Arquivos da categoria: UFPE

UFPE

10 nov 2014

Candidatos prejudicados no Enem, em Escada, estão apreensivos

Magno, Marcela e Lays não conseguiram terminar as provas por causa das quedas de energia.

Magno, Marcela e Lays não conseguiram terminar as provas por causa das quedas de energia.

O clima é de apreensão entre os 29 candidatos que fizeram as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) domingo na Escola Monsenhor João Rodrigues de Carvalho, no município de Escada, na Zona da Mata pernambucana, e que não conseguiram terminar o exame por causa de quedas de energia no prédio. Os estudantes não sabem se terão direito a fazer novamente os testes de redação, matemática e linguagens.

Fiscais que estavam no local garantiram que o grupo não seria prejudicado. Mas o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, limitou-se a dizer, nesta segunda-feira,  que vai analisar as ocorrências registradas nas atas, sem contudo assegurar se haverá ou não uma nova chance para esses feras.

No domingo, o Inep cancelou a aplicação das provas do Enem na Escola das Dunas, no distrito de Pitangui, cidade de Extremoz, na Região Metropolitana de Natal (RN), justamente porque faltou luz no prédio.

A queda de energia também prejudicou candidatos na Escola Eldah Bitton, em Manaus (AM), que puderam escolher por continuar a prova no mesmo dia ou resolvê-la em data que será futuramente agendada. Uma das saídas é colocar esses jovens para fazer o Enem nos dias 9 e 10 dezembro, juntamente com as pessoas privadas de liberdades e jovens que cumprem medidas socioeducativas.

“Não temos nenhuma certeza de que faremos as provas de novo. Não podemos ser prejudicados por uma falha que não foi nossa. Eu estava terminando a redação quando o coordenador do prédio mandou recolher as provas. Disseram que haveria tempo a mais para compensar o período que ficamos esperando a energia voltar, mas isso não aconteceu”, conta a nutricionista Lays Souza, 23 anos.

Ela fez o Enem para concorrer, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a uma vaga em medicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A jovem entrou em contato com o Inep pelo telefone para relatar o caso. Magno Marcelo, na mesma situação, fez o mesmo.

Jonatas Augusto Barros, 23, também não pode concluir os testes. “Tivemos que mudar de sala porque a energia não voltava. Ainda faltava responder umas 30 questões de linguagens. A fiscal da sala chegou a dizer que a prova seria cancelada e que era para entregarmos os testes. Foi horrível, pessoas chorando, tumulto”, afirma Jonatas, que pretende disputar vaga de direito na UFPE.

“Os fiscais usaram seus celulares para iluminar a sala. Exigiram que entregássemos as provas do jeito que estavam. Eu ainda não tinha marcado nada no gabarito nem passado a redação a limpo”, diz Marcela Larocerie, 18, candidata a administração na UFPE.

09 nov 2014

Acabou o Enem. O que fazer com a nota do exame?

Com o fim das provas do Enem, agora é decidir como aproveitar a nota. Foto: Igo Bione /  JC Imagem

Com o fim das provas do Enem, agora é decidir como aproveitar a nota. Foto: Igo Bione / JC Imagem

A maratona de provas do Enem acabou. Depois de 180 questões e uma redação, em dois dias, o que a maioria dos estudantes quer fazer agora é descansar. Mas vale lembrar o que os candidatos poderão fazer com a nota do exame.  Além de concorrer a mais de 190 mil vagas em universidades públicas, há a possibiildade de conseguir bolsa em faculdade privada.

O quantitativo de vagas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu)  em 2015 só deve ser informado pelo Ministério da Educação no final do ano. Mas as três federais de Pernambuco, além do IFPE, já divulgaram o número de vagas que colocarão no sistema. Serão 12.134 chances de ingressar em cursos superiores em Pernambuco na UFPE (6.542 vagas), UFRPE (3.840), Univasf (1.370) e IFPE (382).

Veja abaixo como você pode aproveitar a nota do Enem

ARTE_ENEM_1

09 nov 2014

Redação é uma das provas do Enem neste domingo. Veja o que dá nota zero

Redação deve ter entre 8 e 30 linhas. Foto: Hélia Scheppa / JC Imagem

Redação deve ter entre 8 e 30 linhas. Foto: Hélia Scheppa / JC Imagem

Neste domingo acontece o segundo e último dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado em 1.752 municípios brasileiros, dos quais 75 estão em Pernambuco. Um dos maiores desafios deste domingo é a prova de redação, temida por muitos estudantes. Além da dissertação, os candidatos terão que responder 45 questões de matemática e 45 de linguagens, que incluem assuntos de português, língua estrangeira e artes.

Por causa da redação, o exame hoje tem uma hora a mais de duração. Os participantes deverão chegar no mesmo horário de ontem, 11h, para início dos testes ao meio-dia (13h em Brasília). Poderão permanecer nesses locais até as 17h30. A saída é permitida a partir das 14h.

A redação deve ter entre oito e 30 linhas. Segundo o edital do Enem, levará zero no texto o o estudante que não atender a proposta solicitada ou desenvolver outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo. A mesma nota será aplicada àqueles que entregarem a folha em branco, escreverem até sete linhas ou colocarem impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação.

No texto, o participante não pode desrespeitar os direitos humanos. Se o fizer, também terá zero na prova. É importante redigir com letra legível. Como os testes são avaliados por corretores que recebem as provas digitalizadas, a legibilidade é fundamental para a compreensão do que foi escrito.

Na prova de linguagens haverá cinco questões de língua estrangeira – inglês ou espanhol. Os quesitos dos dois idiomas aparecerão em todos os cadernos de testes. A orientação é que o estudante só responda as questões da língua que optou no momento da inscrição. Não é permitido trocar de idioma no momento da prova.

GABARITOS –  O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela avaliação, promete divulgar os gabaritos das provas até a próxima quarta-feira (12). As notas individuais do Enem serão informadas aos participantes em janeiro do próximo ano, quando deverão começar as inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Pelo sistema, qualquer pessoa que fez o Enem pode concorrer a mais de 170 mil vagas em universidades públicas do País. Estão nesse universo as Federais de Pernambuco UFPE, UFRPE e a Univasf.

07 nov 2014

Falta pouco para começar a maratona do Enem

Fera de medicina, Gabriela está confiante que fará boas provas. Foto: Edmar Melo /  JC Imagem

Fera de medicina, Gabriela está confiante que fará boas provas. Foto: Edmar Melo / JC Imagem

Agora dá para iniciar a contagem regressiva. Ao meio-dia deste sábado (horário de Pernambuco), começa uma maratona de provas para 8,7 milhões de candidatos que se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No Estado são 432 mil participantes, distribuídos em 75 municípios, que terão testes sábado e domingo. Para que tudo dê certo, órgãos federais, estaduais e municipais estão envolvidos na avaliação. Aos feras, algumas recomendações importantes são dormir cedo, chegar ao local do exame com antecedência e não descuidar da alimentação. Além, é claro, de separar documento, cartão de inscrição e caneta preta.

A Polícia Militar colocará na ruas 4 mil homens para garantir a segurança no transporte dos malotes de provas e nos mais de 850 prédios que terão a avaliação. Os testes estão guardados em quartéis do Recife, Caruaru, Garanhuns, Arcoverde e Petrolina. A mobilidade será facilitada, na capital pernambucana, por 40 agentes e orientadores de trânsito da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU). Para os estudantes que utilizarão transporte coletivo, o Grande Recife Consórcio de Transporte vai reforçar 60 linhas de ônibus da Região Metropolitana e ativar outras quatro linhas que normalmente só circulam em dias úteis.

Para os pernambucanos, a nota do Enem vale ingresso para concorrer a vagas de graduações nas três universidades federais (UFPE, UFRPE e Univasf). Também é metade da média do vestibular da Universidade de Pernambuco (UPE), que utiliza o exame como primeira fase do processo seletivo. Para todos os brasileiros, a avaliação possibilita ainda a concorrer bolsas de estudos em faculdades privadas, em cursos técnicos e em universidades estrangeiras.

“O Enem é uma corrida contra o tempo. Tem que haver muita concentração para não perder nenhum minuto. Estou segura, a escola me deu uma boa base. Mas bate nervosismo com a chegada das provas. Pretendo sair com minhas amigas amanhã (hoje) para descontrair. Enem e vestibular serão assuntos proibidos nas nossas conversas. E, claro, nada de dormir tarde ”, comenta a vestibulanda Gabriela Brasileiro, 18 anos, aluna do Colégio Santa Maria e candidata ao curso de medicina

DOENÇA – Vale lembrar que o estudante que adoecer não terá como realizar o exame em local diferente do designado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela avaliação. Se ele necessitar ficar em sala separada dos demais participantes deve procurar o coordenador do prédio e apresentar laudo médico. Caberá ao coordenador avaliar a situação. Aqueles que amanhã ou domingo não tiverem o documento oficial de identidade deverão mostrar um boletim de ocorrência expedido a menos de 90 dias.

ENEM

03 nov 2014

Cresce uso do Enem entre instituições públicas e particulares

Univasf, em Petrolina, é uma das instituições que integram o Sisu. Vagas são preenchidas com nota do Enem

Univasf, em Petrolina, é uma das instituições que integram o Sisu. Vagas são preenchidas com nota do Enem

Mariana Tokarnia (Agência Brasil)

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) consolida-se cada vez como forma de ingresso em instituições públicas e privadas de ensino superior e de ensino técnico, seja por meio dos programas nacionais, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni), que utilizam as notas do exame como critério, seja por iniciativa das próprias instituições de ensino em usar o Enem como processo seletivo. As provas da avaliação acontecerão sábado e domingo próximos.

Entre as universidades federais, segundo o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Targino de Araújo, todas utilizam o Enem total ou parcialmente como processo seletivo. “O Enem é fundamental porque permite que os alunos possam se inscrever para qualquer universidade do país. Possibilita o acesso de estudantes que não poderiam viajar para fazer vários vestibulares. É um mecanismo de inclusão”, disse.

Araújo ressalta que a adesão ao exame continua crescendo, inclusive na porcentagem de vagas. Como reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), ele disse que na sua instituição a utilização do Enem começou para 50% das vagas e,atualmente,100%. “Os resultados têm sido positivos, sendo que as universidades que fizeram a adesão não têm se arrependido. Não houve quem desistiu de usar o Enem, pelo contrário, a adesão é crescente”, disse.

Entre as particulares o cenário é semelhante. “O Enem é uma importante porta de entrada. Para ingressar no ProUni, tem que passar pelo Enem. O exame tem uma proporção muito grande no ensino superior”, ressaltou o assessor do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular Sólon Caldas.

Em Pernambuco, as três universidades federais – UFPE, UFRPE e Univasf – usam o Enem como processo seletivo, por meio do Sisu. A Universidade de Pernambuco (UPE) aproveita a nota do Enem na primeira fase do vestibular. Mas a partir do próximo ano, a instituição deixará de realizar o vestibular para aderir ao Sisu. O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) disponibiliza no Sisu as vagas dos cursos superiores do segundo semestre.

PROUNI

Em 2014, foram ofertadas 191,6 mil bolsas integrais e parciais pelo ProUni no primeiro semestre e 115,1 mil, na segunda edição do programa. Foram cerca de mil instituições privadas participantes em cada um dos processos. Já o Sisu ofertou 171,4 mil vagas em 115 instituições públicas de educação superior, no primeiro semestre, e 51,4 mil vagas em 67 instituições, no segundo.

A adesão ao exame também é grande entre os institutos federais. De acordo com o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), todos os institutos federais adotam o Enem como sistema de ingresso total ou parcialmente. “Ao longo desse tempo tem havido uma evolução dos institutos, eles têm se colocado de maneira muito efetiva e reconhecido o valor do Enem como critério de acesso ao ensino superior”, disse o presidente do Conif, Luiz Augusto Caldas, que é reitor do Instituto Federal Fluminense.

Caldas explicou que os institutos usam também o modelo de avaliação do Enem nos processos seletivos próprios, modificando a metodologia de acesso, além de inspirar mudanças nas salas de aula. “Essa relação que o Enem traz nas suas questões, de diálogo mais específico com a realidade, inspira o professor em sala para abordagem intersetorial das disciplinas”.

Os institutos federais oferecem vagas no Sisu e também no Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec), que oferece vagas no ensino técnico. No primeiro semestre, o programa ofereceu 293,7 mil vagas, no segundo, foram 289,3 mil, em instituições públicas e privadas e do Sistema S.

02 nov 2014

O que o fera precisa saber sobre o Enem

Lucas, fera de engenharia, vai levar barra de cereal ou chocolate para as provas. Foto: Edmar Melo /  JC Imagem

Lucas, fera de engenharia, vai levar barra de cereal ou chocolate para as provas. Foto: Edmar Melo / JC Imagem

A contagem regressiva começou. Faltam sete dias para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontecerá sábado e domingo próximos (dias 8 e 9) em todo o País, com a participação de 8,7 milhões de candidatos, dos quais 432.981 pernambucanos.

Quem deseja cursar graduação em uma das quatro universidades públicas do Estado (UFPE, UFRPE, Univasf e UPE) tem que obrigatoriamente fazer a avaliação. As provas valem também para aqueles que pretendem concorrer a bolsas do governo federal em faculdade particular ou estudar um período da universidade fora do Brasil. Diante da importância do exame, não dá para descuidar das regras do certame.

Um dos mais relevantes lembretes é em relação ao horário de realização dos testes. As provas começarão ao meio-dia em Pernambuco (13h em Brasília), que não adota o horário de verão. O estudante tem que chegar uma hora mais cedo, ou seja, às 11h, quando os portões de acesso aos prédios serão abertos.

Outro detalhe que não pode passar despercebido: a caneta para responder os testes deve ser preta e fabricada com material transparente. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, a cor negra é a que vai ser identificada pelas máquinas de leitura ótica durante a correção dos testes.

Embora não sejam itens proibidos, é melhor deixar em casa telefones celulares, aparelhos eletrônicos e relógios. Os estudantes que insistirem em levá-los para a sala de prova receberão um porta-objetos, fornecido pelos aplicadores, para guardar o material. A embalagem será lacrada e mantida embaixo da carteira do participante até o final do exame.

Para garantir fôlego durante a avaliação, a sugestão é levar lanche e água, já que por causa do horário a maioria dos candidatos, no Estado, não terá almoçado e o café da manhã precisa ser reforçado.

“Frutas têm um bom aporte de vitaminas e minerais. O estudante deve ingerir também alimentos com carboidrato complexo, pois dão sensação de saciedade por mais tempo e ajudam a manter a glicose no sangue”, ressalta a nutricionista Ruannitha Lima, professora do curso de nutrição da Faculdade dos Guararapes. Batata doce, inhame e pão integral estão nesse grupo.

Em vez de chocolate, é melhor consumir, durante as provas, barras de cereal. “Chocolate tem grande teor de gordura, o que dificulta a digestão e pode deixar o raciocínio mais lento e provocar sonolência”, observa Ruannitha.

“Pretendo levar chocolate ou barra de cereal, além de água. O tempo é muito precioso, tem que saber administrar bem durante as provas”, diz Leonardo Arcanjo de Albuquerque, 17 anos, aluno do Colégio Santa Maria e concorrente de engenharia na UFPE e na UPE.

Para a psicóloga Mariana Malheiros, que atua no ensino médio do Colégio Santa Maria, a hora é de desacelerar. “O momento é de evitar estudo em excesso. No máximo revisar assuntos que tem mais dificuldade. Quanto menos ansioso, melhor para o estudante”, lembra Mariana.

ARTE_ENEM_2

01 nov 2014

O que fazer com a nota do Enem

Veja, no quadro abaixo, como você pode aproveitar a sua nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas serão no próximo fim de semana, dias 8 e 9 de novembro.

Além de concorrer a vagas em três federais de Pernambuco (UFPE, UFRPE e Univasf), o estudante pode concorrer a bolsas de estudos em faculdades privadas e em cursos técnicos.

Há ainda a certificação do ensino médio e a oferta de bolsas do programa Ciência sem Fronteiras.

ARTE_ENEM_1

20 out 2014

Conheça novo curso de comunicação social da UFPE, no câmpus de Caruaru

Novo curso começará a funcionar no segundo semestre de 2015. Foto: Passarinho /  ASCOM UFPE

Novo curso começará a funcionar no segundo semestre de 2015. Foto: Passarinho / ASCOM UFPE

Da Assessoria de Comunicação da UFPE

A partir do segundo semestre de 2015, a UFPE vai oferecer,  no câmpus de Caruaru, no Agreste, o novo curso de comunicação social com ênfases em mídias sociais e produção cultural. Serão 40 vagas, no turno da tarde.  A nova graduação foi aprovada semana passada pelo Conselho Coordenador de Ensino, Pesquisa e Extensão. As 40 vagas serão disponibilizadas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação.

O curso será voltado para a formação de produtores culturais e comunicadores capazes de lidar com novos modelos de produção e disseminação de informação via internet e redes sociais. O aluno vai optar por qualquer uma das duas formações. Ou, se preferir, contemplar ambas as ênfases num currículo flexível. O novo curso terá nove períodos.

A proposta, inédita em Pernambuco, segundo o professor Amilcar Almeida Bezerra, que vai coordenar a nova graduação, tem como objetivo propiciar uma formação adequada às novas demandas do campo da comunicação social.

“A convergência das mídias em ambientes digitais e o aumento do volume e da circulação de informações em escala global criam a necessidade de um profissional de comunicação com sólida formação intelectual, capaz de gerenciar de forma competente diversos tipos de informação e transitar por múltiplas habilitações”, destaca o professor.

A estrutura curricular está organizada em dois grupos de disciplinas: as obrigatórias (reunidas nos três primeiros períodos – ciclo básico – e mais as disciplinas de Trabalho de Conclusão de Curso, no final) e as eletivas (a partir do 4º período, divididas por ênfase). A proposta é que, a partir do 4º período, o aluno tenha a oportunidade de escolher, entre diversas opções, quais disciplinas irá cursar.

As disciplinas estão agrupadas em duas ênfases: Mídias Sociais e Produção Cultural. Existem ainda as eletivas livres, que não estão vinculadas a nenhuma ênfase. Para receber o diploma de ênfase o aluno deverá cursar todas as disciplinas relacionadas para a ênfase escolhida.

O curso contará com laboratório de produção audiovisual com estúdio e ilha de edição, laboratório de fotografia e laboratórios equipados com PCs para uso corrente dos alunos em atividades de pesquisa e produção de conteúdos.

16 out 2014

Na UPE, disputa é mais acirrada no interior

estudantes-2R

Alunos da rede pública, Jackson e Steffany vão concorrer pelo sistema de cotas. Foto: Ricardo B. Labastier

Os números deste ano do vestibular tradicional e do Sistema Seriado de Avaliação (SSA) da Universidade de Pernambuco (UPE) revelam a migração de candidatos para o interior do Estado. Se há dez anos o mais comum era haver jovens que vinham para a capital em busca de formação superior, hoje a concorrência mostra que existe bastante interesse pelas vagas de fora da Região Metropolitana. Embora a graduação em direito no câmpus de Camaragibe, no Grande Recife, apareça como a mais procurada nos dois processos seletivos (139,29 por vaga no vestibular e 66,18 no SSA), outros seis cursos do interior despontam entre os 10 mais disputados no vestibular.

“Avançamos na interiorização da universidade, o que foi positivo para criar mais oportunidades para o estudante do interior. Mas chegamos ao limite prudencial. Há uma carência enorme de professor e servidor técnico. Precisamos também de mais investimentos nas instalações, nos laboratórios. A falta de pessoal é o que trava tudo”, destacou o reitor da UPE, Carlos Calado, que deixa o cargo no final de dezembro, após oito anos à frente da instituição.

Pedro Falcão, que assume o comando em janeiro, está correndo para conseguir pelo menos que antes de passar o bastão para Paulo Câmara, o governador João Lyra abra concurso para 280 vagas de docente que foi aprovado por lei no início deste ano. Mas segundo o reitor Carlos Calado, os feras não precisam se preocupar com o quadro de professores incompleto, pois o problema é maior para os veteranos.

Alunos da rede pública, Jackson Almeida e Steffany Santos, 17 anos, vão concorrer pelo sistema de cotas. “Escolhi administração no Recife. Não me assusta a concorrência (24,96), prefiro confiar que uma vaga será minha”, diz Jackson. “Sonho em cursar psicologia. Concorro em Garanhuns porque só tinha lá como opção”, comenta Steffany.

SISU – Esse será o último vestibular tradicional realizado pela UPE. A partir de 2015, metade das vagas das graduações será disponibilizada no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação (MEC), que já conta com as vagas das Federais Rural (UFRPE) e do Vale do São Francisco (Univasf). E que terá, na próxima edição, em janeiro, também as vagas da Federal de Pernambuco (UFPE). Na UPE, os outros 50% das vagas continuarão sendo disputados no SSA, onde os candidatos realizam três provas, ao final das três séries do ensino médio.

Houve uma diminuição de 3,6% na quantidade de inscritos este ano, em comparação ao ano passado. O vestibular teve 39.491 candidatos. A primeira fase é Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nos dias 8 e 9 de novembro. A segunda etapa realizada pela instituição será dias 7 e 8 de dezembro. No Sistema Seriado de Avaliação (SSA) foram 48.893 inscritos. As provas do SSA 1 e 2 serão dias 30 de novembro e 1º de dezembro. O SSA 3 acontecerá em 16 e 17 de novembro.

vestibular_16_outubro

15 out 2014

Baixos salários afastam os feras das licenciaturas

Apesar dos baixos salários, Lucas quer ser professor. Foto: Edmar Melo /  JC Imagem

Apesar dos baixos salários, Lucas quer ser professor. Foto: Edmar Melo / JC Imagem

Lucas Ferreira de Oliveira, 16 anos, quer ser professor. Vai disputar vaga no vestibular da Universidade de Pernambuco (UPE) para a licenciatura em geografia. Na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), também planeja se inscrever na mesma graduação. Ao contrário de países onde a carreira do magistério é concorrida e valorizada, no Brasil os docentes têm pouco a comemorar, hoje, no dia dedicado a eles, no que diz respeito a bons salários e boas condições de trabalho.

“Quando digo que quero ser professor, o que mais escuto é que vou passar fome. Ouço mais críticas que incentivos. Acredito que isso depende do profissional. As dificuldades existem, mas acho que dedicação faz a diferença”, comenta Lucas, aluno do 3º ano da Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Porto Digital, localizada no Bairro do Recife, área central da capital pernambucana.

Ano passado, o vestibular da UFPE teve 3.825 candidatos interessados em concorrer a vagas em 23 licenciaturas. Número menor que o total de feras que desejaram entrar no curso de medicina, o mais disputado da universidade. Foram 4.229 candidatos sonhando com o jaleco de médico.

“O salário não estimula, assim como a carreira. A valorização docente tem que fazer parte dos planos estaduais e municipais de educação. Temos evasão alta na universidade, sobretudo nas licenciaturas”, diz a pró-reitora de Graduação da UFPE, Ana Cabral. As bolsas do Pibid (programa do Ministério da Educação para iniciação à docência), segundo ela, ajudam os futuros professores a conhecerem a realidade que vão enfrentar após formados.

Para o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, somente com o pagamento de melhores salários o magistério se tornará atrativo no Brasil. “Nossa categoria, sobretudo na rede pública, está envelhecendo e há pouca renovação. Para atrair a juventude, tem que pagar melhor ao professor. Se tivermos bons salários aliados às novas tecnologias, poderemos, quem sabe, conquistar os jovens para o magistério”, opina Heleno, que preside, em Pernambuco, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepe).