenageados de merecimento inegável, o escritor paraibano Ariano Suassuna talvez tenha sido o de maior identificação com o Estado que escolheu abraçar e viver.

À Rádio, João Paulo falou, falou, falou…

…mas nenhum ouvinte entendeu o que o ex-prefeito pensa sobre a redução da maioridade penal, na JC News. O assunto pede seriedade de um candidato ao Senado. E não teorização debochada sobre a vida.

JP tentou rescrever o passado…

…quando deu a entender que o Estado disciplinou as ações de reintegração de posse só depois que ele foi agredido pela PM do governo Joaquim Francisco, em 1992. A presença obrigatória do MPPE só virou lei em 1996.

Candidatos longe dos TIs

Protestos legítimos, nascidos da humilhação imposta aos passageiros, foram registrados em dois terminais (Macaxeira e Camaragibe), com a intervenção do Choque. Mesmo assim, os terminais continuam de fora da agenda dos candidatos a governador. Paulo Câmara prometeu o Bilhete Único, sem detalhá-lo. Já Armando Monteiro Neto ainda não apresentou proposta ou crítica ao atual modelo. Por ora, ninguém sabe o que ele pensa sobre o transporte público de passageiros.

Postado por Jorge Cavalcanti

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Humilhação da Macaxeira

Publicado em 24/07/2014, Às 11:20

O Batalhão de Choque da PM precisou de cinco minutos apenas para dispersar a manifestação que fechava, na manhã de ontem, o Terminal Integrado da Macaxeira, Zona Norte do Recife. Do primeiro disparo de bala de borracha ao fim da ação dos homens de preto, passaram-se 300 segundos. Um recorde! Nunca um protesto fora desfeito de forma tão rápida e fácil. A característica da mobilização, porém, explica a rapidez.

Nenhum dos passageiros que fecharam o terminal saiu de casa com a intenção de protestar. Nada de cartazes, pneus queimados ou palavras de ordem. Não exigiam Passe Livre, veículos com ar-condicionado ou o direito de viajar sentados. Trabalhadores, queriam ônibus para chegar ao batente. Podia ser superlotado mesmo, como de praxe.

O protesto foi deflagrado pela insatisfação de usuários da linha Barro/Macaxeira (BR-101). Em alguns horários do dia, o intervalo entre os ônibus é de uma hora. São 3.600 segundos que, em média, separam uma viagem da outra. Outro recorde!

Por causa da superlotação, Barro/Macaxeira (BR-101) há anos é chamado por alguns usuários de “Sarro/Macaxeira”. O apelido pode até ser chulo, mas é perfeito para sintetizar a humilhação que é viajar nos ônibus que fazem a ligação entre os dois terminais.

Choque nele!

Citar o trânsito lento e o excesso de buracos na via para explicar à população os longos atrasos entre as viagens, como fez ontem o Grande Recife Consórcio de Transportes, é por demais simplista. O órgão precisa de um choque. Não o da PM. Mas o de gestão.

Vai tornar digno?

De imediato, depois da repercussão do protesto, o Grande Recife anunciou o reforço de sete veículos nas quatro linhas mais usadas na Macaxeira. Entre elas, a que originou o ato de ontem. Resta saber se será suficiente para livrar o usuário da humilhação.

Bilhete Único deve ir além da promessa

A integração temporal foi apenas prometida por Paulo Câmara, quando precisaria ser explicada. Ontem, porém, o candidato mostrou, nas redes sociais, o que fazer para ter abdome “tanquinho”.

 

Postado por Jorge Cavalcanti

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Cabo, o mais violento de PE

Publicado em 23/07/2014, Às 8:07

O Mapa da Violência, estudo conceituado realizado desde 1998 sob a coordenação do sociólogo Julio Jacobo para a Organização das Nações Unidas, lança sua mais nova edição. Num calhamaço de 185 páginas, entre tabelas e gráficos, o levantamento enumera as cidades mais violentas do Brasil. Pernambuco perdeu protagonismo para outros Estados. O Cabo de Santo Agostinho aparece na 29ª colocação, com 177 homicídios anotados em 2012, ano tomado como base. Com taxa de 93,5 mortes violentas intencionais para cada grupo de 100 mil habitantes.
Surpreendentemente, a Ilha de Itamaracá, que antes não costumava aparecer entre as cidades pernambucanas mais violentas, assumiu o 32º lugar nacional. E é o segundo mais violento do Estado, com 21 homicídios em 2012. Mas, como também possui uma população bem menor que a do Cabo (22.794 habitantes), amargou uma taxa de 92,1 mortes para cada 100 mil pessoas.
Itapissuma, ligado a Itamaracá por uma ponte, é o terceiro mais violento, na 55ª posição nacional. As três cidades ficam na Região Metropolitana do Recife. Pernambuco só volta a aparecer no Mapa da Violência no distante 83º lugar, com Xexéu, da Mata Sul.

Estação de BRT depredada

Mal começou a funcionar, a estação da Avenida Guararapes, em frente à agência central dos Correios, no Centro do Recife, amanheceu ontem com marcas de vandalismo. Pela imagem acima, parece ter sido atingida por uma pedra.

Estelita no FIG

O Ocupe Estelita foi parar no palco do Festival de Inverno de Garanhuns, na noite da segunda-feira. Ao final da apresentação, o cantor pernambucano Otto abriu uma faixa com o nome do movimento. Mas acabou se confundindo e exibiu à plateia a inscrição do lado errado. E sequer percebeu.

O custo da Arena

Ao responder a pergunta do candidato José Gomes, do Psol, sobre o custo da Arena, Paulo Câmara disse que, até abril, o estádio consumira R$ 560 milhões. Sabe-se que o gasto final é maior, embora a cifra ainda seja desconhecida do público. O debate foi promovido pelo Clube de Engenharia do Estado.

Desconhecimento

À Rádio Olinda, o candidato a governador Armando Monteiro disse ontem que a população carcerária do Estado é “relativamente pequena”. Engana-se. Em números absolutos, o sistema teria que triplicar a capacidade. Proporcionalmente, PE tem a maior superlotação do País.

Postado por Jorge Cavalcanti

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Reforma bumerangue

Publicado em 21/07/2014, Às 10:53

Apesar da promessa da Prefeitura de Olinda de concluir a requalificação da Avenida Marcos Freire até setembro, a obra está perto de virar lenda urbana. Começou em 2009 e expôs a (in)capacidade da administração do prefeito Renildo Calheiros, do PCdoB, de iniciar, tocar, finalizar e entregar à população um equipamento de qualidade, apesar do investimento superior a duas dezenas de milhões.

Na semana passada, um trecho da beira-mar reformado teve que ser, mais uma vez, interditado. O calçamento foi quebrado e precisará ser reconstruído por causa de falhas na execução do serviço. É a reforma bumerangue: do mesmo jeito que avança, depois retrocede, irritando quem frequenta a orla e gostaria de desfrutar de uma nova avenida, após tanta espera e dinheiro gasto.

Ao final, toda obra terá custado R$ 23 milhões (R$ 20 milhões da União e o restante do Estado). À coluna, a prefeitura justificou que a empresa – sem citar qual – terá que refazer o serviço sem custo adicional aos cofres públicos. Os problemas identificados foram ausência de isolamento entre as placas e buracos no asfalto e no calçadão por causa do material que não resistiu à erosão.

Diante da explicação da prefeitura, fica a pergunta: o material utilizado no restante da obra é confiável ou terá que ser refeito mais à frente?

Postado por Jorge Cavalcanti

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Trânsito periculoso

Publicado em 17/07/2014, Às 8:00

O trânsito passou a matar mais do que as armas convencionais, o revólver e a faca. E transformou-se também numa arma de destruição em massa. Alguns estudos já mostraram isso. Num recorte local, o Hospital da Restauração, maior emergência pública do Norte e Nordeste, reproduz e comprova a constatação acima. Assim como o registro de homicídios ganhou tratamento de epidemia há alguns anos, o trânsito também passou a apresentar aspectos doentes.

No mês passado, a Restauração anotou a entrada de 734 pacientes em estado grave. Apenas 127 foram vítimas de bala ou facada. O restante veio do asfalto, literalmente. Entre os acidentes de trânsito, as motos consolidaram a condição de maior periculosidade, com 341 vítimas.

Muitos dos acidentados deixarão o leito hospitalar, após um longo internamento, de 45 dias em média, com graves sequelas físicas ou inválidos. Um custo social alto e ainda imensurável a longo prazo.

Vinte e dois ciclistas acidentados, 85 atropeladas e 186 pessoas feridas em colisões de veículos também passaram pelo Hospital da Restauração em junho. Somados, ainda são 48 casos a menos do que o total de machucados pelo perigo de duas rodas.

Acordo é acordo!

Após um trabalho de pressão e convencimento por parte do Ministério Público de Pernambuco, o governo estadual aceitou assinar um acordo, homologado judicialmente em junho de 2012. Nele, comprometia-se a construir e colocar em operação, até o final deste ano, unidades de internação da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), que um dia já foi chamada de Febem e Fundac. Um dos objetivos era possibilitar a desativação dos centros do Cabo de Santo Agostinho (imagem acima) e de Abreu e Lima. O prazo estabelecido em consenso está perto do fim. E, como se viu na terça-feira, as duas unidades continuam funcionando a todo vapor, superlotadas, sem perspectiva de desativação. Entre os que representaram o Estado no acordo, a ex-secretária da Criança e da Juventude Raquel Lyra. Ela é filha do governador João Lyra Neto e candidata a deputada.

414 para 166

São estas as respectivas população carcerária atual e capacidade da unidade da Funase do Cabo de Santo Agostinho. Na matemática caótica, são 2,5 jovens por vaga. No centro de Abreu e Lima, a escala é de dois adolescentes para cada vaga.

Homicídio, não

A maioria dos adolescentes infratores que cumpre medida socioeducativa de privação de liberdade cometeu o crime de tráfico de drogas. E não o de homicídio, como sustenta o raciocínio dos que defendem a má tese da redução da maioridade penal.

Reforma até agora na gaveta

Há um mês, o forro de gesso do posto de saúde Vila União, na Iputinga, Zona Oeste do Recife, desabou. Era um final de semana e o vigilante quase foi atingido na cabeça. A Secretária de Saúde do Recife comunicou que reformaria a unidade. Além do teto, garantiu recuperar paredes e instalações hidráulica e elétrica. Trinta dias depois, apenas os cacos do gesso foram recolhidos. E, por ora, nenhum prego batido.

As raposas e a escapatória

Foram três as perguntas que embaraçaram o ex-governador Eduardo Campos, na sabatina de quatro veículos de comunicação na quarta-feira: quem são as raposas, o que elas roubaram e por que o presidenciável nãos as denunciou antes?

Eduardo falou por dois minutos e 13 segundos. Mas não declinou nomes. Nem apontou com objetividade, um de seus traços quando quer exercê-lo, o que as raposas subtraíram. Mesmo bom orador, o ex-governador evidenciou desconforto com as perguntas diretas.

Postado por Jorge Cavalcanti

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Motivo desconhecido?

Publicado em 16/07/2014, Às 11:12

A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) informou ainda desconhecer os motivos que teriam deflagrado o motim ocorrido ontem na unidade do Cabo de Santo Agostinho. Quatro jovens ficaram feridos. Um deles sofreu queimaduras em até 35% do corpo e corre risco de morte. No mesmo dia, o centro de Abreu e Lima registrou princípio de rebelião, com uma vítima.

A Funase ainda é um desastre, apesar dos esforços recentes. Um dos aspectos mais negativos da atual gestão estadual. O pior, talvez. Muitas vezes nem consegue manter vivos os infratores enquanto cumprem a medida socioeducativa de privação de liberdade. De 2012 para cá, 13 jovens foram assassinados por outros jovens nas duas unidades que registraram ontem as ocorrências. Em atos marcados por violência extrema. Vez por outra, um corpo é decepado.

Na prática, as unidades do Cabo e de Abreu e Lima funcionam como presídios para menores. E, enquanto confinarem adolescentes em condições piores do que qualquer zoológico mantém animais, episódios de violência continuarão a eclodir nas dependências do Estado.

Ônibus velho e desconfortável

O veículo da empresa Metropolitana, de número de ordem 092, que compreende o itinerário Curado IV/Barra de Jangada, está decadente, caindo aos pedaços. E não é força de expressão. O estofado dos bancos é encardido. E tem assento até sem encosto. Atenção, Metropolitana, pelas condições, o ônibus deveria seguir direto à garagem para conserto. Os usuários agradecerão.

Mentira virtual

Circulou na internet a informação falsa de que o prefeito Geraldo Julio teria dito, num discurso, que “quem não está satisfeito com o Recife, que se mude”. Até o site do Mídia Ninja reproduziu a versão, mesmo sem um vídeo ou áudio que confirme a versão.

Desenrolado

Quem acompanha o prefeito em campanha sustenta: para quem era neófito na política eleitoral, Geraldo aprendeu rápido o traquejo. Desce do palco, anda pela plateia e discursa animado olhando nos olhos do interlocutor. Parece ter tomado gosto pela coisa.

 

Postado por Jorge Cavalcanti

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Fotos do dia

Ariano e Zélia Suassuna na divisa de Pernambuco com a Paraíba.
Juscelino Moura/JC Imagem

> JC Imagem

Ariano e Zélia Suassuna na divisa de Pernambuco com a Paraíba.Ariano Suassuna corta o cabelo numa barbearia do interior de Pernambuco. Ariano Suassuna no aeroporto de Petrolina. Cristiane e Juscelino Moura ao lado de Ariano e Zélia Suassuna. Bastidores de uma aula-espetáculo.

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