Jornal do Commercio
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Exército quer fatia da faixa de 700 MHz

Publicado em 16/05/2012, Às 17:50

O debate em torno do leilão de frequências para oferta comercial de banda larga móvel de quarta geração (veja reportagem de capa) é só uma das faces da disputa pelo espectro, especialmente na faixa de 700 MHz. Considerada uma das melhores alternativas para aplicações integradas de voz, dados e vídeo, ela pode propiciar velocidades de até 100 Mbps. É esse o desempenho do qual o Exército brasileiro pretende dispor para o desenvolvimento de soluções na área de segurança pública, a exemplo do que foi aprovado recentemente nos Estados Unidos e no Canadá.

Nesses países, foram reservados 20 MHz (10 + 10 MHz) para desenvolvimento de uma rede de 4G exclusiva para órgãos governamentais, como Forças Armadas, polícias e Corpo de Bombeiros. O modelo é igualzinho ao que o Exército reivindica junto à Anatel. E isso a tempo da Copa do Mundo de 2014.

Testes já estão sendo realizados no Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica da instituição (CComgex), em Brasília, em parceria com a Motorola Solutions. A fabricante, aliás, é uma das maiores interessadas na viabilização da faixa de 700 MHz para esse tipo de missão crítica, uma vez que detém a expertise de equipamentos e software na plataforma. Tanto que está investindo US$ 2 milhões nos experimentos no plano piloto da capital federal, apresentados ontem à imprensa.

Para o general Santos Guerra, se o espectro pode ser explorado comercialmente, seria justo encará-lo também como bem público. Pelo que foi demonstrado no CComgex, argumentos não faltarão ao Exército.

Postado por Mona Lisa Dourado

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A próxima vítima pode ser você

Publicado em 09/05/2012, Às 21:15

O vazamento das fotos da atriz Carolina Dieckmann em poses sensuais ganhou os trend topics do Twitter e status de assunto mais comentado dentro e fora da internet na última semana. A repercussão, é claro, deve-se à posição de celebridade da vítima. À parte o burburinho, no entanto, o fato chama atenção para o cuidado, ou melhor, a falta dele no que diz respeito ao armazenamento de dados pessoais em dispositivos tecnológicos.

Com o crescimento do uso de smartphones, tablets e portáteis em geral aliado ao apelo da superexposição em sites de relacionamento essa vulnerabilidade só aumenta. O problema é que depois de cair na rede, qualquer conteúdo indesejado dificilmente será removido por completo, ainda que ordens judiciais assim o determinem. Melhor que ser obrigado a enfrentar essa peleja árdua e ingrata é se precaver.

Por incrível que pareça, algumas das recomendações são tão antigas e básicas quanto a popularização dos PCs. Lá vão: mesmo em telefones celulares, é preciso manter antivírus atualizado, além de estabelecer senhas de acesso e criptografar arquivos sensíveis. A criptografia vale também para HDs e mídias de armazenamento, como pendrives. Seguir os alertas de atualização do sistema operacional, que costuma corrigir bugs de segurança, é outra dica, assim como instalar um plug-in para verificar links possivelmente maliciosos. Atitudes simples evitam que amanhã a “Carolina” seja você.

Postado por Mona Lisa Dourado

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Brasil estará conectado até o fim da década?

Publicado em 03/05/2012, Às 16:21

As operadoras de telefonia móvel resistiram, mas não teve jeito. Na última sexta-feira, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou o edital de licitação da nova estrutura de rede de quarta geração (4G). Entre outros benefícios, a promessa é de velocidade até 10 vezes superior à oferecida pela 3G utilizada em smartphones e tablets atualmente.

Outro ponto favorável são as faixas de frequência escolhidas: de 2,5 GHz, a mais veloz e destinada a atender à grande demanda por dados típica das zonas urbanas, e de 450 MHz, voltada a levar internet às zonas rurais, mais extensas e menos habitadas. Os consumidores que quiserem aproveitar os recursos da 4G, entretanto, deverão pagar o preço. Quem duvida que inicialmente os custos de implantação da nova estrutura serão repassados aos usuários? Até porque as empresas que vencerem o leilão marcado para 12 de junho terão que se apressar.

A Anatel programa que a rede 4G esteja tinindo até abril de 2013, dois meses antes da Copa das Confederações e pouco mais de um ano antes da Copa do Mundo de 2014. Um efeito colateral positivo será o provável barateameto da tecnologia atual, cujos preços tanto dos aparelhos quanto dos serviços devem cair consideravelmente nos próximos anos.

Ainda mais devido à obrigação de que as teles cheguem a todos os municípios da zona rural até o fim de 2015 e garantam 4G em todas as cidades com mais de 30 mil habitantes até 2017. Nesse ritmo, até o fim da década quem sabe o Brasil esteja finalmente conectado.

Postado por Mona Lisa Dourado

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Portal convida a discutir Marco Civil da Internet

Publicado em 27/04/2012, Às 15:28

Os cidadãos brasileiros têm mais uma chance de interferir da redação do texto do Marco Civil da Internet, que está aberto à discussão no portal e-democracia (http://edemocracia.camara.gov.br/web/marco-civil-da-internet). O debate sobre o documento que norteará garantias e deveres de usuários, empresas e governos na rede ocorre desde 2010 quando o Ministério da Justiça apresentou a proposta.

Desde então inúmeras contribuições de setores especializados e cidadãos interessados foram agregadas para que a versão final do PL 2126/11 represente de fato as aspirações dos internautas, principalmente nas questões que dizem respeito à qualidade e continuidade da conexão, privacidade e neutralidade (garantia de que não haja privilégio ou censura de pacotes de dados em detrimento de outros) de tráfego da rede. Os dois últimos pontos estão entre os mais controversos, ao lado do que responsabiliza as empresas pelo conteúdo postado pelos usuários em suas páginas.

Como o Brasil ainda não tem legislação específica para a internet, hoje possíveis disputas envolvendo essas questões são analisadas caso a caso. Com o Marco Civil em vigor, espera-se anular as subjetividades. Por isso, a necessidade de que o texto seja o mais claro possível e a importância da participação dos internautas. Os cidadãos poderão enviar sugestões e perguntas para a Comissão Especial da Câmara dos Deputados encarregada de cuidar da pauta através do e-Democracia, além de participar dos seminários e audiências públicas realizados em todo o País. A próxima ocorre em Porto Alegre, no dia 3 de maio, com transmissão via rede. O encontro no Recife ainda não tem data definida.

Postado por Mona Lisa Dourado

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Polêmica é bom, mas com respeito

Publicado em 18/04/2012, Às 10:10

Desde o fim de semana minhas timelines no Facebook e Twitter fervem. E haja polêmica! Foi do Banquete Vatel, materializado por renomados chefs locais e espinafrado como kitsch, ao movimento #ocupeestelita, que suscitou uma guerra virtual entre adeptos e opositores da manifestação contra o atual projeto de urbanização do Cais José Estelita.

Antes de qualquer coisa, já esclareço que não rechaço polêmicas. Muito pelo contrário. Sou do tipo que dá uma boiada inteirinha pra entrar numa boa discussão. Mas dessas que estimulam a inteligência, o raciocínio lógico e a reflexão. Que fazem você pensar em argumentos cada vez mais consistentes para defender seu ponto de vista. Ou que te deixam alguns minutos em silêncio, como num jogo de xadrez, quando o oponente apresenta a questão por um ângulo para o qual você ainda não havia atentado.

Infelizmente, não é o que tem ocorrido nas redes sociais. Uma tribuna tão privilegiada para expressão de opiniões diversas, na maior parte das vezes, só abriga xingamentos maniqueístas e inconsequentes. Enfadonho! Como o universo online nada mais é do que um microcosmo – potencializado – da nossa vida social só posso lamentar que tolerância seja cada vez mais artigo de luxo onde prevalece a beligerância. Debate bom é o que proporciona algum tipo de aprendizado. Nem que seja o de que discordar não é sinônimo de “agressivar”.

Postado por Mona Lisa Dourado

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Instagram para tudo, até para protestar

Publicado em 11/04/2012, Às 15:19

“Viole. Roube. Mate. SEJA corrupto. Estupre. Não pague EM DIA. Burle. Suborne. SEJA volúvel. Desmorone a economia, mas não quebre o sistema. E tente viver, neste mundo tão caótico que você ajudou a construir.” O protesto foi enviado pelo estudante Matheus Beltrão via Instagram. E você, é contra ou a favor da popularização da rede social? Envie sua foto e comentário para o e-mail da coluna.

Postado por Mona Lisa Dourado

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Incomodados que se desconectem

Publicado em 11/04/2012, Às 15:06

O barulho começou com o crescimento do número de usuários de distintas origens, classes sociais e opiniões no Facebook. E aumentou com o anúncio na semana passada da versão do Instragram para o sistema operacional móvel Android. “Pronto, acabou a graça, vai virar Orkut”, ouvi, em tom de desprezo, de uma fiel usuária de iPhone, que acredita ter um status diferenciado por ser proprietária de um celular da Apple. Como se a própria companhia da maçã não houvesse se popularizado nos últimos anos.

O discurso da moça ecoa o de uma leva impressionante de pessoas no Brasil e no mundo para quem as redes sociais – e em última instância, a internet deveriam ser privilégio de uma elite econômica ou intelectual. Nada mais que o reflexo online do nosso velho recalque classista, expresso em forma de ridicularização na nossa rede tupiniquim em tumblrs como androidnoinstagram.tumblr.com ou orkutgram.tumblr.com.

Não adianta espernear. Em pouco mais de uma semana, o número de instalações do aplicativo já bateu a marca de cinco milhões que a versão para iOS demorou seis meses para alcançar. Com o barateamento de computadores, smartphones e conexão à internet, inclusão digital é cada vez mais irreversível. Os incomodados que se desconectem.

Postado por Mona Lisa Dourado

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Crescimento pode ser maior

Publicado em 04/04/2012, Às 20:49

Os mesmos investimentos estruturais que estão sendo realizados em Pernambuco nos últimos anos tanto representam o grande norteador de desenvolvimento quanto um dos maiores gargalos para o crescimento do setor de TI no Estado. A contradição é apontada por pesquisa da Câmara Americana de Comércio (Amcham) divulgada esta semana, que contou com a participação de 45 empresários da área no Estado.

Precisamente, 98% dos executivos apostam na expansão do polo local de tecnologia em 2012, sendo que 76% acreditam numa evolução das suas empresas acima do Produto Interno Bruto (PIB) estadual projetado para este ano, algo em torno de 6%. E para pelo menos 20% dos entrevistados, o crescimento nos negócios será exponencialmente maior: de 50% em comparação com o que foi alcançado em 2011.

O cenário otimista poderia ser ainda mais animador se as empresas do polo conseguissem uma maior aproximação com os grandes empreendimentos que se instalam em Pernambuco. É o que pensam 38% dos empresários de TI. Os executivos ainda citam excesso de tributação, falta de infraestrutura, mão de obra e recursos públicos, além de pouco diálogo entre universidades, entidades fomentadoras do setor e empresas como limitadores da competitividade.

Segundo a gerente regional da Amcham-Recife, Alessandra Borba, os dados pautarão atividades voltadas a suprir os gargalos identificados. O escritório que o Porto Digital pretende instalar em Suape também será bem-vindo nessa missão.

Postado por Mona Lisa Dourado

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Anacrônica é mania de decretar a morte de certas tecnologias

Publicado em 21/03/2012, Às 13:28

Volta e meia, a discussão ressurge: os livros de papel sobreviverão às mídias eletrônicas? O anúncio oficial do encerramento da versão impressa da Encyclopaedia Britannica na última semana só colocou mais bits na fogueira. A publicação, produzida durante 244 anos, agora só poderá ser conferida online, no britannica.com. A justificativa é que o faturamento com a coleção de 32 volumes só representava 1% do faturamento da editora. Isso a um custo de US$ 1.400. Já a assinatura da versão digital sai por US$ 70, enquanto aplicativos para smartphones e tablets podem ser baixados ao preço de US$ 1,99 e US$ 4,99 por mês.

A extinção emblemática aponta, sim, para o fim da impressão de certos tipos de obra. Essas de referência, por exemplo, incapazes de acompanhar a velocidade de produção, atualização e propagação do conhecimento humano viabilizado pela internet. A base de dados digital da própria Britannica já é muito maior do que a capacidade de imprimi-la, disse o presidente da empresa, Jorge Cauz. Também não dá para negar que equipamentos eletrônicos podem facilitar a experiência da leitura ou enriquecê-la com recursos audiovisuais.

Em contrapartida, como disse o filósofo Umberto Eco, ainda não se conhece uma mídia capaz de sobreviver em boas condições por mais de dois mil anos, como alguns pergaminhos que chegaram aos nossos dias. A experiência de folhear e sublinhar ou escrever uma dedicatória na folha de rosto de um livro ainda está longe de ser alcançada pelos e-books. Mais que as folhas de papel, o que me parece anacrônica é a mania de decretar a morte de determinadas tecnologias. A fotografia, o trem ou o rádio não desapareceram em função de técnicas mais avançadas. Melhor que substituir é somar – ou multiplicar as possibilidades de leitura, seja em fibra vegetal ou em telas E-ink. O importante é que cada vez mais pessoas leiam, informem-se e atualizem-se, independente do suporte.

Postado por Mona Lisa Dourado

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Cebit foi puro networking

Publicado em 14/03/2012, Às 12:29

Do ponto de vista de negócios, faz tempo que as grandes feiras de tecnologia deixaram de ser atrativas para as empresas do setor. Em geral, os ganhos costumam ser institucionais. Ainda assim, o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) avalia como positiva a presença na Cebit, um dos maiores eventos de TI do mundo, ocorrido na semana passada, na Alemanha.

Apesar do convite às pressas feito pelo MCT&I, a entidade contabiliza algumas conquistas. “Fizemos contato com empresas brasileiras de setores com os quais ainda não trabalhamos. Uma delas, interessada no programa de residência em software, vem até nos fazer uma visita”, conta o superintendente do Cesar, Sergio Cavalcante. Outro relacionamento importante, diz, foi estabelecido com brasileiros que trabalham na Alemanha. Sem falar nos pesquisadores do Instituto Fraunhofer, um deles focado na área automotiva. “Esse é um segmento em que o Estado tem recebido investimentos e que precisa de atenção”, ressalta o executivo, para quem a Cebit serviu principalmente como aprendizado. “Não voltaríamos lá com um estande, mas como visitante em busca de contatos específicos”, sentencia.

Por outro lado, afirma, a entidade avalia a possibilidade de participar de eventos focados de outros setores. Ironia foi ter que cruzar o Atlântico para o Cesar perceber a necessidade de ser conhecido em outros nichos dentro do Brasil. Prova de que networking aqui ou lá fora é sempre bem-vindo. Opinião compartilhada pelo Porto Digital. Segundo o presidente da entidade, Francisco Saboya, o contato com outros centros e a atualização sobre as novidades do mercado foram o que ficou de melhor da Cebit este ano.

Postado por Mona Lisa Dourado

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