20 dez 2014

Um exemplo para os feras pernambucanos

Com o diploma de direito, Lindaura agora pensa em fazer pós-graduação. Foto: Hélia Scheppa / JC Imagem

Com o diploma de direito, Lindaura agora pensa em fazer pós-graduação. Foto: Hélia Scheppa / JC Imagem

Aos 4 anos de idade, ela já estava alfabetizada. Aprendeu a ler e escrever em casa, com uma carta do ABC, estimulada pelo pai, farmacêutico apaixonado pela leitura. Com 57 anos, casada e mãe de seis filhos, formou-se em farmácia, na Universidade Federal de Pernambuco. Mas o sonho mesmo era ser advogada. Tanto que, agora, aos 94 anos, Lindaura Cavalcanti de Arruda concluiu a segunda graduação: o curso de direito, na Faculdade de Ciências Humanas de Pernambuco. Disposta, ela não pensa em parar de estudar. Planeja fazer pós-graduação no próximo ano. Segunda-feira passada ela recebeu homenagem da Academia Pernambucana de Letras Jurídicas.

“Eu me renovei nesses cinco anos que passei na faculdade de direito. Completou minha vida. Achei uma maravilha, adquiri mais conhecimento”, afirma Lindaura, enquanto mostra a monografia sobre os direitos dos empregados domésticos na legislação brasileira. O trabalho lhe rendeu três notas 10 da banca e uma menção de louvor. Para escrevê-lo, contou com a ajuda do neto advogado Mário César Cavalcanti e a orientação do professor Luiz Andrade de Oliveira.

“Foi uma honra termos uma aluna com 94 anos, em perfeita lucidez, frequentando pontualmente as aulas, fazendo assiduamente os trabalhos, provas e pesquisas, dando um exemplo flagrante de dedicação. Comprovou que, com determinação, podemos concretizar os sonhos que almejamos e nunca é tarde para novas realizações”, destaca Luiz Oliveira. “Aprendemos muito com Lindaura e vemos que, às vezes, desistimos por tão pouco”, complementa o professor da faculdade, mantida pela Sociedade Pernambucana de Cultura e Ensino (Sopece).

A ideia de fazer o curso de direito partiu da filha caçula, Verônica Arruda. Percebendo que a mãe estava em depressão, alguns anos após ter ficado viúva, a filha perguntou se ela gostaria de entrar na faculdade. Sem titubear, Lindaura respondeu de pronto que sim. Matriculada como portadora de diploma na Sopece, a futura bacharel em direito não perdeu um dia de aula.

DISPOSIÇÃO – Moradora de Água Fria, na Zona Norte do Recife, foi e voltou para a faculdade de ônibus. Na ida, estava sempre acompanhada de Rosilda Silva, 54, cuidadora que está com ela há duas décadas e que serviu de inspiração para a escolha do tema da monografia. Na volta, sozinha, Lindaura preferia pegar o ônibus com destino ao Centro do Recife para que, no caminho maior até sua residência, pudesse apreciar as ruas e avenidas da cidade.

“Não gosto de computador. Não sei nada dessas máquinas. Fiz todos os meus trabalhos escritos à mão. Mas pretendo entrar em um curso de informática só para ter mais conhecimento”, diz Lindaura. A letra caprichada e a organização dos trabalhos eram motivo de elogios dos docentes. Também dos colegas de turma. “Muitas vezes me pediam para copiar trechos do que eu escrevi”, relata. “Os estudantes de hoje em dia não querem nada com a vida. São pouco responsáveis”, observa.

Com a conclusão da graduação, já sente falta da rotina de ir para a faculdade. “Ganhei uma bolsa da Sopece para cursar pós-graduação. Enquanto eu andar, vou continuar estudando”, garante Lindaura, que vai comemorar a formatura em março próximo com a colação de grau e um churrasco, que terá a presença (e os aplausos) dos seis filhos, 11 netos e seis bisnetos.

19 dez 2014

UFRPE e FOR prestam esclarecimentos sobre notas baixas na avaliação do MEC

Medicina veterinária, na UFRPE, ficou com nota 2 no CPC. Foto: Guga Matos / JC Imagem

Medicina veterinária, na UFRPE, ficou com nota 2 no CPC. Foto: Guga Matos / JC Imagem

O curso de medicina veterinária da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) tirou nota 2 no Conceito Preliminar de Curso (CPC)  do Ministério da Educação (a nota vai de 1 a 5).  A Faculdade de Odontologia do Recife (FOR) ficou com 2 no Índice Geral de Cursos (IGC).

As duas instituições enviaram para o Blog do Fera considerações sobre os seus desempenho. Leia, abaixo, na íntegra, o posicionamento de ambas.

UFRPE

“A UFRPE, por meio da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PREG), sobre os resultados do Conceito Enade 2013 e do Conceito Preliminar de Cursos (CPC) 2013 da graduação em Medicina Veterinária do campus Recife comunica que:

1) Trata-se de uma situação inesperada, que está sendo analisada com a devida responsabilidade pela Instituição;

2) A Pró-Reitoria de Ensino de Graduação, em conjunto com a coordenação do curso e com a Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan), está tomando as providências para que sejam analisadas as possíveis causas do referido problema;

3) Já foi realizada uma reunião preliminar sobre o assunto, nesta sexta-feira (19/12), e outras serão realizadas na próxima semana a fim de que se construa um diagnóstico mais aprofundado;

4) Os relatórios disponibilizados pelo MEC serão tomados como norteadores da avaliação da situação.

5) A UFRPE ressalta a boa qualidade da formação oferecida aos estudantes de Medicina Veterinária, incluindo os que participaram do Enade 2013. Dos 38 alunos participantes do ENADE 2013, 20 tiveram suas respectivas colações de grau antecipadas, em virtude da aprovação em concursos públicos, em programas de pós-graduação stricto sensu ou por terem sido contratados por empresas privadas. Esse dado destaca o alto grau de inserção no mundo do trabalho e acadêmico dos profissionais formados pela UFRPE;

6) A UFRPE destaca que o curso de Medicina Veterinária é apontado como um dos melhores do país. No Ranking Folha de Universidades, divulgado recentemente, a graduação foi apontada como a 7ª melhor do Brasil;

7) A graduação possui seu corpo docente altamente qualificado, formado por mais de 90% de professores com doutorado;

8) A Pós-Graduação em Ciência Veterinária, que conta com curso de mestrado e doutorado, é considerada uma das melhores do país, sendo reconhecida pela CAPES com conceito 5, numa escala que vai de 1 a 7″;

FOR

“A Faculdade de Odontologia do Recife vem a público prestar esclarecimentos sobre as notícias veiculadas na mídia a respeito do resultado do ENADE referente ao triênio 2011-2013.

Ao longo dos seus 12 anos de existência como instituição de ensino superior, a Faculdade de Odontologia do Recife sempre se pautou pela qualidade de ensino aliada a um projeto pedagógico inovador, que resultaram em destaques dos seus alunos e egressos no mercado de trabalho.

O exame, que é realizado para o curso de odontologia a cada três anos, gera um indicador preliminar (Conceito Preliminar de Curso – CPC) que pretende avaliar qualidade dos cursos, utilizando informações coletadas através de um questionário sobre a organização didático-pedagógica e infraestrutura, considerando apenas a opinião do aluno. Também são considerados dados sobre a titulação dos docentes e regime de trabalho, nãoexistindo análise da qualidade destes professores, de suas aulas, de seu trabalho acadêmico.

No Conceito Institucional (CI) e no Conceito de Curso (CC), que são os indicadores que representam a qualidade da instituição e do curso, uma vez que são atribuídos por comissões de especialistas no ensino superior, mediante avaliação in loco, a FOR obteve conceito 3 no recredenciamento institucional, agora em 2014, e conceito 4 no reconhecimento do curso.”

19 dez 2014

MEC suspende 3.130 vagas em cursos superiores com avaliação insatisfatória

Vestibular está suspenso em 27 cursos por causa do baixo conceito. Foto: Hélia Scheppa /  JC Imagem

Vestibular está suspenso em 27 cursos por causa do baixo conceito dos cursos. Foto: Hélia Scheppa / JC Imagem

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) suspendeu o ingresso a 27 cursos superiores com resultado insatisfatório pela segunda vez consecutiva na avaliação da pasta. Serão suspensas 3.130 vagas. O ingresso será suspenso mesmo nos casos em que já foram feitos vestibulares para 2015. A lista completa foi divulgada hoje (19) no Diário Oficial da União.

Além desses, mais 53 cursos, que ofertam 2,4 mil vagas, também foram reincidentes, mas, segundo o MEC, já passavam por medidas de supervisão e punição. No total, 80 cursos ofertados por instituições privadas também são excluídos do Programa Universidade para Todos (ProUni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os estudantes já matriculados não perdem os benefícios. As instituições também não podem utilizar o curso como referencial para adesão ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Os cursos deverão apresentar protocolo de compromisso, que é um plano de melhoria para sanear fragilidades apontadas. Eles terão, no máximo, um ano para cumprir o protocolo. Entre as instituições, estão as universidades federais do Acre (educação física), Fluminense (serviço social), de Alagoas (educação física), do Pará (agronomia), Rural da Amazônia (zootecnia) e de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (farmácia).

“Além do conjunto de políticas que permitem a expansão, precisamos ter dedicação, energia e vigor em torno da avaliação e do processo de regulação”, disse o ministro da Educação, Henrique Paim. Segundo ele, são necessárias medidas rígidas “para que possamos ter um desempenho mínimo satisfatório”.

Em relação às instituições federais, o ministro revelou que são casos pontuais. “Considerando o número de instituições e cursos das federais, estamos falando de situações pontuais. Teremos de analisar caso a caso e verificar o que ocorreu.”

As medidas são adotadas com base no desempenho dos cursos no Conceito Preliminar de Curso (CPC), que avalia o rendimento dos estudantes, a infraestrutura da instituição, organização didático-pedagógica e o corpo docente. Em uma escala de 1 a 5, são considerados satisfatórios os cursos com conceito 3 ou mais.

Para que os conceitos se consolidem, comissões de avaliadores farão visitas para confirmar ou alterar a avaliação obtida. Cursos que obtiverem CPC 1 e 2 serão automaticamente incluídos no cronograma de visitas dos avaliadores do Inep. Os demais casos podem optar por não receber a visita e transformar o CPC em conceito permanente.

Conforme o ministério, mais 200 cursos tiveram avaliação insatisfatória pela primeira vez no ano passado. Eles ainda poderão abrir vagas, mas terão matrículas reduzidas e precisarão apresentar protocolo de compromisso. Entretanto, serão excluídos apenas do Fies. As universidades e centros universitários que ofertam os 280 cursos também perdem a autonomia sobre os cursos. Elas não podem, por exemplo, aumentar a oferta de vagas.

O CPC 2013 avaliou cursos das áreas de saúde, ciências agrárias, ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais militar e segurança.

19 dez 2014

Cursos com CPC insatisfatório não poderão aumentar vagas, diz ministro da Educação

Ministro da Educação, Henrique Paim, anunciou na tarde desta sexta-feira medidas que serão tomadas nos cursos com CPC insatisfatório. Foto:  Elza Fiuza/Agência Brasil

Ministro da Educação, Henrique Paim, anunciou nesta sexta-feira medidas que serão tomadas nos cursos com CPC insatisfatório. Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

Da Assessoria de Comunicação Social do Inep

O ministro da Educação, Henrique Paim anunciou, que os 280 cursos de graduação que apresentaram desempenho insatisfatório (1 e 2) no Conceito Preliminar de Curso (CPC) sofrerão medidas de supervisão. Nesses casos, as instituições firmam protocolos de compromisso com o Ministério da Educação para sanear problemas. Todos receberão visita in loco para verificação do cumprimento do protocolo.

Além disto, não poderão: aumentar as vagas oferecidas, firmar novos contratos com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) ou utilizar o curso como referencial para adesão ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Dos cursos com resultado insatisfatório, 80 foram reincidentes e sofrerão medidas adicionais. As instituições responsáveis por eles podem sofrer sanções como suspensão da autonomia em relação ao curso, exclusão do Prouni, além de redução de vagas ou suspensão de novos ingressos. Os casos são avaliados individualmente.

Já as instituições com IGC insatisfatório deverão, necessariamente, passar por processos de recredenciamento, quando serão submetidas à avaliação in loco. As 152 IES que tiveram desempenho insatisfatório em 2010 e em 2013 terão de assinar compromisso para correção das deficiências e podem sofrer sanções como suspensão da autonomia da instituição e de programas – Fies, Pronatec e Programa Universidade para Todos (Prouni). Cada caso é analisado individualmente.

19 dez 2014

MEC suspende vestibular de 27 cursos. Um deles é da Funeso

Funeso teve vestibular suspenso de fonoaudiologia. Foto: Rodrigo Carvalho /  JC Imagem

Funeso teve vestibular suspenso de fonoaudiologia. Foto: Rodrigo Carvalho / JC Imagem

Vinte e sete graduações tiveram o vestibular suspenso pelo Ministério da Educação. Esses cursos tiraram nota 2 no Conceito Preliminar de Curso (CPC) pela segunda vez seguida (em 2010 e em 2013, ano da última avaliação). Faz parte da lista, de Pernambuco, o bacharelado em fonoaudiologia da União de Escolas Superiores da Funeso, que fica em Olinda, no Grande Recife. A relação dos cursos está disponível no Diário Oficial da União desta sexta-feira.

A Funeso foi procurada para comentar sobre a suspensão do vestibular de fonoaudiologia. Um funcionário da instituição informou que não havia ninguém para falar sobre o assunto na tarde desta sexta-feira. E que somente na próxima quarta-feira, dia 24, véspera de Natal, o diretor da faculdade, Célio José da Costa Silva, estaria na instituição.

19 dez 2014

Treze faculdades reprovadas em Pernambuco

Universidade de Pernambuco (UPE) tirou nota 3 no IGC, considerado satisfatório pelo MEC. Foto: Assessoria de Imprensa da UPE

Universidade de Pernambuco (UPE) tirou nota 3 no IGC, considerado satisfatório pelo MEC. Foto: Assessoria de Imprensa da UPE

Atualizada às 18h55h

Treze faculdades pernambucanas tiveram desempenho insatisfatório no Índice Geral de Cursos (IGC) 2013, indicador de qualidade calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação. Tiraram nota 1 ou 2, as mais baixas. A nota mais alta, 5, não foi alcançada por nenhuma instituição do Estado. Os dados foram divulgados ontem e estão disponíveis no Diário Oficial da União.

O IGC é calculado anualmente. Para chegar a ele, o Inep considera, entre outros fatores, a nota dos alunos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), a infraestrutura da faculdade e a avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado). Faz parte ainda do indicador a média do CPC do ano observado e dos dois anos anteriores.

As três universidades federais – UFPE, UFRPE e do Vale do São Francisco (Univasf) – tiraram nota 4 no IGC. Com essa mesma nota ficaram duas instituições particulares: a Faculdade Nova Roma, do Recife, e as Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão (Faintvisa), na Zona da Mata.

A Universidade de Pernambuco (UPE) e os Institutos Federais de Pernambuco (IFPE) e do Sertão Pernambucano (IF Sertão) alcançaram média 3. Também com 3 ficaram outras 36 faculdades do Estado, entre privadas e autarquias municipais.

Foram 11 instituições com nota 2 no IGC. Sete estão no interior, nas cidades de Goiana, Belo Jardim, Petrolina, Serra Talhada, Floresta e Araripina, e quatro no Recife. Com a pior nota, 1, ficaram a Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana, e a Faculdade de Ciências Agrárias de Araripina, no Sertão.

Para o MEC, o resultado no IGC é considerado satisfatório se for 3, 4 ou 5. As faculdades com notas 1 e 2 serão supervisionadas pelo governo federal. Entre as medidas tomadas pelo ministério caso as instituições não consigam sanar as falhas, estão diminuição das vagas ofertadas ou suspensão do recredenciamento dos seus cursos.

MEDIDAS – Segundo o MEC, as instituições com IGC insatisfatório deverão, necessariamente, passar por processos de recredenciamento, quando serão submetidas à avaliação in loco. As 152 instituições no País que tiveram desempenho insatisfatório em 2010 e em 2013 terão de assinar compromisso para correção das deficiências e podem sofrer sanções, como suspensão da autonomia da instituição e de programas – Fies, Pronatec e ProUni. Cada caso é analisado individualmente.

Veja o desempenho das instituições pernambucanas no IGC:

Nota 4
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf)
Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão
Faculdade Nova Roma

Nota 3
Universidade de Pernambuco (UPE)
Instituto Federal de Pernambuco (IFPE)
Instituto Federal do Sertão Pernambucano
Universidade Católica de Pernambuco
Faculdade de Ciências Humanas de Olinda
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Caruaru
Faculdade Frassinetti do Recife
Focca – Faculdade de Olinda
Faculdade de Ciências Humanas Esuda
Faculdade de Ciências Humanas de Pernambuco
Faculdade de Formação de Professores de Afogados da Ingazeira
Faculdade de Ciências de Timbaúba
União de Escolas Superiores da Funeso
Faculdade Estácio do Recife – Estácio FIR
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais de Igarassu
Faculdade Boa Viagem
Faculdades Integradas Barros Melo
Faculdade Santa Emília
Escola Superior de Saúde de Arcoverde
Faculdade de Comunicação e Turismo de Olinda
Faculdade Decisão
Faculdade São Miguel
Faculdade de Informática do Recife
Faculdade de Ciências Contábeis do Recife
Instituto Pernambucano de Ensino Superior
Faculdade Integrada de Pernambuco
Faculdade dos Guararapes
Faculdade da Escada
Faculdade Maurício de Nassau
Faculdade Anchieta do Recife
Faculdade de Tecnologia Ibratec
Faculdade Metropolitana
Instituto de Ensino Superior de Olinda
Faculdade Marista
Faculdade do Recife
Faculdade de Ciências Humanas e Exatas do Sertão do São Francisco
Faculdade Senac Pernambuco
Faculdade Joaquim Nabuco (Paulista)
Faculdade Joaquim Nabuco (Recife)

Nota 2
Instituto Superior de Educação de Floresta
Faculdade de Formação de Professores de Serra Talhada
Faculdade de Formação de Professores de Belo Jardim
Faculdade de Formação de Professores de Araripina
Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina
Instituto Superior de Educação de Goiana
Faculdade de Enfermagem de Belo Jardim
Faculdade Santa Helena
Faculdade Salesiana do Nordeste
Faculdade Metropolitana da Grande Recife
Faculdade de Odontologia do Recife

Nota 1
Faculdade de Ciências Agrárias de Araripina
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas do Cabo de Santo Agostinho

19 dez 2014

Nove graduações com nota baixa em Pernambuco

Medicina veterinária, na UFRPE, ficou com nota 2 no CPC. Foto: Guga Matos / JC Imagem

Medicina veterinária, na UFRPE, ficou com nota 2 no CPC. Foto: Guga Matos / JC Imagem

Nove graduações de Pernambuco tiraram nota baixa (1 ou 2) no Conceito Preliminar de Curso (CPC), indicador calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As notas vão até 5.

Medicina veterinária, no câmpus do Recife, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), com nota 2, foi o único curso ofertado numa instituição pública de ensino. Os demais são de faculdades privadas.

Enfermagem foi a graduação em Pernambuco que mais teve faculdade com nota baixa. Tiraram CPC 2 as Faculdades de Ciências Humanas de Olinda, Estácio do Recife FIR e a Faculdade do Recife.

Com a mesma nota ficou odontologia da Faculdade de Odontologia do Recife, serviço social da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais de Serra Talhada, educação física da Faculdade Asces (Caruaru) e fonoaudiologia da União de Escolas Superiores da Funeso (Olinda).

A pior média, no curso de agronomia, foi da Faculdade de Ciências Agrárias de Araripina, no Sertão do Estado. Cursos recém-abertos, que ainda não completaram um ciclo de avaliação, não recebem nota.

O Conceito Preliminar de Curso é calculado no ano seguinte ao da realização do Enade de cada área. Considera o desempenho dos estudantes, o corpo docente, a infraestrutura e recursos didático-pedagógicos. As graduações com média 1 ou 2 serão visitadas por avaliadores do Inep.

18 dez 2014

Aumenta número de cursos de medicina com avaliação insuficiente

Bob_MedicinaMariana Tokarnia e Yara Aquino – Repórteres da Agência Brasil

A porcentagem de cursos de medicina com conceito insuficiente, na avaliação do Ministério da Educação (MEC), aumentou no ano passado, comparado à divulgação anterior, feita em 2010. Em 2013, de acordo com dados divulgados hoje (18) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 17,5% tiveram conceito insuficiente, enquanto em 2010, a porcentagem era 13%.

Os dados são do Conceito Preliminar de Curso (CPC), que avalia o rendimento dos estudantes, a infraestrutura da instituição, a organização didático-pedagógica e o corpo docente. Em uma escala de 1 a 5 são considerados satisfatórios os cursos com conceito 3 ou mais.

Em 2013, 27 dos 154 cursos obtiveram conceito 2, 34 conseguiram conceito 4 e nenhum obteve conceitos 1 ou 5. Os 93 cursos restantes obtiveram conceito 3, ou não tiveram conceito calculado. Como os cursos são avaliados a cada três anos, a última avaliação de medicina foi em 2010, quando 177 cursos foram avaliados. Nenhum curso obteve conceito máximo e um obteve 1; 35 obtiveram conceito 4; os demais obtiveram 3, ou não tiveram conceito calculado.

“Isso significa que o ensino médico no Brasil é uma catástrofe, não tem outra interpretação”, diz o primeiro vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro. “Médicos mal formados é sinônimo de mal atendimento à população”, acrescenta. Ele ressalta que os cursos necessitam de infraestrutura e de bom corpo docente para oferecerem formação de qualidade.

A maior parte dos cursos com conceito insuficiente é oferecido por instituições privadas. Na avaliação do assessor do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular Sólon Caldas, o CPC é um indicador frágil para avaliar a qualidade dos cursos. “Esse conceito é enviesado, não posso dizer se os cursos são bons ou ruins, o processo não é coerente”, diz.

Ele explica que o CPC é composto em 55% pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), feito pelo aluno. “E o aluno não tem compromisso com o resultado da prova, boicota. A prova é em um domingo à tarde, com duração de quatro horas”, diz. Ele defende que sejam feitas visitas às instituições para avaliar os cursos, e que sejam consideradas as especificidades de cada escola e dos locais onde estão inseridas.

Entre as que obtiveram conceitos insatisfatórios na última avaliação, estão também cinco federais: Universidade Federal de São João Del Rei, Universidade Federal do Pará, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal de Pelotas e Universidade Federal de Campina Grande.

Para que os conceitos se consolidem, comissões de avaliadores farão visitas para confirmar ou alterar a avaliação obtida. Cursos que obtiverem CPC 1 e 2 serão automaticamente incluídos no cronograma de visitas dos avaliadores do Inep. Os demais casos podem optar por não receber a visita e transformar o CPC em conceito permanente.

Além dos cursos de medicina foram divulgados os resultados dos cursos de enfermagem, biomedicina, medicina veterinária, odontologia, agronomia, farmácia, agronomia, fonoaudiologia, nutrição, fisioterapia, serviço social, zootecnia, tecnologia em radiologia, tecnologia em agronegócios, tecnologia em gestão hospitalar, tecnologia em gestão ambiental e educação física.

18 dez 2014

Inep divulga resultado de indicadores de qualidade da educação superior

UFPE foi uma das instituições avaliadas. Foto: Arnaldo Carvalho / Acervo JC Imagem

UFPE foi uma das instituições avaliadas. Foto: Arnaldo Carvalho / Acervo JC Imagem

Agência Brasil

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta quinta-feira o resultado de indicadores de qualidade da educação superior. O Índice Geral de Cursos (IGC), o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Conceito do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2013 estão publicados na edição de hoje do Diário Oficial da União.

O CPC avalia o rendimento dos estudantes, a infraestrutura da instituição, organização didático-pedagógica e o corpo docente. Em uma escala de 1 a 5, são considerados satisfatórios os cursos com conceito 3 ou mais.

Para que os conceitos se consolidem, comissões de avaliadores farão visitas para confirmar ou alterar a avaliação obtida. Cursos que obtiverem CPC 1 e 2 serão automaticamente incluídos no cronograma de visitas dos avaliadores do Inep. Os demais casos podem optar por não receber a visita e transformar o CPC em conceito permanente.

O IGC é um indicador de qualidade que avalia as instituições de educação superior. Ele é calculado anualmente e considera, por exemplo, a média dos últimos CPCs dos cursos avaliados.

O Conceito Enade avalia o desempenho dos estudantes a partir dos resultados obtidos no exame. É divulgado anualmente para os cursos que tiveram estudantes concluintes

17 dez 2014

Dois novos cursos na Univasf

Univasf tem câmpus em Petrolina, Senhor do Bonfim, Paulo Afonso e São Raimundo Nonato.

Univasf tem câmpus em Petrolina, Senhor do Bonfim, Paulo Afonso e São Raimundo Nonato.

A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) vai oferecer dois novos cursos no próximo ano, cada um com 40 vagas anuais. Licenciatura em geografia e bacharelado em ecologia serão as novas graduações que funcionarão no câmpus Senhor do Bonfim, na Bahia. A universidade mantem unidades também em Petrolina (PE), Juazeiro (BA), Paulo Afonso (BA) e São Raimundo Nonato (PI).

Os dois novos cursos começarão a funcionar no segundo semestre letivo de 2015. Segundo o pró-reitor de ensino da Univasf, Leonardo Sampaio,  a licenciatura em geografia será noturna e o de bacharelado em ecologia vai ser diurno e ofertado em tempo integral.

Os alunos ingressarão pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação (MEC). As vagas serão disponibilizadas no processo do meio de 2015.

No Sisu do início do ano, cujas inscrições deverão ser feitas no começo de janeiro, a Univasf irá ofertar 1.370 vagas em 24 graduações.

 

 

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