Jornal do Commercio
foto Letícia LinsUm olhar com opinião sobre o Grande Recife
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Dois maus exemplos de descaso do poder público: Compesa e Ufrpe

Publicado em 28/05/2015, Às 9:00

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Esse buraco na Rua São Geraldo, em Santo Amaro, está isolado pela Compesa. Pedestre só pode passar pelo meio da rua.

Olhem só que dois maus exemplos de descaso do poder público com a população: um atrapalha a mobilidade, tirando o direito de ir e vir, de quem precisa usar essa calçada, na Rua São Geraldo, no bairro de Santo Amaro. Esse buraco começou pequeno, com um vazamento, foi aumentando, aumentando, e ficou assim. A área, como se vê na foto, foi isolada. Há mais de duas semanas, quem passa por essa via, onde fica a sede da Secretaria de Defesa Social, precisa descer a calçada e se arriscar no meio dos carros. Um risco constante para o pedestre. Com a palavra, a Compesa.

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Piscina da Ufrpe, cheia de água parada e sem tratamento, vira foco de mosquito da dengue.

Outro exemplo vem do bairro de Dois Irmãos. E o que é pior: de um  imóvel da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Ufrpe). A piscina, como se percebe, virou um tanque de água suja. Nem tampada está. Com isso, em plena epidemia de dengue, o mosquito encontra campo livre para proliferar. Enquanto a Secretaria de Saúde do Estado (SES) pede ajuda até do Exército para combater o inseto, visitando domícílios, não se concebe um descuido desse. Não seria admissível por parte da população. E muito menos de uma instituição que deveria dar o exemplo. Inclusive ao seus alunos.

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É preciso cuidar melhor de nossas águas

Publicado em 28/05/2015, Às 7:00

Várzea

Capibaribe tem margens ocupadas não só por palafitas mas também por imóveis de alvenaria, como ocorre na Várzea

 

É uma pena, mas é só o que acontece. Em plena crise hídrica, o que se observa é rio poluído, assoreado, com margens ocupadas por palafitas, ou imóveis mais permanentes, em alvenaria. O Capibaribe não nos deixa mentir. Além de águas escuras, devido a dejetos domésticos e despejos industriais, virou um mar de lixo. Tem todo tipo de descarte: plástico, pneu, móvel velho. De doer o coração. Já o Tejipió e o Jiquiá vêm preocupando bairros vizinhos, porque, de tão estreitos, não suportam mais qualquer chuvinha.

Moradores procuraram a Rádio Jornal do Commercio, para externar a apreensão, através do Rádio do Povo. Eles dizem que suas casas são constantemente invadidas pelos rios. Basta qualquer chuvinha. Com certeza, são problemas resultantes do descuido com os dois que, como a maioria dos outros que cortam o estado, têm as margens indevidamente povoadas, o leito assoreado e ocupado por detritos. As matas ciliares destruídas. A coluna faz um apelo tanto à população, quanto aos órgãos públicos, para que tratem nossos rios com carinho.

Afinal, águas são bens públicos que começam a rarear. O recado vale para todos. Vale, também, para a Compesa, que vem sendo alvo de muitas críticas por parte da população. Na redação, queixas de leitores chegam todos os dias. São pessoas que acusam canos estourados em vias públicas. Só no mês de maio, foram 187 postagens dando conta de algum tipo de vazamento, na região metropolitana. Em grande parte dos casos, de água muito limpa.

O leitor Henrique Cintra, por exemplo, acusa que na rua onde reside, a Madre Rosa, no bairro de Jardim São Paulo, o estrago acontece há 60 dias, em frente ao número 158. “É muita água limpa jorrando, dia e noite. Vários protocolos foram gerados na Compesa, segundo informa. “Até o calçamento está afundando”, queixa-se. Ele disse que o buraco provocado pela força da água já provocou prejuízos materiais aos moradores, inclusive a ele.

Outro leitor que escreve à coluna é Petrúcio Guimarães. Denuncia que há vazamento de “água limpa” desde o mês passado, na Avenida Bernardo Vieira de Melo, em Jaboatão dos Guararapes. Em frente ao número 4971, daquela via. Tem mais reclamação, de leitor.  Dayse Kelli Souza Soares informa que na Quarta Travessa Pio XII, Bairro Novo do Carmelo, tem água também jorrando. “Já são três meses de vazamento e ninguém resolve”, reclama ela.

Da Rua Aníbal Falcão, no bairro das Graças, também chega outra denúncia de vazamento.Segundo o leitor Geraldo Marinho, a reclamação foi feita desde o último domingo. “Mas o sistema só informa que está dentro do prazo de atendimento”, reclama. E acrescenta: “Enquanto isso, o desperdício deixa a vizinhança decepcionada. Onde está a eficiência no combate às perdas, prometida pela empresa?”, indaga.

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Trabalho infantil é menor nas áreas rurais mas persiste em parte urbana

Publicado em 27/05/2015, Às 7:00

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Na Praça Farias Neves, em Dois Irmãos, o trabalho infantil pode ser observado nos finais de semana, quando meninos servem de guias de pôneis, alguns com rabos cor de rosa.

Até a última década do século passado, dava tristeza transitar pela zona da mata de Pernambuco. É que na região, nada menos de 60 mil crianças trabalhavamn no corte de cana, quando 250 mil lavradores atuavam nos engenhos. A injustiça foi denunciada na pesquisa “Trabalhadores invisíveis”, do Centro Josué de Castro. E deu origem a uma série de iniciativas oficiais, destinadas a cortar o mal pela raiz. Entre elas, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), que baniu o abuso da área açucareira.

Mas, para nossa tristeza, ainda é grande o número de meninos e meninas trabalhando na área urbana. Eles podem ser vistos em avenidas (como a Abdias de Carvalho), na beira mar, nos cruzamentos. Também em praças, como a Farias Neves, em frente ao Parque Dois Irmãos, onde funciona o zoológico do Recife. Ali, garotos a partir de dez anos passam o dia em pé, guiando cavalinhos pôneis que circulam no local. Para divertir outras crianças. A jornada vai de nove da manhã às 17h. Mas na verdade, começa bem antes, quando eles pastoreiam os equinos dos currais até o entorno do zoo. Normalmente, bem cedo, deslocam-se a partir de Casa Forte e Poço da Panela. No final do dia, cada menino recebe entre R$ 30 a R$ 50, “dependendo do movimento”, segundo um deles. Um outro, no último domingo, estava com os dedos manchados de tinta, pois passara as primeiras horas do dia tingindo de rosa o rabo e as crinas do pônei.

Coordenadora da pesquisa “Trabalhadores invisíveis”, a socióloga Tereza Cristina Wanderley afirma que o Peti realmente tirou as crianças dos canaviais, para onde iam levadas por pais e mães, como meio de engordar o orçamento da família. Ela relata que muitos pais só eram contratados quando tinham muitos filhos, que ajudavam no corte, mas as crianças e adolescentes não eram remuneradas, embora a família ganhasse com produção  maior nas “tarefas” (como eram chamadas as obrigações no corte de cana). “No interior, quando ainda se observa crianças trabalhando, estão inseridas na agricultura familiar, e não como exploração do capital”, diz Tereza. “Na área urbana, há semelhança com a forma de exploração da mendicância. Sempre tem um adulto por trás, mas muitas vezes não é o pai nem a mãe”, diz.

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Depois de ser invadido por baronesas, Açude de Apipucos recebe escavadeira para limpeza

Publicado em 26/05/2015, Às 8:00

Depois de tentar limpar o Açude de Apipucos manualmente, como se vê na foto, a Emlurb resolveu utilizar máquina hidráulica para retirar baronesas.

O Açude de Apipucos é um dos exemplos da falta de cidadania, porque moradores do seu entorno jogam todo tipo de lixo no reservatório, tido como principal cartão postal do bairro. Garrafas de plástico, bichos mortos, móveis velhos, pneus, colchões, de tudo se joga nele. Como se isso não bastasse,  recebe dejetos que o transformam em um esgoto a céu aberto. Culpa do poder público, que não saneou o bairro como deveria. E o resultado não tardou: ele está totalmente ocupado pela vegetação popularmente conhecida como baronesas. Elas são um indicador de que há excesso de material orgânico na água, quando proliferam de forma desordenada, como vem acontecendo. Há trechos, como o lado oeste do açude, que nem mais se vê a água.

“O açude é uma fedentina, que ninguém aguenta. Virou ninho de muriçoca e é o maior berçário do mosquito da dengue. E só vejo dois homens trabalhando. Moro em Casa Forte, mas todos os dias vou ao prédio da Sudene, onde minha mulher trabalha. Pois ao passar na Avenida Dezessete de Agosto, ao lado do açude, mesmo com as portas do carro fechadas e ar condicionado ligado, sinto o mau cheiro”, diz o auditor aposentado Fernando Pessoa. Ele reclama, ainda, da insuficiência de pessoal para um trabalho tão grande. “Dois homens sós não podem executar o serviço”.  Desde a semana passada, no entanto, a Emlurb está utilizando uma escavadeira hidráulica para tentar fazer a limpeza. De acordo com a empresa, a média diária de retirada das plantas – também chamadas de pastas – chega a 50 toneladas por dia. Agora são oito pessoas trabalhando no serviço: um na operação da máquina, um fiscal e ainda seis ajudantes. O trabalho ocorre das sete ao meio dia, e das 13h às 17h. A Emlurb espera que a operação dure 60 dias, mas o período pode ser estendido, em caso de necessidade. Não é a primeira vez que a máquina é levada ao local. Este ano já é a segunda. Mas da primeira, só passou dois dias trabalhando. Não deu para nada. A coluna observou a presença de três garis, atuando no local. Eles puxavam as plantas manualmente, com cordas, mas a trinca era impotente para o volume do serviço. A máquina hidráulica recomeçou a trabalhar no último dia 19 de maio.

 

 

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Multas contra quem joga lixo em ruas, praias e rios não inibem os maus cidadãos

Publicado em 26/05/2015, Às 7:00

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Apesar das leis e das multas, população continua jogando lixo nas ruas, como ocorre na Expedicionário Damázio Gomes, na Cidade Universitária.

 

Lei é o que não falta. No Recife, são pelo menos cinco mecanismos, que dispõem sobre o assunto, inclusive estipulando multas para quem coloca o seu lixo em local inadequado, como a praia, as ruas e calçadas, terrenos e cursos de água. No entanto, basta um giro pelo centro, pela orla, ou bairros da cidade, para se observar o quanto se abusa na hora do descarte. Joga-se em rios e no meio da rua desde “bitucas” de cigarro – como se não fosse nada demais – até metralha, móveis, podas de árvores, privadas, máquinas velhas. Dia desses, uma leitora denunciou ao JC nas ruas, que um prédio de luxo em Boa Viagem fez limpeza da fossa, e colocou toda a sujeira em um papa-metralha, que passou dias na calçada. A fedentina era tão grande que as pessoas passavam correndo no local, de nariz tapado. À noite, devido ao mau cheiro, tinham dificuldade de dormir. Nas encostas – sejam de morros ou bairros de classe média, como Apipucos e Dois Irmãos – não é incomum observar-se a falta de civilidade. Muitas vezes, praticada pelos próprios moradores. Talvez esteja na hora de seguir o exemplo do Rio de Janeiro, onde o cidadão é multado até se jogar uma “guimba” no chão. Mesmo que o cigarro não esteja mais aceso.

No Recife, há três leis que disciplinam o assunto: a 14.903/86,  a 16.377/98 e a 16.478/99. Há ainda, dois decretos: o 18.082/98 e o 18.480/99. Eles abordam desde a questão da coleta, até as multas que devem ser aplicadas, em caso de descarte irregular. As multas vão de R$ 50 a R$ 1.367. E este ano, foram aplicadas 1.123. A Emlurb considera o número razoável. E informa que elas são aplicadas, “sempre que equipes de fiscalização identificam o infrator”. A julgar pelo que se vê nas ruas, as multas não parecem inibir os maus cidadãos. Ou está se multando pouco, ou eles não estão sendo devidamente identificados. Há locais, onde não é difícil achar quem está violando a lei. E´só perguntar aos vizinhos, bater na casa do infrator. Exemplos de emporcalhamento podem ser vistos em bairros de todas as classes sociais. Recentemente a JC nas ruas publicou fotografia das encosta de um morro, na Zona Norte, totalmente coberta de lixo. Leitor do JC denunciou ao Comuniq – aplicativo colaborativo do Sistema Jornal do Commercio – a sujeira visível na encosta  da subida da igreja de Nossa Senhora das Dores, em Apipucos, bairro de classe média, onde até um sofá já foi descartado na praça, este ano. Outro exemplo vem do leitor Cristiano Jerônimo, da Rua Expedicionário Damázio Gomes, na Cidade Universitária. Ele contou que um terreno de 60 metros de largura virou depósito de entulhos. Muitos deles, jogados pelos próprios moradores. “O caminhão da Emlurb até retira, mas não na mesma velocidade com que se coloca”, diz. Ele já viu até material contaminado, como seringas e fraldas geriátricas descartáveis.

 

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Ciclofaixa do centro sofre modificações no domingo, devido à Festa de Pentecostes

Publicado em 24/05/2015, Às 8:00

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Ciclofaixa do centro sofre interdições nesse domingo devido à Festa de Pentecostes, que ocorre no Cais da Alfândega.

Atenção, ciclista. Se vocé é daqueles que aproveita os domingos para cair de cabeça nas ciclofaixas de turismo e lazer, e pretende passear pelo centro da cidade, fique atento, para não se aborrecer. E´que neste domingo, haverá interdição dos trechos que passam por seis ruas, praças e avenidas do centro.

Estarão interditados os trechos da Avenida Conde da Boa Vista, Rua Nova, Praça da Independência, Rua Primeiro de Março, Ponte Maurício de Nassau e ainda o Cais da Alfândega. Isso porque o cais será ocupado à tarde por cerca de 10 mil pessoas da comunidade católica, que são esperadas para  a Festa de Pentecostes, promovida pela Arquidiocese de Olinda e Recife. O arcebispo, Dom Fernando Saburido, participará da cerimônia religiosa.

Quem vier da Avenida Manoel Borba ou Rua da Imperatriz, será orientado a seguir pela Rua da Aurora até o Marco Zero, via Ponte Princesa Isabel. As ciclofaixas funcionam das sete às 16h, durante feriados e domingos, passam por 30 bairros e ainda contemplam mercados, praças e atrações turísticas da capital.

Aqueles que preferem pedalar em grupos grandes, podem se integrar à turma que sai às nove da manhã do domingo da Praça do Arsenal, para participar do “Olha, Recife!”, programa turístico gratuito da prefeitura, que oferece passeios de catamarã, de ônibus, a pé e de bike aos sábados e domingos.

Divirta-se, depois de conferir o roteiro das “magrelinhas” que participam do “Olha, Recife!” neste domingo: Cais do Apolo, Rua da Aurora, Pontes do Limoeiro, Princesa Isabel, Duarte Coelho e Boa Vista. O grupo segue pela Seis de Março, cruza a Ponte Buarque de Macedo, a Maurício de Nassau. Depois,  segue pela Rua Martins de Barros, passa no Cais de Santa Rita. Em seguida, Ponte Giratória, de onde retornam ao ponto de partida pela Avenida Alfredo Lisboa.

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Lei não é cumprida mas instituições lutam por direitos de deficientes visuais

Publicado em 24/05/2015, Às 7:00

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Poucas instituições universitárias providenciam placas em Braille e pisos táteis. A Uninassau, no Recife, é exceção. Modelo é adotado em dez estados, onde o Ser Educacional está presente.

 

Como se não bastassem os buracos das ruas e calçadas, sinais de trânsito nem sempre sonoros e outros tipos de empecilhos, portadores de deficiência visual se defrontam, também, com  dificuldades de leitura, em hotéis e restaurantes. Isso porque embora tenha sido sancionada em 2007, a Lei 17.296 não vem sendo cumnprida na capital. Ela obriga a confecção  de material em Braille por parte daqueles estabelecimentos comerciais e similares. Ou seja, fichas de cardápio e de hospedagem teriam que ser nas duas versões do alfabeto. Obrigatoriamente. Talvez muitas pessoas não saibam, mas material gráfico em Braille pode ser produzido aqui mesmo, no Recife. A coluna, que se preocupa em mostrar boas iniciativas – como as registradas nesse espaço na última quinta-feira – trata hoje de instituições que contribuem para melhorar a vida de pessoas que têm baixa visão. Ou que simplesmente não enxergam. Seja contribuindo na inclusão social, no encaminhamento para o mercado de trabalho, na prevenção da cegueira. Ou simplesmente facilitando a leitura em acessos, como corredores, escritórios, salas de aula.

Nas universidades, por exemplo, são poucas as que adotam providências para facilitar a vida de quem não enxerga. Uma boa iniciativa é do Grupo Ser Educacional, que já implantou pisos e placas táteis em unidades de dez estados, inclusive nos prédios da Uninassau, no Recife. O grupo tem faculdades em doze estados. O Ser Educacional é um dos clientes mais assíduos do Instituto de Cegos Antônio Queiroz. O IAPQ é uma instituição dá assistência a cerca de 300 pessoas com deficiência visual, de todas as idades e categorias sociais. A instituição dispõem de máquinas impressoras de Braille, mas lamenta que o serviço não seja tão procurado como deveria. São três a quatro demandas por mês, enquanto as pessoas sem visão continuam enfrentando dificuldades em ruas, repartições, estabelecimentos escolares, prédios privados. As três impressoras foram enviadas pela Confederação dos Bispos da Itália. E embora tenham chegado em 2005, são eficientes e rápidas, de acordo com a diretora administrativa da instituição, Irmã Maria da Silva Gomes.

Instituto de Cegos Antônio Pessoa de Queiroz tem equipamentos para impressão em Braille, mas a demanda não é grande, apesar de lei que obriga hotéis e restaurantes a usarem o alfabeto em seus impressos.

“É uma pena que só façamos trabalhos esporádicos. As máquinas são rápidas e eficientes. O tempo de entrega depende da quantidade e do material solicitado”, diz.  Outra iniciativa digna de registro nesse campo é da Fundação Altino Ventura. Com o apoio do Lions Internacional, deflagou o projeto de baixa visão Sight First, que percorrerá doze cidades em Pernambuco, ao longo de três anos. Depois, segue para Alagoas e Sergipe.  Trata-se de ação de combate à cegueira, baixa visão para posterior cirurgia e reabilitação visual. A intenção é que 500 pessoas sejam operadas por ano. Grande parte dos examinados apresentaram problemas como catarata, glaucoma, e alterações ou distrofias da retina e da córnea. Até agora, mais de 2 mil pessoas já foram examinadas. Só no Recife, foram 1073, das quais 409 precisaram de consultas mais detalhadas. Destas, 250 tinham visão subnormal. O programa vai oferecer, a quem precisar, equipamentos como bengalas e lupas. E a assistência médica será no Centro de Especialização e Reabilitação da Fundação Altino Ventura. Em junho, as equipes de voluntários seguem para Garanhuns, na região agreste do estado. A expectativa dos idealizadores do Sight First é que  o programa promova inclusão familiar, escolar e social.

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Fiscalização eletrônica reduz incidência de acidentes e será ampliada no Recife

Publicado em 23/05/2015, Às 7:00

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A fiscalização eletrônica tem se mostrado um grande aliado para reduzir a incidência de acidentes no trânsito.

Até que a coluna gostaria de abordar outros assuntos mais leves, nesse sábado, dia de relaxar. Porque falar em trânsito dá até cansaço. Na mente, afloram logo as imagens dos engarramentos quilométricos, a indisciplina dos motoristas, enfim, todo lado selvagem do asfalto. Mas a reportagem de Margarette Andrea, publicada na edição do JC de hoje, mostra uma notícia animadora: redução de 30 por cento na incidência de acidentes, em locais com fiscalização eletrônica. São números do primeiro trimestre de 2015, comparados a igual período do ano passado. A informação é boa?Não. Ela é ótima.

Mas traz embutida, uma dedução ruim. E que nos envergonha: nas ruas, a bandalha corre solta. E continuaria correndo, se não houvesse esses equipamentos. Ou seja, há obediência às leis o trânsito. Mas sobretudo quando dói no bolso. Outro exemplo bem sintomático desse comportamento pode ser observado na Zona Trinta, que limita velocidade dos automóveis a 30 quilômetros horários. A Zona Trinta se espalha por 22 ruas do Recife Antigo. Em junho de  2014, primeiro mês de implantação da medida, foram 12 mil infrações registradas no bairro. No início da execução da iniciativa, houve um prazo de uma semana apenas educativa. Os motoristas eram avisados das barreiras, mas não levavam multas.

Depois, as multas começaram a ser aplicadas. Pois bem, a quantidade caiu para 1.600 mensais. A prefeitura encara o avanço como uma “mudança de cultura”. Tomara que seja. Mesmo que motivada pelo rombo na carteira. Os equipamentos, no entanto, só estão em  duas das 22 vias do bairro: Madre de Deus e Marquês de Olinda. No resto da cidade, a redução também é significativa onde os equipamentos estão instalados, e que agora ficarão em praticamente em toda a extensão da Avenida Agamenon Magalhães, que liga o norte ao sul do Recife. De acordo com a CTTU, a presença da fiscalização eletrônica provocou a redução de atropelamentos (26%), acidentes com motos (30%), com bicicletas (23%). E o número de acidentes com vítimas fatais caiu 15 por cento. Ou seja, é necessário que a iniciativa se espalhe pela capital. Assim, induz o motorista ao bom comportamento no trânsito, já que as campanhas educativas têm surtido resultados bem menores do que os esperados.

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Paralisação de obras é desperdício de dinheiro público

Publicado em 22/05/2015, Às 7:00

 

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O Parque do Caiara, na Zona Norte, integra o rol de obras não concluídas no Recife: desperdício de dinheiro público.

 

É só o que se vê. E para qualquer lado. Onde quer que se chegue, há uma obra parada. E não é só por falta de dinheiro não. É uma falha de planejamento aqui, um superdimensionamento ali, um desvio de cálculo financeiro acolá. Essa coluna já abordou casos emblemáticos, como o projeto de ampliação e requalificação de três parques da Zona Norte, dois dos quais – Apipucos e Caiara – nunca foram concluídos, apesar do financiamento internacional superior a R$ 35 milhões. Um pouco adiante, outro elefante branco: a unidade  de educação infantil Sítio dos Pintos, orçada em R$ 1,3 milhão, que também não terminou. Mesmo com quase 70 por cento da obra já executada.

O  JC de hoje traz o fato mais recente: o da ponte que deveria ligar Monteiro a Iputinga, facilitando o tráfego entre os dois bairros. A obra, recém iniciada, já parou. Vem sendo questionada pelo Tribunal de Contas do Estado. Na esfera estadual, está aí o projeto “Rios da Gente”, orçado em R$ 289 milhões, que também empacou. Mas o governo já fala em implantar um teleférico, ligando Brasília Teimosa ao Recife Antigo. Para a população, talvez pareça um sonho mirabolante. Tanto quanto o de ver concluída toda obra que o poder público já começou.

Bem fala a leitora Natália Mendes do Nascimento, moradora de Santo Amaro. Ela enviou uma cartinha datilografada à colunista,  sugerindo ao governo que tenha cuidado com as verbas públicas. “Elas devem ser usadas com muito cuidado, em setores estratégicos como a saúde e a educação. Recentemente tive que levar água e papel higiênico para uma amiga que está internada no Hospital Getúlio Vargas”.  Ao mesmo tempo, ela parebeniza o corte anunciado pelas autoridades para os festejos juninos. “Devem ser bancados pela iniciativa privada, com apoio de patrocinadores”, diz.  Quando escrevia essas linhas, a coluna recebe telefonema de Carlos Freitas, ouvidor da Adusseps – Associação de Usuários de seguros e Planos de Saúde (Aduseps), para denunciar que há uma fila de 146 pessoas no estado precisando de internação em unidades de terapia intensiva:  “101 adultos,  27 crianças e 18 bebês”, informa. O que se espera é que não aconteça com esses pacientes, a mesma coisa que ocorreu com  a amiga de Natália, que estava sem água nem papel higiênico no hospital. E que as obras já em andamento não fiquem tanto tempo paralisadas. Pois o custo disso, na verdade, é muito alto.

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Fiocruz testa uso de larvicida ecológico no combate à dengue
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

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